Se alguém utilizasse apenas a milionária propaganda da Prefeitura e Câmara de nossa cidade para saber da vida itabirana teria certeza: a cidade vai muito bem. Obras sendo vistoriadas e projetos apresentados. É a política do espetáculo. Porém, se alguém observa a realidade sem olhar a propaganda, sua certeza é outra: precisa-se modificar a realidade.
Na política do espetáculo, nossa Câmara Municipal torna-se exemplo regional ao reaproveitar a água da chuva. Na vida real, a ação tem impacto quase insignificante em termos ambientais. Mesmo assim, o Poder Legislativo emprega nosso dinheiro propagando o feito como grande conquista. Nada é dito, porém, sobre a mudança ambiental mais significativa por aquela parte da cidade: o desmate da Mata do Intelecto. Isso não faz parte do espetáculo.
Na política do espetáculo, a Câmara Municipal esforça-se para passar a imagem de gestão eficiente. Mas na vida real, sua Presidência compartilha com o modelo de gestão adotado na atual administração.
Na vida real, o contribuinte suporta o aumento do IPTU e da tarifa de água. Os servidores reivindicam melhores salários e ameaçam entrar em greve. Falta transparência à administração pública municipal. Mas poucos vereadores ousam contrariar a orientação do Executivo. Dependentes de cargos e indicações que seus partidos mantêm no Poder Executivo, grande parte dos nossos representantes raramente oferecem resistência à decisão do Prefeito. Na política do espetáculo, um Legislativo independente. Na vida real, subserviente.
Na política do espetáculo, teremos educação referência nacional. Mas na vida real, professores insatisfeitos ameaçam a greve. Na política do espetáculo, a saúde será referência nacional. Mas na vida real, dados do Ministério da Saúde apontam Itabira como uma das piores coberturas na campanha de vacinação contra a Influenza H1N1 entre todas as cidades do Estado. Na política do espetáculo, nossa segurança seria referência nacional. Na vida real, assaltos e mortes marcam o noticiário local quase cotidianamente.
Enquanto o Legislativo Municipal gasta nosso dinheiro inserindo propaganda durante a transmissão nos jogos dos times da capital, o clube que representa nossa cidade é rebaixado. O Valério, orgulho de Itabira, disputará a terceira divisão. Não é só nosso time rebaixado, é nosso esporte.
Mas na Câmara Municipal parece reinar preocupação com a propaganda. Não importa o que é feito, o importante é o que vai ser divulgado. Na política do espetáculo, uma Câmara atuante. Na vida real, a pauta vazia marca o encontro dos edis. Só há um problema: podemos até assistir o espetáculo, mas vivemos no mundo real!
Who's amoung us?
sábado, 10 de abril de 2010
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Mais problemas para o João
Não bastassem os enormes problemas e descontentamentos, de ter que encaixar um aqui e outro ali, motivados pelo tamanho descomunal da base do grupão, João Izael agora tropeça com a greve do servidores, provocada pelo Sintsepmi - Sindicato dos Trabalhadores e Servidores Públicos Municipais de Itabira.
Em cena, a proposta do governo João Izael de 5% de aumento (sendo que 4,77% decorrentes de reposição obrigatória e só 0,23% de ganho real) e, de outro lado, as antigas reivindicações da categoria em reajustar e recompensar as perdas, orçadas em 30%.
Como a casa está transbordando de gente, os custos com a folha de pagamento, imagina-se, já deve estar no limite legal e bem acima do aceitável. Digo "imagina-se" porque, como não contamos com a transparência na atual gestão, que chegou ao cúmulo de recusar de passar informações para o presidente do sindicato, José da Penha, sobre quantos, quais servidores estão lotados hoje (entre comissionados, contratados e de carreira) e quanto tem custado a folha de pagamento, pressupõem-se abusos nas contratações. Não tem faltado, também, denúncias anônimas, aqui postadas e rejeitadas pela editoria do Filhos-do-Cauê, que há muitos servidores comissionados e contratados, que sequer comparecem ao trabalho.
Para a sorte dos servidores, de uma semana para cá, alguns vereadores começaram a se manifestar contrários às imposições e à subserviência da prefeitura. Élson Sá (PMDB), Martha Mousinho (PTN) e Paulo Ferreira Chaves (PSDB) começaram a questionar e a mostrar que devem defender a classe.
É isso aí, pessoal. Estou gostando de ver. Deixem o Neidson ficar vigiando as águas correrem e rolarem para o fosso e abram os olhos. É como bem disse a jornalista Márcia Lage, para a coluna da DeFato: é com reações e questionamentos que vamos mostrar para as autoridades que nossa cidade tem dono e que, com certeza, (aqui por minha conta) não é de uma panelinha do bem-viver.
Roneijober com chapéu na mão
O colega fotógrafo Roneijober Andrade, enviou um e-mail pedindo ajuda para a conclusão das obras para transformar o Morro Redondo num local de cultura e tributo ao meio ambiente e fé. Conta com o apoio da artista plástica Vilma Nöel, Prefeitura de Itabira, Transportes Cisne e PHR Empreendimentos.
O projeto contempla a instalação de uma escultura de 6,5 metros de altura, criada pela Vilma, nova capela e sinalização, que será outra boa atração turística de Ipoema, onde ele mantém a pousada Tropeiro Real.
Ronei precisa de qualquer ajuda financeira (R$5,00 , R$10,00, R$20,00, R$50,00, $100,00, R$500,00, R$1.000,00...), para que consiga inaugurar no dia 02 de maio, a tempo da tradicional Festa de Santa Cruz. Os interessados em ajudar, podem depositar a doação na conta específica aberta pela Paróquia Nossa Senhora da Conceição, no Banco do Brasil, agência 0767-6, conta corrente 45639-X (CNPJ:20.963.351/0047-98). Os que puderem doar acima de 250 reais, terão seus nomes grafados na placa inaugural da obra. Por fim, Ronei pede para que a doação seja comunicada pelo e-mail dele. Maiores informações no blog http://abraceomorroredondo.blogspot.com/.
Boa sorte!
Foto: Roneijober Andrade.
terça-feira, 6 de abril de 2010
TRE reverte cassação do prefeito de João Monlevade
Sempre me manifestei isento partidario, mas hoje é um dia muito especial para mim e meu amigo Gustavo Prandini, pois conseguimos reverter uma situação bastante difícil no TRE, assim faço a postagem da notícia do TRE, na integra.
Por 3 votos a 2, o TRE-MG reverteu, na sessão desta terça-feira (6), a sentença de primeiro grau que determinou a cassação do prefeito e do vice-prefeito da cidade de João Monlevade (Região Central do Estado), Gustavo Prandini de Assis (PV) e Wilson Bastieri (PT), por irregularidades na prestação de contas da campanha de 2008.
O julgamento, que havia começado na sessão do dia 25 de março, foi interrompido devido a um pedido de vista do juiz Benjamin Rabello, que, ao examinar melhor o processo, considerou que, quanto à ausência de recibos eleitorais, “houve apenas meras irregularidades formais”. Já na questão do suposto recebimento de fontes vedadas na campanha do prefeito, o juiz discordou, concluindo que “não há que se falar em abuso de poder econômico para cassar os diplomas”.
Acompanharam o juiz Benjamin Rabello a juíza Maria Fernanda Pires e o juiz Maurício Torres, que retificou o seu voto dado na sessão do dia 25. De acordo com Torres, seu voto precisava ser modificado devido à semelhança do caso em questão com outro, já julgado pelo Tribunal, em que a cassação da vereadora Doliris Pereira Machado (também de Monlevade), acusada de irregularidades na prestação de contas de campanha, também foi revertida pelo TRE.
A relatora do caso, juíza Mariza Porto, cujo voto foi acompanhado pelo juiz Ricardo Rabelo, entendeu que houve a doação da fonte vedada e faltou transparência nas contas de campanha, em especial relativa ao trânsito do dinheiro pela conta bancária e também na formalização dos recibos eleitorais.
Prandini e Bastieri, cassados em primeira instância em outubro de 2009, estavam no comando da prefeitura monlevadense devido a uma liminar obtida na época, no TRE-MG. O prefeito, segundo a representação formulada pelo Ministério Público Eleitoral e pela coligação adversária “Monlevade Ainda Melhor” (PDT - PTB/PP/PSDB/PHS/PRP/PDT/PMN), foi acusado de recebimento ilegal de valores em sua campanha eleitoral, por meio de doação da Rádio FM do Vale do Piracicaba Ltda, concessionária de serviço público, no valor de R$ 28 mil. Segundo o juiz Benjamin Rabello, houve a contratação de uma pessoa para a produção dos programas de rádio, que foi quem se utilizou do estúdio da rádio local para o seu trabalho de gravação, remunerando a emissora por essa utilização. Ou seja, os eleitos não podem ser penalizados por um contrato firmado pelo responsável pela produção dos programas e a emissora que cedeu o estúdio.
Por 3 votos a 2, o TRE-MG reverteu, na sessão desta terça-feira (6), a sentença de primeiro grau que determinou a cassação do prefeito e do vice-prefeito da cidade de João Monlevade (Região Central do Estado), Gustavo Prandini de Assis (PV) e Wilson Bastieri (PT), por irregularidades na prestação de contas da campanha de 2008.
O julgamento, que havia começado na sessão do dia 25 de março, foi interrompido devido a um pedido de vista do juiz Benjamin Rabello, que, ao examinar melhor o processo, considerou que, quanto à ausência de recibos eleitorais, “houve apenas meras irregularidades formais”. Já na questão do suposto recebimento de fontes vedadas na campanha do prefeito, o juiz discordou, concluindo que “não há que se falar em abuso de poder econômico para cassar os diplomas”.
Acompanharam o juiz Benjamin Rabello a juíza Maria Fernanda Pires e o juiz Maurício Torres, que retificou o seu voto dado na sessão do dia 25. De acordo com Torres, seu voto precisava ser modificado devido à semelhança do caso em questão com outro, já julgado pelo Tribunal, em que a cassação da vereadora Doliris Pereira Machado (também de Monlevade), acusada de irregularidades na prestação de contas de campanha, também foi revertida pelo TRE.
A relatora do caso, juíza Mariza Porto, cujo voto foi acompanhado pelo juiz Ricardo Rabelo, entendeu que houve a doação da fonte vedada e faltou transparência nas contas de campanha, em especial relativa ao trânsito do dinheiro pela conta bancária e também na formalização dos recibos eleitorais.
Prandini e Bastieri, cassados em primeira instância em outubro de 2009, estavam no comando da prefeitura monlevadense devido a uma liminar obtida na época, no TRE-MG. O prefeito, segundo a representação formulada pelo Ministério Público Eleitoral e pela coligação adversária “Monlevade Ainda Melhor” (PDT - PTB/PP/PSDB/PHS/PRP/PDT/PMN), foi acusado de recebimento ilegal de valores em sua campanha eleitoral, por meio de doação da Rádio FM do Vale do Piracicaba Ltda, concessionária de serviço público, no valor de R$ 28 mil. Segundo o juiz Benjamin Rabello, houve a contratação de uma pessoa para a produção dos programas de rádio, que foi quem se utilizou do estúdio da rádio local para o seu trabalho de gravação, remunerando a emissora por essa utilização. Ou seja, os eleitos não podem ser penalizados por um contrato firmado pelo responsável pela produção dos programas e a emissora que cedeu o estúdio.
Se você pensa que eu desafino, amor...
A Câmara de Itabira, mais conhecida como a Câmara do Grupão, já não consegue manter a mesma afinação de meses atrás. Graças ao bom Deus!
Tudo começou, imagino, depois que o presidente da casa, o jovem Neidson Freitas, numa manobra "sem querer se beneficiar", propôs a alteração da Lei Orgânica, para protelar-se mais um ano no poder da presidência.
A Coluna PingaFogo de primeiro de abril (se não for pela brincadeira da data), do Diário de Itabira, publicou a "podada" do Neidson sobre a colega Martha Mousinho (PTN), ao propor a Lei "Uma vida, uma árvore". A vereadora, empolgada, só queria defender o projeto, mas o presidente setenciou: "O projeto está sendo lido, não discutido". Depois, Martha Mousinho puxou a orelha do governo ao ver aprovada sua indicação para eletrificação da rua Conceição Martins, no Fênix. Ainda na coluna, o editor expôs as cobranças de João Grande (PR) e do Tãozinho (PP).
Câmara sem debate, sem argumentação, sem propostas e sem fiscalização é Câmara inoperante e não precisamos dela. Enfim, começam os trabalhos. Uau!
Câmara sem debate, sem argumentação, sem propostas e sem fiscalização é Câmara inoperante e não precisamos dela. Enfim, começam os trabalhos. Uau!
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Mas, porém, todavia, contudo...
Já ia indo até bem o debate dos vereadores na primeira reunião útil deste mandato, até que, também na mesma edição do Diário de Itabira (abaixo citada), foram criticados a falta da reunião da semana passada (devem ter emendado o feriadão) e os constantes atrasos para começarem as reuniões, chegando a 30 minutos!
Probleminhas que devem ocorrer por causa das chuvas constantes, que não dão tempo para secar os ternos deles...
Tem problema não. Vai voltar o sol e a turma virá com tudo. Ou não?
Probleminhas que devem ocorrer por causa das chuvas constantes, que não dão tempo para secar os ternos deles...
Tem problema não. Vai voltar o sol e a turma virá com tudo. Ou não?
domingo, 4 de abril de 2010
A festa da aposentadoria do presidente, quem paga é o povo...
Os ex-presidentes do país têm direito, de forma vitalícia, a dois carros de luxo e oito servidores pagos pelos cofres públicos.
A última alteração na legislação, o decreto 6.381 de 2008, ratificou os privilégios. Fica à disposição de cada um deles quatro servidores para atividades de segurança e apoio pessoal, dois veículos oficiais com motoristas e, ainda, outros dois assessores pessoais
Ainda, pela lei, um ex-presidente tem o direito de escolher qualquer pessoa para integrar o seu quadro de funcionários em cargo de comissão e decidir se os motoristas e seguranças andarão armados. Pela remuneração atual, os salários dos empregados dos antigos ocupantes do Palácio do Planalto, custeados pela Casa Civil, vão de R$ 2.100 a R$ 8.900. Apenas com o gasto em salários de seus oito servidores, um ex-presidente custa mensalmente R$ 40,8 mil aos cofres públicos.
Em um ano, o pagamento dessas despesas - fora a manutenção e o combustível dos carros - chega a R$ 489,6 mil. No mesmo período, um aposentado brasileiro recebendo o piso de R$ 510, como ocorre com mais da metade dos beneficiários do INSS, ganha R$ 6.000. Ou seja, o valor gasto para manter o séquito de um ex-presidente durante 12 meses corresponde à soma da remuneração anual de 81 aposentados com o valor mínimo no Brasil.
A última alteração na legislação, o decreto 6.381 de 2008, ratificou os privilégios. Fica à disposição de cada um deles quatro servidores para atividades de segurança e apoio pessoal, dois veículos oficiais com motoristas e, ainda, outros dois assessores pessoais
Ainda, pela lei, um ex-presidente tem o direito de escolher qualquer pessoa para integrar o seu quadro de funcionários em cargo de comissão e decidir se os motoristas e seguranças andarão armados. Pela remuneração atual, os salários dos empregados dos antigos ocupantes do Palácio do Planalto, custeados pela Casa Civil, vão de R$ 2.100 a R$ 8.900. Apenas com o gasto em salários de seus oito servidores, um ex-presidente custa mensalmente R$ 40,8 mil aos cofres públicos.
Em um ano, o pagamento dessas despesas - fora a manutenção e o combustível dos carros - chega a R$ 489,6 mil. No mesmo período, um aposentado brasileiro recebendo o piso de R$ 510, como ocorre com mais da metade dos beneficiários do INSS, ganha R$ 6.000. Ou seja, o valor gasto para manter o séquito de um ex-presidente durante 12 meses corresponde à soma da remuneração anual de 81 aposentados com o valor mínimo no Brasil.
Reality Show na Politica.
Com o legado do falecido Clodovil Hernandes que foi o deputado federal, mais votado do Estado de São Paulo nas eleições de 2006, com 493 mil votos, as estrelas do esporte e da TV, decidiram arriscar na politica e apostando em suas fama e visibilidade por uma vaga no legislativo.
As " celebridades" entre elas são Sergio Mallandro(PTB), Kleber Bambam do BBB (PTB), o sertanejo cantor Sérgio Reis (PR), o vocalista da banda de pagode Luiz Carlos (PTB), Déde Santana (PSC), Kiko da banda KLB (DEM, Frank Aguiar(PTB).os desportistas Edmundo (PP), Tulio Maravilha (PMDB), Vampeta (PTB), Maguila (PTB) e o craque Romario (PSB.
Desta forma, os partidos políticos tem grande interesse em recrutar celebridades para atrair votos, pois como ocorre no mundo politico, os caciques não deixam a nova geração de politicos crescerem.
E com a fidelidade partidária o trabalho com jovens politicos seria uma das soluções de renovação e apostas.
As " celebridades" entre elas são Sergio Mallandro(PTB), Kleber Bambam do BBB (PTB), o sertanejo cantor Sérgio Reis (PR), o vocalista da banda de pagode Luiz Carlos (PTB), Déde Santana (PSC), Kiko da banda KLB (DEM, Frank Aguiar(PTB).os desportistas Edmundo (PP), Tulio Maravilha (PMDB), Vampeta (PTB), Maguila (PTB) e o craque Romario (PSB.
Desta forma, os partidos políticos tem grande interesse em recrutar celebridades para atrair votos, pois como ocorre no mundo politico, os caciques não deixam a nova geração de politicos crescerem.
E com a fidelidade partidária o trabalho com jovens politicos seria uma das soluções de renovação e apostas.
ENTÃO TÁ BOM
De riba de seus setenta e poucos anos de janela e de vida muito bem vivida, encontro o fazendeiro Nonô Alves, lá na ponta norte do município de Ferros e ele me diz:
- Tô sabendo que a política lá na sua cidade tá pegando fogo, heim?!
- É, mas este clima é muito ruim para João Monlevade, respondo.
- Engano seu, retruca ele sem pestanejar. E completa:
- É melhor a turbulência do confronto, mesmo que a custo de estocadas de baixo nível, do que o preço da omissão que deixa todo mundo achando que está tudo bem quando nada está.
Nonô tem razão. É melhor a turbulência política de João Monlevade do que a passividade de Itabira.
Dá-lhe, polêmica!
SHOW DE BOLA
Acabo de ler na DeFato Online uma excelente e corajosa contribuição do que muita gente - inclusive eu - acredita ser o melhor do jornalismo.
A jornalista Márcia Lage escreveu um artigo perfeito sobre a corrupção em Brasília, onde ela mora, apesar de ter nascido aqui perto e estudado em Itabira.
“Os meninos nascidos aqui, que não descansaram um dia até verem Arruda na cadeia, me dão a certeza de que a cidade tem dono”, escreveu ela no excelente artigo postado no mais lido site itabirano.
Ainda bem que Brasília está bem distante de Itabira...
quinta-feira, 1 de abril de 2010
EFEITOS DO CRESCIMENTO
EFEITOS DO CRESCIMENTO
Semana passada, escutei uma reclamação de que os empresários do Distrito Industrial estavam danados da vida com o reajuste do IPTU deste ano, cujos valores, segundo o informante (que me pediu sigilo), chegaram a mais de 7 mil reais. Realmente, um senhor rombo no caixa de qualquer empresa, se isso for verdade.
Vale lembrar que, desde o leilão dos lotes da avenida Mauro Ribeiro para cá, a especulação imobiliária vem crescendo de forma assustadora. Só a empresa MD Predial, segundo li num anúncio do jornal Regional, possui mais de 10 grandes incorporações concluídas e em andamento. As cifras investidas têm chegado a milhões, nesta área. Recentemente, e muito provavelmente tenha sido esta a razão do substancial aumento do IPTU, os lotes localizados entre o Distrito Industrial e a construção do campus da Unifei vinham sendo negociados por 50 mil reais a unidade, para parcos 250 metros quadrados, numa área bem distante da cidade, ou seja, praticamente zona rural itabirana.
Daí, levando-se em conta que o valor devido do IPTU é baseado no valor venal dos imóveis, não deveríamos estranhar tais impostos e entender que tenha se tratado de um reajuste monetário. É um mero efeito dos aumentos dos valores venais (de venda) deles. Se há dinheiro na praça para investir tão alto, o governo está certo em querer a parte dele, até porque, para manter tantos compromissos de cargos, haja dinheiro.
FÓSSIL DO DRAGÃO
Em conversa com Reginaldo Sá Oliveira, Nanaldo, os problemas financeiros e de resultados do Valério ao cair para terceira divisão se devem à dívida herdada de 2 milhões de reais das gestões anteriores e ao (sic) descompromisso das autoridades em apoiar na solução da crise financeira.
Segundo li na imprensa, Oldeni José dos Santos, secretário de governo, alega que não pode repassar verbas para o Valério, porque a entidade não possui as certidões negativas junto aos governos. Nanaldo contesta e afirma que, desde a gestão do Samir George, o clube não tinha as certidões negativas e mesmo assim a prefeitura repassava recursos em torno de R$ 800 mil por ano.
Se o dragão não receber uma boa injeção de recursos e apoio, em breve, se tornará um fóssil na carreira de muitos políticos por aí.
Em tempo: Reginaldo Sá (Nanaldo) trabalhou e apoiou a candidatura de oposição ao grupão, a favor do médico Damon de Sena – PV, nas duas campanhas anteriores.
ONDE PASSAR A TESOURA?
Em matéria no Diário de Itabira, de 29 de março, o secretário de governo Oldeni José dos Santos negou que o governo do João tenha a intenção de demitir funcionários comissionados (cargos de confiança), inclusive por perseguição dos cargos do PSDB (pós briga com o vice Roberto Chaves-PSDB), mas reafirmou que o governo precisa fechar o ano fiscal de 2010, com uma economia de 20 milhões de reais.
Pelo que se especula, a prefeitura nunca teve tanta gente contratada. Por certo, há muita gente ociosa e que poderia ser, perfeitamente, dispensada e sem qualquer perda na qualidade de atendimento. O Sindicato dos Trabalhadores Públicos - Sindsepmi, chegou a entrar na Justiça para saber quantos funcionários estão lotados na casa, mas até o momento, não conseguiu ter resposta, o que comprova completa falta de transparência dos poderes responsáveis. Assim como há gente séria e comprometida na casa, há muitos apadrinhados que deveriam buscar outro meio de vida, digamos, menos parasita.
Sabendo que, na gestão passada, o João não cumpriu com as (inúmeras) promessas de campanha, sem qualquer efeito de crise econômica na ocasião, onde, então, ocorrerão os cortes para que, pelo menos desta vez, seu governo consiga cumprir com as promessas de campanha?
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