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quarta-feira, 15 de setembro de 2010

MUITO LEGAL

Abaixo, outra contribuição de um leitor nosso, um texto enviado pelo senhor José Luiz de Araújo, de autoria desconhecida.

ANTES DA POSSE
 
O nosso partido cumpre o que promete.
Só os tolos podem crer que
não lutaremos contra a corrupção.
Porque, se há algo certo para nós, é que
a honestidade e a transparência são fundamentais.
para alcançar os nossos ideais
Mostraremos que é uma grande estupidez crer que
as máfias continuarão no governo, como sempre.
Asseguramos sem dúvida que
a justiça social será o alvo da nossa ação.
Apesar disso, há idiotas que imaginam que
se possa governar com as manchas da velha política.
Quando assumirmos o poder, faremos tudo para que
se termine com os marajás e as negociatas.
Não permitiremos de nenhum modo que
as nossas crianças morram de fome.
Cumpriremos os nossos propósitos mesmo que
os recursos económicos do país se esgotem.
Exerceremos o poder até que
Compreendam que
Somos a nova política.


DEPOIS DA POSSE
Basta ler o mesmo texto acima, DE BAIXO PARA CIMA

RETA FINAL - PRIMEIRO TURNO


PARA  PRESIDENTE

Assim que retornei, voltei ávido pelas notícias e andei percorrendo a região. Dentre os candidatos, Dilma (PT) lidera com vasta vantagem, correndo risco de levar logo no primeiro turno. É uma pena que a Marina Silva (PV) tenha sido encarada pelos eleitores como inviável. Serra (PSDB) despencou há meses, por causa de um erro grotesco na estratégia de formação de um grupo excessivamente paulista. Os demais têm sidos ignorados pelos eleitores. Em todo o país, tem ocorrido tendências de polarização entre os candidatos mais fortes. Para o eleitor, interessa  mais é a validade ou senso de utilidade dos seus votos, em detrimento do julgamento de capacidades e valores.

Como adiantei, sou bem mais Marina Silva e permanecerei. Mas entre Serra e Dilma, sou Dilma, porque não perdôo o que o PSDB paulista fez na 'doação' da Vale e de outras estatais. As cidades de influência, prestadores de serviço e os empregados perderam muito com as privatizações. Aliás, não se assuste, se José Dirceu ou Palocci fosse candidato, preferiria um deles do que a Dilma. Pode até parecer uma certa dose de loucura, mas é muita ingenuidade nossa pensar e aceitar que um jogador de futebol ou artista  possa ter o direito de fazer jus a mais de um milhão de reais por mês e acreditarmos que um ministro receba menos de, pasmem, 12 mil reais mensais, com tamanhas responsabilidades nas costas. Não apóio corrupção, nem mensalões. Mas esses disparates têm que ser corrigidos, sem demagogias. A maioria dos profissionais liberais graduados ou executivos de empresas de porte médio, em diante, recebe mais do que isso.


PARA GOVERNADOR

Anastasia (PSDB) cresceu e encostou na dupla Hélio Costa (PMDB) e Patrus Ananias (PT) pelo governo do estado, numa disputa bem polarizada. A pretensão de levarem no primeiro turno é fantasiosa. Para o governo estadual, vislumbra-se um segundo turno com Hélio e Anastasia, numa disputa bem equilibrada e nervosa.

José Fernando Aparecido de Oliveira (PV) não decolou, mesmo tendo encabeçado a luta de revisão dos valores pagos em Cefem (royalties de mineração), que são bem aquém dos valores para o petróleo. Depois do brado dele, tanto Hélio Costa, quanto Anastasia, prometem fazer a revisão. Meu temor é que, já que o grupo do Anastasia já contabilizam 8 anos no poder, porque, então, não se atentaram para isso antes? De outro lado, Hélio Costa foi Ministro das Comunicações do Lula e a Anatel têm deslizado bem, principalmente quando reclamamos de descumprimentos das leis e regulamentos contra a Oi/Telemar, que dizem ter como sócio o Lulinha. Não consegui, até hoje, fazer com que a Oi e a Anatel cumpram com o fim da venda casada entre telefonia fixa e acesso de banda larga via ADSL. É duro!


PARA SENADORES

A disputa está bem favorável para Aécio e Itamar, com Pimentel (ótimo nome também) na sequência. Aécio deve ser eleito e merece. Eu não consigo achar graça no retrógrado e tinhoso Itamar, embora reconheça que ele tem bom caráter e que foi responsável pelo início do fim da descontrolada inflação no país.


PARA DEPUTADOS FEDERAIS
E pelo Matto Dentro, para deputado federal, é visível e esperado o crescimento do Neidson Freitas (PP) em Itabira. Neidson é o candidato natural da situação, que, por si só, tem a obrigação de carregar uns 18 a 25 mil votos, pelo menos. A não ser que seja muito ruim de votos. Também, recebi um e-mail do instituto DataMG, cujo dono é o assessor dele, alegando 45,2% de intenção de votos para ele, à titulo de “pesquisa espontânea de votos válidos”, que mais soa a uma tentativa forçada de persuasão eleitoral. Nos panfletos, fartamente distribuídos pela sua campanha, o garotão situa-se à frente até do Anastasia. Ah... moleque! Assim, de agora em diante ele tem a obrigação de render essa votação, porque, caso contrário, ou sua assessoria terá que explicar sua decadência na reta final, ou ter que explicar o porquê que “erraram” nos cálculos das pesquisas. Esse povo é doido! Como previ meses antes, o futuro político do Neidson depende totalmente desta eleição, por isso era previsto que investissem tudo nele, inclusive até em plantar informações. Se for mal votado, não passará de um vereadorzinho na cidade, que nada de relevante fez e que se omitiu nas suas responsabilidades de fiscalizador e legislador.

Bernardo Mucida (PT) parece ter crescido bem, sua campanha passou a contar com mais volume na cidade, mas ainda padece por ser pouco conhecido. Assisti um vídeo dele na internet, em que ele faz discurso em cima de uma caminhonete. É uma pena que ele falou (e bem), mas praticamente para ninguém. Aí está o desafio maior de sua coordenação, que alega o fato de quem o conhece, gosta e apoia. Bernardo tem boas idéias, mas se arrasta, como os demais da oposição, por falta de um projeto político consistente. 

Adício Soares (PTN) parece ter perdido um pouco de espaço na cidade, mas tem corrido mais longe, com grande volume de campanha na região e com melhores chances de se eleger. Até então, liderava as pesquisas em Itabira, agora, se nivela com o Neidson. Entretanto, na região, de Catas Altas para cá, Neidson nem é comentado, a não ser por zombaria, enquanto Adilson (ou Adício) goza de bem melhor aceitação e volume de campanha. O que fez Adício cair um pouco na cidade foi a declaração de bens, na qual ele atestou o empréstimo  de centenas de milhares de reais para o ex-secretário de governo do João Izael, o Sebastião Campos, correligionário dele. Nada que faça o Neidson ser melhor do que ele, porque é do grupão, tem muito menos experiência e não tem dado mostra que cumpre com os acordos, tal como fez com a Confecon (Conferência Regional de Comunicação), que simplesmente ignorou o que acertou e não pagou a quem devia. Um dos palestrantes, o jornalista Heitor Reis, sofreu um AVC depois do evento e precisa muito do dinheiro que fizera jus e que havia ficado a cargo da Câmara Municipal, sob a presidência do Neidson, segundo informou o blogue do Zanon.


PARA DEPUTADOS ESTADUAIS
Para deputados estaduais, segundo o DataMG (cujos resultados para estadual parecem coerentes), Damon lidera com 20,8%, seguido de Doutor Robson com 11,2%. Banana e Élson Sá se arrastam com 1,2% e 3%, respectivamente. Pelo que se nota, Damon assumiu boa parte da parcela dos votos de protesto contra o grupão, só que corre risco de não ir muito longe, por falta de um projeto político abrangente, inclusive com o PT, PMDB, PcdoB e outros partidos simpatizantes. 

O que se pode concluir, até agora, é que os eleitores estão de olho nos resultados pregressos. Se o postulante agiu corretamente, se mostrou serviço, fará jus ao retorno dos eleitores. Por exemplo, se a grande virada do Élson Sá e demais companheiros do G6 tivesse acontecido um ano antes, Neidson não teria abafado tanto os demais vereadores. Aí estão as provas de que os eleitores estão atentos a todos os movimentos desses políticos. Tomara que, de agora em diante, os demais políticos e grandes partidos itabiranos não mais se curvem aos interesses menores de empreguinhos e pequenas benesses do executivo. Eleger alguém, é difícil. Sem dúvidas, o Doutor Robson é o que tem maiores chances, por causa de sua legenda.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

E PRECISA COMENTAR?

O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons.

Martin Luther King.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

O DESABAFO DO DENES LOTT

Caros leitores, num recente encontro casual com o advogado Denes Lott, colega de infância e amigo que tanto admiro, conversamos de política, trocamos opiniões e ele nos cedeu um belo texto, que merece profunda reflexão, sobre a famigerada BR-381, a rodovia da morte. Com vocês, a instigante provocação do Denes:
"Itabira/BH: a longa viagem na rodovia da morte
Duplicação está prevista para 2015, mas o caos é presente e não pode esperar; políticos mineiros entram e saem e só prometem: nada fazem.
*Denes Martins da Costa Lott
Era segunda feira. Dia lindo. Um belo sol de inverno ilumina de 28 de junho de 2010, dia de jogo de Copa do Mundo. Brasil e Chile disputaram uma vaga nas quartas de final da Copa da África do Sul. O país parou, vestiu suas chuteiras.
Amanheci em Belo Horizonte, depois de amargar uma viagem de Itabira, a minha terra “distante”: levei nada menos que longas seis horas. Isto mesmo. Esta longa distância mede 100 km.
A rodovia ainda tem dois nomes/números BR 381 ou 262. É uma vergonha: é nossa síndrome de vila-lata. Um vexame. Um acinte ao cidadão. Prova de nossas mazelas. Fraqueza de nossos políticos que nada fazem para mudar as coisas e o estado das coisas.
No fim de semana, descansando no meio rural de Itabira, lia o jornal de sábado. A notícia: nove mortos na 381, na sexta, 25 de junho. Além dos mortos a “bela e moderna” estrada ficou paralisada por cerca de seis horas. No domingo, dia da volta para BH, outro grave acidente fechou novamente a estrada: virou norma, quase todo dia.
Já é parte de nosso cotidiano. Assim tem sido e, parece, assim será. Pior: vai continuar se agravando. Cada vez mais carros e menos estradas em boas condições. Só a Fiat fabrica 900 Unos por turno de trabalho, o que dá mais ou menos, 1800 carros por dia.. A frota cresce, as estradas ficam iguais: péssimas.
O que tem que ser feito?!!?
Fácil. Evidente. Duplicar BR 381. Reduzir as curvas. Usar a engenharia correta para uma estrada com tal movimento de veículos. Uma obra cara certamente, mas mais que necessária. Há muito tempo já está nos planos dos governos sua duplicação. Só nos planos.

Dependemos do Estado. A rodovia é um equipamento público e o ESTADO tem a obrigação de zelar, de mantê-la segura. Já que, cidadãos, pagamos altíssimos impostos para exercer o direito de ir e vir com segurança. Não só os automóveis: como somos um país das rodovias, na BR 381 as riquezas circulam de caminhões, muitos caminhões.
Eleitores que somos, deveríamos saber decidir quem vai nos governar pelos seus compromissos reais. Quando me refiro a ESTADO, coloco o termo como referência aos governos federal, estadual e municipais.
A rodovia que liga minha terra natal a Belo Horizonte é de responsabilidade da União. Mas sem vontade política estadual e prefeitos sem força política, ou também sem vontade, a União se acomoda.
Não conheço as estatísticas de mortes e vítimas que já ocorreram nesta estrada nos últimos 10 anos. Mas com certeza o número é assustador.
Também é assustador o volume de impostos que a região servida por esta estrada paga á União. Nela estão instaladas empresas com atuação no campo da mineração e siderurgia. Vale, Usiminas, ArcelorMital, Acesita, Samarco, entre outras. Qual o tamanho dos impostos pagos por essas empresas?
A população da minha cidade, que não é a maior da região, e ainda Ipatinga, Governador Valadares, João Monlevade, Nova Era, Coronel Fabriciano, Timóteo, Guanhães e muitas outras dependem desta estrada. Qual o valor dos impostos que estas pessoas e empresas pagam? Refiro-me a IPVA, Imposto de Renda, a CID, que é incidente no valor que se paga pelo uso dos combustíveis dos carros e caminhões que trafegam por essa rodovia. Qual é a parte do PIB gerado por essa região?
Qual o valor das vidas ceifadas nessa estrada, cujo epíteto de "rodovia da morte" não sensibiliza os nossos governantes? Qual o valor de se ficar parado seis horas num trecho de apenas 100 km?
A rodovia clama por uma intervenção há mais de 30 anos. Com certeza, tem no mínimo 20 anos que a situação é insustentável e só se agrava.

No meio desses últimos 20 anos, o senhor Aécio Neves, mineiro, hoje postulante a uma cadeira no Senado, foi, por algum tempo, presidente da Câmara dos Deputados no governo Fernando Henrique Cardoso. O que fizeram estes senhores para duplicar a rodovia? NADA

O senhor Itamar Franco, outro mineiro, foi governador do estado e presidente da República? O que foi feito em seus tempos de governo para a melhoria?

Um cidadão chamado Alexandre Silveira, hoje deputado federal eleito pela região, foi presidente do DNIT. O que fez para isto? Nada. Nem outros deputados estaduais e federais majoritários na região.

O Senhor Luiz Inácio Lula da Silva, hoje presidente da República, trafegou por esta estrada na época da fundação de seu partido político. Em 1980 ele já fazia animados comícios em Itabira, no Vale do Aço e em toda região. Na época andava de carro e de ônibus. O que faz o Senhor Lula, nos seus últimos anos de governo? Diz ter incluído a duplicação da rodovia no PAC 2, mas para começar em 2015. Isto é nada. Porque o caos é presente e não pode esperar mais cinco anos.

O valoroso vice-presidente da República José Alencar, é mineiro, empresário de fama e de dinheiro, além de ocupar o cargo atual, foi senador da República. Mas a 381 continuou ganhando fama: rodovia da morte, não custa repetir.

Estes cidadãos, pessoas de bem, tiveram e têm ingerência nos órgãos irresponsáveis, leia-se DNIT, ANTT e Ministério dos Transportes. O problema é técnico? De falta de verba? Ou de vontade ou prioridade política?

Enquanto isso, a estrada para Curvelo e norte de Minas está sendo duplicada. Muito bom, mas onde está o maior fluxo de riquezas, caminhões, veículos e pessoas? Os políticos, prefeitos e deputados, daquela região têm maior expressão, maior representatividade, maior peso político junto a União Federal ?

Talvez a morte de um ser humano não sensibilize a mente, a alma e o corpo de um dirigente político, nem 500, nem 1.000 por ano.

Será que só nos resta lamentar e culpar aqueles que se foram, porque teriam sido imprudentes? Ou apenas torcer pelo Brasil na Copa do Mundo? Mas agora só na de 2014, quando a 381 ainda estará sonhando com sua duplicação prometida para 2015..

Até quando?"

* Itabirano, brasileiro, advogado, pai de 2 filhos, mora em Belo Horizonte, trabalha na Vale e é produtor rural em Itabira.

O DESABAFO DO DENES LOTT

Caros leitores, num recente encontro casual com o advogado Denes Lott, colega de infância e amigo que tanto admiro, conversamos de política, trocamos opiniões e ele nos cedeu um belo texto, que merece profunda reflexão, sobre a famigerada BR-381, a rodovia da morte. Com vocês, a instigante provocação do Denes:
"Itabira/BH: a longa viagem na rodovia da morte


Duplicação está prevista para 2015, mas o caos é presente e não pode esperar; políticos mineiros entram e saem e só prometem: nada fazem.




*Denes Martins da Costa Lott


Era segunda feira. Dia lindo. Um belo sol de inverno ilumina de 28 de junho de 2010, dia de jogo de Copa do Mundo. Brasil e Chile disputaram uma vaga nas quartas de final da Copa da África do Sul. O país parou, vestiu suas chuteiras.


Amanheci em Belo Horizonte, depois de amargar uma viagem de Itabira, a minha terra “distante”: levei nada menos que longas seis horas. Isto mesmo. Esta longa distância mede 100 km.


A rodovia ainda tem dois nomes/números BR 381 ou 262. É uma vergonha: é nossa síndrome de vila-lata. Um vexame. Um acinte ao cidadão. Prova de nossas mazelas. Fraqueza de nossos políticos que nada fazem para mudar as coisas e o estado das coisas.


No fim de semana, descansando no meio rural de Itabira, lia o jornal de sábado. A notícia: nove mortos na 381, na sexta, 25 de junho. Além dos mortos a “bela e moderna” estrada ficou paralisada por cerca de seis horas. No domingo, dia da volta para BH, outro grave acidente fechou novamente a estrada: virou norma, quase todo dia.


Já é parte de nosso cotidiano. Assim tem sido e, parece, assim será. Pior: vai continuar se agravando. Cada vez mais carros e menos estradas em boas condições. Só a Fiat fabrica 900 Unos por turno de trabalho, o que dá mais ou menos, 1800 carros por dia.. A frota cresce, as estradas ficam iguais: péssimas.


O que tem que ser feito?!!?


Fácil. Evidente. Duplicar BR 381. Reduzir as curvas. Usar a engenharia correta para uma estrada com tal movimento de veículos. Uma obra cara certamente, mas mais que necessária. Há muito tempo já está nos planos dos governos sua duplicação. Só nos planos.


Dependemos do Estado. A rodovia é um equipamento público e o ESTADO tem a obrigação de zelar, de mantê-la segura. Já que, cidadãos, pagamos altíssimos impostos para exercer o direito de ir e vir com segurança. Não só os automóveis: como somos um país das rodovias, na BR 381 as riquezas circulam de caminhões, muitos caminhões.


Eleitores que somos, deveríamos saber decidir quem vai nos governar pelos seus compromissos reais. Quando me refiro a ESTADO, coloco o termo como referência aos governos federal, estadual e municipais.


A rodovia que liga minha terra natal a Belo Horizonte é de responsabilidade da União. Mas sem vontade política estadual e prefeitos sem força política, ou também sem vontade, a União se acomoda.


Não conheço as estatísticas de mortes e vítimas que já ocorreram nesta estrada nos últimos 10 anos. Mas com certeza o número é assustador.


Também é assustador o volume de impostos que a região servida por esta estrada paga á União. Nela estão instaladas empresas com atuação no campo da mineração e siderurgia. Vale, Usiminas, ArcelorMital, Acesita, Samarco, entre outras. Qual o tamanho dos impostos pagos por essas empresas?


A população da minha cidade, que não é a maior da região, e ainda Ipatinga, Governador Valadares, João Monlevade, Nova Era, Coronel Fabriciano, Timóteo, Guanhães e muitas outras dependem desta estrada. Qual o valor dos impostos que estas pessoas e empresas pagam? Refiro-me a IPVA, Imposto de Renda, a CID, que é incidente no valor que se paga pelo uso dos combustíveis dos carros e caminhões que trafegam por essa rodovia. Qual é a parte do PIB gerado por essa região?


Qual o valor das vidas ceifadas nessa estrada, cujo epíteto de "rodovia da morte" não sensibiliza os nossos governantes? Qual o valor de se ficar parado seis horas num trecho de apenas 100 km?


A rodovia clama por uma intervenção há mais de 30 anos. Com certeza, tem no mínimo 20 anos que a situação é insustentável e só se agrava.


No meio desses últimos 20 anos, o senhor Aécio Neves, mineiro, hoje postulante a uma cadeira no Senado, foi, por algum tempo, presidente da Câmara dos Deputados no governo Fernando Henrique Cardoso. O que fizeram estes senhores para duplicar a rodovia? NADA


O senhor Itamar Franco, outro mineiro, foi governador do estado e presidente da República? O que foi feito em seus tempos de governo para a melhoria?


Um cidadão chamado Alexandre Silveira, hoje deputado federal eleito pela região, foi presidente do DNIT. O que fez para isto? Nada. Nem outros deputados estaduais e federais majoritários na região.


O Senhor Luiz Inácio Lula da Silva, hoje presidente da República, trafegou por esta estrada na época da fundação de seu partido político. Em 1980 ele já fazia animados comícios em Itabira, no Vale do Aço e em toda região. Na época andava de carro e de ônibus. O que faz o Senhor Lula, nos seus últimos anos de governo? Diz ter incluído a duplicação da rodovia no PAC 2, mas para começar em 2015. Isto é nada. Porque o caos é presente e não pode esperar mais cinco anos.


O valoroso vice-presidente da República José Alencar, é mineiro, empresário de fama e de dinheiro, além de ocupar o cargo atual, foi senador da República. Mas a 381 continuou ganhando fama: rodovia da morte, não custa repetir.


 Estes cidadãos, pessoas de bem, tiveram e têm ingerência nos órgãos irresponsáveis, leia-se DNIT, ANTT e Ministério dos Transportes. O problema é técnico? De falta de verba? Ou de vontade ou prioridade política?


Enquanto isso, a estrada para Curvelo e norte de Minas está sendo duplicada. Muito bom, mas onde está o maior fluxo de riquezas, caminhões, veículos e pessoas? Os políticos, prefeitos e deputados, daquela região têm maior expressão, maior representatividade, maior peso político junto a União Federal ?


Talvez a morte de um ser humano não sensibilize a mente, a alma e o corpo de um dirigente político, nem 500, nem 1.000 por ano.


Será que só nos resta lamentar e culpar aqueles que se foram, porque teriam sido imprudentes? Ou apenas torcer pelo Brasil na Copa do Mundo? Mas agora só na de 2014, quando a 381 ainda estará sonhando com sua duplicação prometida para 2015..


Até quando?"


* Itabirano, brasileiro, advogado, pai de 2 filhos, mora em Belo Horizonte, trabalha na Vale e é produtor rural em Itabira.

Marco Regulatório da Ferrovia


Passadas mais de quatro décadas em que meu pai, Aníbal Moura, tentou, em vão, exportar o minério de ferro da Mina de Brucutu, Barão de Cocais, quando o Decreto de Lavra ainda era dele, enfim, o governo Lula anuncia que irá lançar o Marco Regulatório da Ferrovia.

O princípio da abertura de uma ferrovia é o mesmo de uma rodovia, é por meio de concessão pública e não interessando se destinado a uso estatal ou privado.

Para a concessão de ferrovia há um detalhe preponderante que primeiro é para transporte de passageiros, somente após o de cargas, fato este não respeitado no Brasil ou quando feito é dito como uma benesse ao cidadão, sito o exemplo das ferrovias Vitória Minas e Carajás.

Este Marco Regulatório é aquele mesmo que o meu pai batalhou muito por ele, uma vida, ao criar o Consórcio de Pequenos e Médios Mineradores do Quadrilátero Ferrífero de Minas Gerais. Hoje este Consórcio já está extinto, dos mineradores a maioria foi dizimada economicamente ou absorvida pela grande mineradora, tudo por falta do meio de transporte viável.

Para não ter ocorrido este fato e da maneira como foi tratado pelos milicos da ditadura, bastavam ter respeitado o princípio da concessão pública já servindo de base para o futuro marco regulatório. Naquela altura todas as ferrovias eram estatais e o Quadrilátero Ferrífero já era atendido pela antiga Central do Brasil/RFFSA, hoje MRS Logística, e pela Vitória Minas, doada em 1997 pelo governo Fernando Falastrão Cardoso aos “Gringos”.

O governo ditatorial mandava nas ferrovias estatais, e por isto mesmo públicas, e não as disponibilizava ao cidadão comum, antes de tudo brasileiros, servindo assim aos interesses escusos do “trust” do aço da América do Norte e Inglaterra.

Com este Marco Regulatório a operadora da concessão pública terá de disponibilizar a linha/estrada de ferro a quem precisar transportar algo e não se interesse em pagar os preços aviltados dos comboios de trem de ferro dos concessionários, no caso aqui a Vale e a MRS, sendo esta administrada por aquela.

Meu pai reclamava muito que havia o “ponto zero” na linha entre a Central do Brasil e a Vitória Minas na cidade de Nova Era, sentido Espírito Santo, e o preço simplesmente dobrava por quilômetro a ser percorrido a partir daquela cidade, sem contar as dificuldades e entraves que a Vale criava aos seus concorrentes para utilização da estrada de ferro.

Somente com o anúncio deste Marco regulatório a Arcellor Mittal, junção no Brasil da Belgo Mineira (João Monlevade/Sabará) e Acesita (Timóteo), já anunciou que encomendou um comboio (locomotiva e vagões) para abastecer os seus auto-fornos com o minério de ferro da lavra da Serra do Andrade, deve ser a contragosto da Vale e MRS.

Em meados de Maio o Ministério Público Federal realizou Audiência Pública em Ipatinga a respeito da exclusividade na carga transportada na Vitória Minas, que ainda é uma concessão pública, sendo somente minério de ferro e cereais. A dona da Vitória Minas e por isto mesmo concessionária pública, a Vale , desdisse, deu desculpas esfarrapadas sobre transportar outros tipos de carga que não seja o “seu” minério de ferro.

Passado pouco mais de um mês desta audiência aconteceu aquela tragédia na qual uma família que viajava em dois automóveis de Ravena - MG a Colatina - ES, foi esmagada por bobinas de aço da Usiminas, que caíram de uma carreta. Ocorre que a BR 381, no trecho entre Governador Valadares a Belo Horizonte, corre em paralelo com a linha da Vitória Minas, bem como o trecho da BR 040 de Belo Horizonte ao Rio de Janeiro corre em paralelo com a estrada de ferro administrada pela MRS/Vale .

Após este fato horrendo, presumo eu que por conta dele, a Vale resolveu liberar a “sua” linha/estrada de ferro a Usiminas e com isto diminuir o trânsito de veículos pesados da extremamente saturada BR 381, parte da solicitação daquela audiência pública.

Hoje a Usiminas fabrica os seus próprios vagões e tem se vangloriado do transporte da sua carga (bobinas de aço) pela ferrovia Vitória Minas, mas não disse nada se prestou algum tipo de atendimento aos familiares que sobraram daquela tragédia de Junho e muito menos a Vale(?) disse algo a respeito também.

Pela falta deste Marco Regulatório, na época, e dos benefícios que ele já vem gerando mesmo antes de ser lançado, meu pai foi proibido de exportar o minério de ferro da sua lavra, que hoje pertence a Vale, sua algoz, e falido, foi preso nas escadarias da entrada da sede da grande mineradora, na Rua Graça Aranha, centro da capital carioca, e incomunicável por sete dias, no DOPS do Rio de Janeiro, em 1974 e nos idos das décadas de 1970 e 80, tanto ele como sua família foi achincalhada pelos dirigentes dela e por um bando de imbecis de mente tacanha da cidade de Itabira, localizada em uma das extremidades do Quadrilátero Ferrífero em Minas Gerais.

=+=+=+=+=+=+=+=+=+=
O maior trem do mundo

Por: Carlos Drummond de Andrade

O maior trem do mundo
Leva minha terra
Para a Alemanha
Leva minha terra
Para o Canadá
Leva minha terra
Para o Japão

O maior trem do mundo
Puxado por cinco locomotivas a óleo diesel
Engatadas geminadas desembestadas
Leva meu tempo, minha infância, minha vida
Triturada em 163 vagões de minério e destruição
O maior trem do mundo
Transporta a coisa mínima do mundo
Meu coração itabirano

Lá vai o trem maior do mundo
Vai serpenteando, vai sumindo
E um dia, eu sei não voltará
Pois nem terra nem coração existem mais.

(Publicado em 1984 – Jornal “O Cometa Itabirano”)

domingo, 12 de setembro de 2010

GAFE OU DESVIO?

Recebi, confortavelmente no meu apartamento, uma prestação de contas assinada pelo Aécio Neves, contendo uma série de investimentos do governo estadual a favor da nossa cidade. Particularmente, não tenho qualquer dúvida da boa gestão do Aécio, nos seus dois mandatos, principalmente, para nossa região. Na verdade, desde que compreendo e acompanho política, nunca vi gestão estadual nem próxima à dele.

Dentre os grandes feitos, consta na prestação de contas 3,2 milhões de reais para o Hospital Nossa Senhora das Dores; 4 novos leitos de UTI para o Carlos Chagas; Posto de Saúde do Santa Ruth; reformas de escolas; viaturas novas e programa de monitoramento com câmeras na cidade - Olho Vivo (que pensava ser uma das poucas ações do João Izael);  ETE no Carmo/Ipoema e 5 milhões de reais para melhorar as operações do aeroporto municipal... ops... 5 MILHÕES PARA AEROPORTO MUNICIPAL??? Como assim? Onde está esse aeroporto? Que fotos são estas? Afinal, o governo municipal recebeu mesmo esse dinheiro? Será que alegou ter aqui um aeroporto? Caramba... Será que tem mato neste coelho?


Recorte do impresso de campanha do Aécio Neves, distribuído na cidade. Vejam, também, como ficou a ETE de Senhora do Carmo e Ipoema...

UM SUSTO

0 APAGÃO

No dia do meu aniversário, resolvi jantar com meu filho e minha namorada na cidade. Bebi, no máximo, um copo e meio de cerveja. Daí, retornei cedo para São Gonçalo, dormi calmamente e, por volta das 3 da manhã, acordei com uma taquicardia danada. Parecia que meu coração batia debaixo da língua. Imaginei que tivesse um pesadelo. Levantei, fui ao banheiro cambaleando e puft... apagou geral.


A LUZ

Vinte minutos depois, acordei com um monte de gente, vestida de branco, olhando assustada para mim. Umas dez ou mais pessoas, sei lá. Ao tentar levantar, percebi que estava conectado a vários cabos, sondas, acessos e agulhas. Seguraram-me e pediram que me acalmasse. A taquicardia continuava forte, mas não sentia dor em lugar algum. Sorri e disse:
-Caramba, que pesadelo doido!
-Calma, Fernando! Você agora está bem. Está na sala de emergência do Centro de Saúde de São Gonçalo, com suspeita de infarto. Fique calmo, que estamos tentando transferir você para Itabira, BH ou Monlevade, numa UTI móvel...
Mantive a calma e cheguei a achar graça. Sem chance. Como poderia estar enfartado, se não sentia dor, se não fumo, me alimento super bem e abandonei o sedentarismo e o estresse há mais de um ano?
-Aqui, acho que vocês pegaram o cara errado. - Ponderei.
Mantive o bom humor, vomitei o jantar e me senti bem melhor, na mesma hora. Perguntaram um monte de coisas e respondi prontamente. Testaram os reflexos e tudo estava bem.
-Você toma algum medicamento? É diabético?
-Não, sou de Itabira! - Respondia ironicamente e achando a maior graça em tudo.


BELEZA, JÁ QUE INSISTEM...

Acatei a insistência da equipe médica e segui, numa UTI móvel novinha para BH, acompanhado de uma enfermeira, minha namorada (que estava visivelmente chocada e preocupada) e o médico que me atendera no plantão. Fui contando piadas para relaxar os acompanhantes. No hospital, fiquei em observação, cheguei receber alta, horas depois. Estava convicto que era equívoco mesmo. Até que, já do lado de fora, chamaram-me de volta para internar no CTI, por um dia, e outros mais no apartamento. O resultado do exame de sangue havia denunciado enzimas, que poderiam causar um coágulo e um consequente AVC.
De novo, levei na brincadeira. Deve ser alguém querendo me assustar. Uma “pegadinha” ou excesso de zelo, sei lá.
-Tá bom, então. Vamos lá! Vou encarar como um descanso forçado. Imagino estar num hotel. Beleza!
Daí, em diante, recebi uma série de telefonemas, visitas, manifestações de carinho, principalmente do pessoal de São Gonçalo. Todo o pessoal da Secretaria de Saúde deu maior atenção e apoio.
Dias depois, recebi o diagnóstico de uma cardiopatia benigna, tratável com medicamentos, graças a Deus, e, caso o problema se acentue, com uma intervenção simples, tudo se resolve.
E, então, para a sorte de alguns e azar de outros, estou de volta, mais revigorado como nunca. São Pedro mandou devolver e aqui estou. 

p.s: Na confusão, esqueci de citar o apoio incondicional que recebi dos meus familiares, que estiveram presentes e que deram total atenção. Muito obrigado a todos pela manifestação de carinho.

sábado, 11 de setembro de 2010

DILMA VAI GANHAR, COM ELA TODOS NÓS!

LULA
quebrou mais um paradigma na política: o credo existente era de que um mandato presidencial começava a se esvaziar ao iniciar a sua sucessão. Já tínhamos até o folclore que ao mandatário em sua fase sucessória era servido cafezinho frio.
Dois anos antes do fim de seu mandato Lula lançou a Dilma sua candidata dentro do PT. Não esperou no PT, as nossas democráticas e fratricidas “lutas internas” como aconteceu aqui em Minas entre Pimentel e Patrus. Neste período com um PT combalido pós-mensalão e um figurativo presidente de partido que era o Berzoini, Lula articulou o projeto Dilma.
Um Governo bem avaliado pelo seu trabalho e um presidente com uma astronômica popularidade lançou-se numa ousada meta há 2 anos antes do término de seu mandato: fazer o Dilma nome de sua sucessora.
A Dilma, a “Mãe” do PAC. Lançou “Minha Casa, Minha Vida”, e vários outros programas incorporando na sua marca o desenvolvimentismo econômico que, aliada a popularidade de Lula, impulsionou gradualmente a sua candidatura. Ela começou situando-se com 5% das preferências em pesquisas eleitorais, lutando contra o aparentemente imbatível José Serra, então, com seus mais de 40% de preferência.

FÁCIL. EXTREMAMENTE FÁCIL
Hoje fica fácil, muito fácil defender uma candidata que desponta em todas as pesquisas de opinião que antecedem as eleições 2010, aonde são fortes as suas chances de vitória no primeiro turno! Ao contrário do que afirma a pesquisa do Datafolha, que para encobrir os seus erros ou sua manipulação, este crescimento da candidatura da Dilma não é obra de algum druida o qual fez uma mágica diabólica utilizando-se da propaganda na TV. É uma candidatura construída, com uma crescente preferência identificada por todos os institutos de pesquisa, menos o Datafolha, que agora, na maior cara de pau corrige seus dados.
Estes resultados contrariam vários analistas e pseudos especialista. Até meados de março, quando a Dilma atingiu 30% , estes pseudo-sábios diziam que ela tinha chegado no “seu teto”. “Este era o limite histórico do eleitorado do PT”. Até em nossa Itabira, alguns provincianos incautos, que em seu cérebro político misturam desejos com realidade, conseguiram ver grande sabedoria no desastre que foi a escolha do Índio da Costa como vice do Serra. Só uma mente distorcida consegue ver sapiência na asneira! Análise política não é fruto de credo, mas sim da capacidade de interpretar os sinais emitidos pela sociedade e os movimentos de opinião em curso.
O Serra corre o risco de ter uma votação inferior a que ele teve quando disputou com Lula a eleição presidencial!
Agora estes “analistas” devem estar buscando no emaranhado de seus neurônios as justificativas para a derrota acachapante que se avizinha.
Vão dizer que o Lula herdou do governo anterior do FHC tudo de bom. Que a Dilma é uma terrorista, que ela é incompetente, que é uma teleguiada do Lula. Que agora não tem mais esquerda nem direita. E se arriscam a dizer que... Que na próxima daremos o troco.
Não colou a propaganda orquestrada na internet de que a Dilma foi uma terrorista. Que a mesma não respeita a democracia, blá, blá, blá... A Dilma, como parcela da juventude brasileira, participou da resistência a Ditadura Militar. Foi quando os militares deram um golpe militar, eliminaram a democracia, implantaram uma ditadura e assumiram o controle do Brasil. Então vários foram os movimentos de resistência a esta monstruosidade. Uma foi a Colina, Comando de Libertação Nacional, organização que a Dilma participou. Diga-se de passagem, ela não participou de nenhuma ação armada. Aliás, o mesmo pode ser dito do Serra. Ele foi membro da AP (Ação Popular), aquela que fez a ação armada no aeroporto de Guararapes em Recife. Ele foi para o exílio no Chile. Aliás, ele também não participou de nenhuma ação armada.
A direita raivosa e preconceituosa focaliza na Dilma: Já recebi inúmeros e-mails com “acusações” a ela. “Terrorista!”, "Matou o filho de”..., "Não poderá ir à ONU”. Estas e outras asneiras que não colaram. Tem mentes “anticomunistas” necessitando de profilaxia e atualização, pois nesta eleição, todos os candidatos de maior cena vêem de uma leitura de esquerda. Da resistência a Ditadura Militar! Este “anticomunismo” estes sentimentos raivosos nas políticas estão fora de moda, estão mais para o tempo do bambolê (alguém lembra pra que serve –interrogação) do que para o mundo contemporâneo da internet.
Isto é uma vitória da luta democrática. Mais uma derrota das ainda sobreviventes viúvas da Ditadura!
A direita sumiu. Camuflou-se na campanha do Serra.
HERANÇAS.
Ora nenhum governo inaugura a história de um País com mais de 500 anos. Todo governo recebe políticas e programas de ação do governo anterior. O governo Lula herdou alguns programas de assistência social do FHC, herdou a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). O FHC herdou o plano Real do Governo do Itamar.
O governo Lula, ampliou os programas de assistência social dando uma ênfase e uma marca indelével para eles. Manteve autocriticamente, a LRF. Alterou a política de câmbio, interrompeu as doações-privatizações, adotou uma política habitacional, etc.etc..
È um governo á esquerda. Investiu e investe em políticas sociais, aprofundou a democracia. Foi um governo que reduziu a desigualdade em nosso País. Ainda é pouco. É um início.
QUEREMOS MAIS. MUITO MAIS!
Será uma herança positiva que Lula deixará pra Dilma!
Confirmado o seu êxito eleitoral, o governo Dilma aprofundará o desenvolvimento do Brasil. Será uma consolidação estratégica de um País que se capacita a virar uma potência. Serão reforçados os investimentos em educação. A tecnologia será ao paradigma do desenvolvimento. Para tal será feito um grande esforço na consolidação das Universidades Federais e na implantação do Ensino Técnico profissionalizante. O Pré-Sal com a sua imensidão de barris de petróleo será um dos financiadores do nosso desenvolvimento Nacional.
A Dilma é uma estrategista, uma gestora já testada em diversas situações, foi Secretaria de Estado (Fazenda e Minas e Energia) no Rio Grande do Sul, Ministra de Minas e Energia, Chefe da Casa Civil no Governo Lula. Coordenou o maior programa de investimentos da história do Brasil, o PAC. É brava, dinâmica. Uma mulher de fibra!
O seu governo terá impacto direto em Itabira com a consolidação da UNIFEI e na implantação de Escola Técnica Federal.
Também na nossa região teremos os impacto da duplicação da BR381 e da com a consolidação da infra estrutura de transporte viários e aeroviários. Teremos uma maior pressão do Governo Federal sobre a VALE para que a mesma pare de exportar minérios e reoriente sua política e invista nas siderurgias e num desenvolvimento sustentável para o período pós a exaustão mineral.
A VALE não investe em Itabira, não investe na sustentabilidade e em alternativas de desenvolvimento econômico em nossa região, ela só investe nas suas minas, nas suas jazidas! Itabira se beneficia apenas indiretamente destes investimentos, queremos mais! A incapacidade existente de em nossa cidade de se gerir adequadamente os seus bens, não deve servir de pretexto para a VALE se omitir. A degradação que o poder público local deixou que ocorressem com os parques e áreas de lazer que a VALE foi obrigada a fazer como compensação pelos danos ambientais causados ao município não deve estimular a leitura preconceituosa de que “a VALE não investe aqui, porque ela não tem interlocutores á altura”. Estes e outros pretextos como o de se afirmar que aqui não se constrói uma siderurgia porque não se tem água, são desculpas. Cabe-se indagar que se os minérios são transportados milhares de quilômetros porque um pouco de água necessária para a siderurgia não pode ser tubulada e transferida para aonde pode ser necessária (interroga).!!!!
A VALE, que em Itabira nasceu, hoje como um filho ingrato, daqui se omite ou trata com desdém a necessidade de se construir um novo modelo de desenvolvimento para as regiões aonde ela retira a sua riqueza.
A nossa diversificação industrial é frágil, pois, a mesma é limitada em parte da cadeia produtiva do ferro. Ela se restringe somente ao seu início, contemplando a extração do minério e seu beneficiamento primário, ficando excluídos os componentes da indústria de bens de capital, tanto da siderurgia como de estágios mais superiores.
A busca estratégia em direção da diversificação deve-se dar em consonância com competências da VALE também no tocante a sua rede de fornecedores: as compras em Itabira da VALE caem se analisadas comparativamente com o seu faturamento nos últimos anos nas minas locais. Ela importa a tecnologia. Ela compra insumos e serviços de outros Estados quando não de outros Países.
Um primeiro passo é a consolidação de núcleos de competências e posteriormente negócios na cadeia de fornecimento da indústria mineral no Estado de Minas Gerais. Isto exige uma intervenção dos governos Federais e Estaduais no fomento e financiamento destes agentes. Também é necessário regulamentação deste mercado, de forma que forcem as mineradoras a utilizarem dos serviços locais negócios e competências desses grupos e suas redes de fornecedores, de tal forma que liderem a diversificação da economia.
DILMA SERÁ VITORIOSA, MAS A LUTA CONTINUA! POR UMA NOVA ITABIRA
Mas não adianta pensarmos que após as eleições teremos um Brasil que será mil maravilhas. Teremos que lutar pelos nossos pleitos. Isto tudo será mais real se tivermos um movimento social e empresarial, sem tutelas, que se mobilize para lutar pelo desenvolvimento de nossa região. Um movimento que saia do “Mato Dentro” e que coletivamente ocupe o cenário nacional. O projeto de uma “nova” Itabira não é algo de um indivíduo, só vinga, só tem chances de dar certo, se for coletivo. Vamos sair do Mato!
Considero inócua a proposição do intitulado “Movimento Apartidário” lançado em Itabira. O nosso objetivo não deve se reduzir a votar em candidatos locais, afinal vários já demonstraram que tem compromissos só com seus interesses pessoais ou de seus pequenos círculos políticos. Devemos sim buscar uma articulação político social que se una em trono de uma plataforma de reivindicações e proposições em prol do desenvolvimento sustentável em nossa região.
As eleições não são um fim, e sim um começo.
Além de nos inserirmos na luta pelo desenvolvimento sustentável, cabe-nos também consolidar as nossas recentes tradições democráticas, aprofundando a luta contra a corrupção e uso privatizado da máquina pública, apoiar as ações moralizantes, denunciando as falcatruas.
Apoiar e exigir ações contra o crime organizado da corrupção, do tráfico, pelo fortalecimento do Estado em seus diversos níveis, consolidando o estado desenvolvido, democrático, com a cidadania em sua plenitude.
Para os agourentos, perdidos nos seus argumentos derrotados restam seguirem o grande filósofo popular, Vicente Matheus, que foi presidente do Corinthians: “'O difícil, como vocês sabem, não é fácil.”‘, mas mais uma vez nós estamos presentes na história de transformação “como nunca antes neste País”!

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Valério, uma nova chance

Por: José Norberto

Por onde andam aqueles 4 mil associados que existiam no clube? Será que o gato comeu? Porque tanto descaso. Certo é que do jeito que está não pode ficar.

A situação atual que envolve a decadência estrutural do Valeriodoce Esporte Clube, requer cuidados e começa a incomodar o povo itabirano de uma maneira geral. Eu mesmo passei a ficar preocupado com as constantes críticas que partem da imprensa com vistas a formar uma opinião e tomar posição em relação ao que se deve ou não fazer para evitar que um mal maior ao existente, leve definitivamente o clube à falência total.

Os números revelados sobre o passivo são para lá de preocupantes. Mas ainda sim merecem ser trabalhados de forma criteriosa para que se encontre uma saída honrosa para sanear a dívida do Clube. Sabemos das certidões negativas que precisam ser resgatadas, somadas aos processos de causas trabalhistas com os respectivos gastos processuais, entre outras dívidas.
Estima-se que esse valor aproxime-se dos 3 milhões de reais. Uma cifra que, a grosso modo se levado em conta, é quase que praticamente impossível de ser saneada. Mas pergunto: desistir é a saída? Penso que uma ação do tipo mutirão entre pessoas de bem que amam o Clube, aliadas aos órgãos públicos governamentais e empresários possam resgatar e sanear de vez o Valério e proporcionar-lhe uma sobrevida.

Já houve até que sugerisse a troca de nome, criando-se uma nova agremiação. Mas fica nesse caso, outra pergunta: será que seria por aí a via honrosa para a dedução do déficit, para um clube que está às vésperas de completar 70 anos. E acrescento mais: onde ficaria situado o sentimento itabirano de quem nasceu ali dentro e viveu a maior parte de sua infância e juventude, desfrutando das atividades de lazer e entretenimento que ele ofereceu e que tem toda a condição de ainda disponibilizar à população, como alternativa de ocupação do ócio para os jovens e àquelas outras pessoas que estão adentrando à “melhor idade”?

Pois é, se você pensa que é possível reverter esse quadro que se avizinha mais sinistro do que demonstra, convoco-os a arregaçarem as mangas para que junto à Diretoria e ao Conselho Deliberativo e possamos numa grande corrente PRO VALÉRIO mobilizar as forças vivas da comunidade para numa grande empreitada. Creio que, dessa forma, encontraremos a alternativa justa e saudável para o seu resgate, devolvendo-lhe a glória de que é merecedor.

Não custa lembrar, que no momento em que os índices de criminalidade ganham números alarmantes com o advento do “crack”, toda preocupação é pouca com as crianças e jovens. Ele se tornou, pois, o “atleta” antagônico da atualidade, colocando numa ponta as crianças e adolescente (reféns) e na outra, o inchaço dos presídios e penitenciários, afora as casas de recuperação, que não recuperam porque na volta ao “habitat” comum, a cena se repete uma vez que sem muitas alternativas de vida, o retorno ao vício é inevitável.

Acreditamos nós, do Valeriodoce, que a solução possa residir no esforço plausível e compensador se levássemos em conta o investimento presumido para recuperar a estrutura do Clube em comparação ao que se gasta na manutenção dessas mesmas personagens que, não tendo muito o que fazer, acabam se tornando vítimas e presas fáceis daqueles que fomentam o crime organizado alimentando a “roda viva”.

Por isso, entendemos que a união dos credos religiosos, da APAC, Conselho Tutelar, OAB, Clubes de Serviços vários, com destaque para o Rotary e o Lions, Polícias Civil e Militar, Interassociação, Câmara e Prefeitura Municipal, enfim, da população de forma mais ampla, associados à todos que comungam com esta iniciativa de reerguer o Valeriodoce Esporte Clube, seja o caminho a ser cimentado. Sobretudo a empresa VALE, cujo o nome o Valeriodoce herdou da empresa no tempo em que a mesma, ainda era estatal, cabendo-lhe, pois uma parcela significativa de empenho nesse caminhar em busca de resultados positivos e reais a solução definitiva dessa problemática.

Retrucamos, inclusive, a retórica àqueles que tomam por hábito, dizer que a Vale e outros ajudaram e que as administrações anteriores não corresponderam à altura do investimento. Nesse caso, não encontrará ressonância nesta atual administração liderada pelo gestor Reginaldo de Sá Oliveira e Cia. que, bravamente, emprestam o nome, tempo e disposição, que não são poucas coisas, para continuarem a tarefa de mantê-lo suspirando, enquanto são aguardados movimentos com propósitos transparentes de resgate e recuperação do mesmo e, quem sabe, até com uma gestão compartilhada, de modo que o clube volte a ocupar o cenário que sempre evidenciou o município de Itabira no estado, país e mundo.

E vou mais além: É preciso melhor esse discurso surrado de que não temos culpas no cartório. Em meio à comemoração dos 70 anos de existência do clube, misturado com a chegada da Copa, não deveria ser correto o Itabirano prescindir da oferta de colocar as nossas estruturas a serviço do Comitê Internacional de Organização Estrutural da Copa, como forma de investimento, potencialização e fomento do turismo local e regional, para atração turística.

Nossas relíquias não são poucas para avivarem como instrumento, o nosso turismo, se entendermos que neste berço esplêndido há quem sempre bradou o nome de Itabira. Há também o Valério em nosso coração. Drummond descansa, nós itabiranos não. Sabemos que os nossos valores são reluzentes, cujo brilho é inconteste. Carlos Drummond de Andrade associado ao Valério e à Vale do Rio Doce, somado com o nosso turismo em crescimento na região, acredito, somos uma grande força atrativa para quem vier para participar da copa de lá ou de cá, que trazem como pano de fundo, a possibilidade de visitar outras culturas a exemplo da nossa.

Portanto, há que se pensar um pouco mais além do que a nossa vã filosofia. Valeriodoce já, para o bem de todos.