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sexta-feira, 15 de outubro de 2010

O HOMEM INVISÍVEL

Se tem uma pessoa que admiro muito é o publicitário Perón Colombo. Atua fortemente nos bastidores da política itabirana, desde que conseguiu eleger Olímpio Pires Guerra (Li) para prefeito. Numa única vez, assumiu um cargo de visibilidade, como secretário de governo do Ronaldo Magalhães. Muito provavelmente, os piores  anos para seus negócios.

Perón é muito inteligente e sabe muito bem que a vaidade só serve para trair seus interesses (ou atrair problemas, se preferem). E é exatamente esse comportamento que tanto arrasa com os políticos. Todos sabemos que, por detrás dos bastidores, vem melhores recompensas, sem tantos olhares gordos.

Nesta última campanha, não o vi na frente da campanha de ninguém. Se atuou, foi muito discreto. No teste do nome do Neidson Freitas, por exemplo, o marketing veio com tudo. Testaram o que precisaram, inclusive fazendo uso de estratégias de pesquisas tendenciosas, tentando favorecer o candidato. Como resultado, votações pífias diante do investimento e um instituto queimado. 

A política imita a vida: é sórdida e sagaz. Perdem-se alguns dedos, mas tenta-se salvar o corpo.

DIA DO PROFESSOR

Uma leitora nossa lembrou muito bem desta data. Hoje é o dia do professor. Como ela defendeu, "ironicamente intitularam 2010 o ano municipal da educação infantil . Mas em momento algum neste mês foi feita alguma referencia ao professor". Ainda na sua observação, ela disse que, ao ouvir, na terça-feira passada, a  transmissão da reunião da câmara municipal, ela escutou um vereador lembrando dos médicos e um outro parabenizando os fisioterapeutas pelo seu dia, e só. 

É Penha... Sou professor também e sei o quanto somos desvalorizados.

E A LUTA CONTINUA...

Mal terminou uma campanha, que inicia-se a próxima. Agora é a vez de se definir quem será o próximo presidente da Câmara Municipal de Itabira, para o ano de 2011. Mais do que definir o novo presidente, está ainda em pauta uma tentativa de sobrevivência política, para as campanhas de 2012.

Acontece que, desde que foram eleitos, até o início deste ano, os nobres edis não cumpriram à risca seus deveres. Não fiscalizaram como deveriam e se permitiram omitir diante dos fatos e indícios. E essa postura já apontou os primeiros custos. O vereador Élson Sá, em sua campanha para deputado estadual, não decolou e foi mal votado. Poderia ter sido ainda pior, se não tivesse rompido com o governo. Na verdade,  o futuro dos edis do G6 (6 vereadores que romperam com o governo) depende de seus posicionamentos, de agora em diante. Se recuarem e voltarem ao grupão, perderão de vez suas reputações e deverão ser cobrados pelos eleitores, em 2012. Por isso, imagino, qualquer negociação com o governo tem que valer muito a pena, porque estará em jogo o futuro político deles. Barganhas com carguinhos e indicações, tornou-se pequena. Sobressairão aqueles que agirem com isenção, sem posicionamentos xiítas e que agirem tal como regem seus deveres. Deverão ser firmes nas votações e fiscalizações das ações do governo, que, aliás, é e será o melhor cabo eleitoral para eles, caso se posicionem bem e briguem por seus espaços.

Neidson Freitas, que presidiu a casa de 2009 a 2010, usou e abusou de suas prerrogativas para se promover, de tal forma que anulou os demais colegas. Foi, sem dúvida, o único beneficiado dentre os 11 vereadores. Por isso, acredito, Neidson não deve mais conseguir a presidência da casa, tão cedo. Sua votação garantiu, ainda que empurrada, uma indicação para até ser vice-prefeito numa chapa fraca contra o poder da oposição, se encabeçada pelo médico Damon de Sena.

No páreo da sucessão presidencial do legislativo, até agora, Élson Sá-PMDB e José Celso de Assis-PR. José Celso é bem mais ponderado e acometido em suas ações. Atua como manda o padrão da  antiga política mineira, sem alardes, mas com fortes tendências de ser levado no bico, ou seja, de seguir o governo. Face às essas características, deve contar com o aval do governo, mesmo tendo rompido antes para formar o G6. Tem eleitores cativos e não depende tanto da opinião comum do eleitorado, diante de seus amenos posicionamentos. Já Élson Sá, se não partir para cima, ficará difícil até mesmo se manter no cargo de vereador, a partir de 2012, destino semelhante que aguarda os demais colegas. Por isso, imagino que deverá seguir uma linha mais austera e mais incisiva, que é bem melhor para a sociedade. Ter uma câmara subserviente não traz qualquer benefício para a população. Nem mesmo para o bom andamento do governo.

Então, arregacemos as mangas, que as campanhas retomam as ruas.

P.S.: Havia me esquecido do vereador mais votado, o João Grande, que, também, almeja mesmo cargo. Está aí a correção e um bom nome para fortalecer o coro da independência.


quinta-feira, 14 de outubro de 2010

JÁ QUE BAIXOU O NÍRVEL...

Ontem à noite, vi dois VTs (comerciais) da campanha do Serra extremamente apelativos. Um deles, supervalorizando o Serra como ex-ministro, como ex-governador etc., numa sequência com aquelas bonecas russas (matryoshka)

Como eu não sou do tipo de eleitor que segue partido, porque não acredito que seus representantes sigam, à risca, os ideais propostos, acabo votando numa salada, que considero mais saudável, digamos assim. Por exemplo, Aécio Neves-PSDB foi meu candidato, tal como Pimentel-PT (para o senado) e Marina Silva-PV, para a presidência.

Aí, veio o segundo turno e andei com uma dúvida danada. Serra ou Dilma? Tal como reconheço a excelente gestão do Aécio, reconheço, de igual forma, os significativos acertos do Lula, que é 'o cara', queiram ou não queiram os pseudointelectuais. Daí, garantir que a Dilma seguirá ou melhorará, é outra estória. E, na boa, já vinha me cansando dos 'favorecimentos' da tiurma do PT nacional. Mas, diante de tanta apelação da campanha do Serra, desse vale-tudo que se prestam a fazer, acabo repensando o voto do reconhecimento.

E, enquanto me decido melhor, vai aí uma charge que recebi, que a manterei aqui, enquanto a tiurma do Serra insistir no vale-tudo. Diga-se de passagem, muito adequada. Não?

Serra já decidiu sua estratégia para o segundo turno...

sábado, 9 de outubro de 2010

A DEFESA DO INSTITUTO DATAMG

Esclarecimentos:
O DataMG Instituto de Pesquisas, empresa que tem sede em Itabira/MG, vem a público esclarecer:
 
- Os resultados foram satisfatórios. Acreditamos que contribuímos com o processo democrático itabirano e da região.
 
- Comunicamos que decidimos não mais divulgar resultados de votos válidos em eleições proporcionais de deputados e vereadores.
 
- Neste caso só publicaremos resultados de votos espontâneos
 
- Reiteramos nosso compromisso de evoluir profissionalmente inovando e gerando resultados positivos aos nossos clientes com máximo de responsabilidade social.
 
- Agradecemos nossos clientes, colaboradores, amigos e familiares pelo apoio incondicional ao nosso trabalho.
 
Atenciosamente
 

Equipe DataMG

162 anos!

ENTREOLHARES - PRIMEIRAS ANÁLISES DAS ELEIÇÕES 2010


Bem, passada a turbulência e a consequente ressaca pós apuração, chegou a melhor hora de esboçar umas primeiras linhas, as primeiras inferências desta recente eleição.

À propósito, minha estratégia de ter demorado, quase uma semana, para postar aqui os comentários, teve um princípio lógico e racional: esperar os ânimos baixarem. Não quis precipitar, nem correr o risco de inferir mal. De semelhante forma, agi durante no período da caça ao voto. Evitei induzir vocês e tentar quaisquer meios de favorecimento ou mesmo de sacanear quem quer que fosse. Salvo quando percebia abusos. Vi tudo de olhos bem abertos, colhi as informações e as guardei bem.  Não fiquei defendendo, nem pedindo votos para Damon, nem para Bernardo Mucida, nem Alexandre Banana, nem Adício, que eram candidatos que simpatizava muito e para quem já trabalhei. Senti a necessidade de ver e perceber a reação dos itabiranos, friamente. E, pelo menos para mim, ficou bem clara: a política itabirana está em baixa, em descrédito. O porquê, tentarei expor aqui, é claro, com as minhas limitações.

Para facilitar a leitura, pontuarei aqui cada fato e seus respectivos resultados, um a um. Vamos lá:




A CONTA DA SUBSERVIÊNCIA 

Se desde a primeira gestão do João Izael e principalmente nesta segunda, os vereadores se posicionaram em quase completa subserviência, a conta chegou agora e tende a vir mais cara depois. Primeiro, por conta da decadência da moral do prefeito e de seu grupo, segundo, por conta do ostracismo e da própria subserviência dos vereadores, até poucos meses antes das recentes eleições. Eles não fiscalizaram nada, até então, e deixaram se levar pelas indicações de alguns carguinhos.

A baixa votação do Élson Sá (2.633 votos em Itabira), é um dolorido exemplo. Élson teria muito maior potencial, por certo. Os eleitores não viram nele melhores intenções. A tardia virada de mesa prejudicou sua performance e pode deixá-lo (ele e seus demais colegas) de fora na próxima disputa, se recuarem na postura que lhes cabem. A idéia de deixar o Neidson Freitas (presidente da câmara) correr solto, até o início deste ano, custou caro e só foi boa para o presidente. A sobrevivência política deles começa já. Ou eles mantêm a postura, ou terão dificuldades de sobreviverem, até mesmo nas mesmas vagas. Os eleitores estão de olho e não são bobos como outrora.
 

E O ENQUADRAMENTO?

Este caiu no esquecimento. Com baixa moral, ao que parece, nem mesmo os candidatos fizeram questão de exigir do prefeito um posicionamento mais claro, sobre quem ele estaria defendendo para deputados estadual e federal. Daí, aquela convocação de 'enquadramento', disparada pelo prefeito no início do ano, caiu por terra.

Para federal, fiquei na dúvida se ele defendeu o Neidson Freitas, ou o Bernardo Santana de Vasconcellos. Tive notícias, inclusive, que o José Santana não andava nada satisfeito com essa 'timidez' do prefeito, ao não defender claramente seu filho, o Bernardo Vasconcellos.


NÃO ENTENDI

Quando vi um panfleto do Alexandre Banana (candidato a deputado estadual) pedindo voto junto com o candidato Leonardo Monteiro (candidato a deputado federal), ambos do PT, sendo que, em Itabira, ele tinha o Bernardo Mucida como correligionário, fiquei preocupado.

Qual foi o projeto do PT itabirano? Por que defender outro de fora, se ao lado dele havia um candidato, companheiro de chapa e da mesma cidade? Por que não se afinaram num projeto único da oposição, junto com Damon? Seria esta manobra, um receio de perder a supremacia pelo novo, ou de não acreditarem e avalizarem a candidatura do Bernardo Mucida? Ou será que o PT pensou em garantir reforço numa base mais sólida, ao trabalharem para um candidato com maiores chances e que acabou reeleito, deixando de lado um candidato novo (ou 'aventureiro', ou 'franco-atirador')?

Ficou muito estranho e o resultado foi trágico para o Alexandre, que terá muitas dificuldades de se manter na política por conta própria. Gosto muito dele, ele vem de excelente berço, tem muito boa índole e é honesto.  Receio que ele e o PT tenham pecado feio numa estratégia (a meu ver) kamikase. Tomara que tenham acertado e que sejam reconhecidos pelo Leonardo Monteiro e demais correligionários federais e estaduais. Senão...


DUAS SURPRESAS

Primeira foi confirmar a baixa votação do doutor Robson Esteves, para deputado estadual. Esperava-se bem mais votos para ele, principalmente por ser muito conhecido na região. 11 mil votos em Itabira foram, relativamente, poucos para seu potencial. No todo, alcançou 17.516 votos. Para mim, faltou nele um posicionamento mais claro de oposição ao governo itabirano, para dividir melhor os votos com Damon. Ter ficado em cima do muro, embora possa ser mais politicamente correto, não caiu-lhe tão bem, num momento em que os eleitores estão de saco cheio com a política local.

A segunda surpresa ficou para o Damon. É incrível como um candidato praticamente solitário, sem apoio maior do que de alguns militantes e com estratégia duvidosa, sem um projeto político claro e aberto, possa ter alcançado tantos votos (23.375 em Itabira, num total de 25.798 no estado). Damon brincou de ser teimoso e se deu bem. Tampou a boca de muita gente. Falar que esses votos são de oposição ao governo, não é lá tão verdade assim. Tais foram os resultados que, sem medo de errar, podemos afirmar que, se a eleição para prefeito fosse hoje, Damon ganharia, tanto se o cenário tivesse mais de 2 candidatos, quanto se polarizar em apenas dois (um governista e ele na oposição com mais dois partidos fortes). Ele colocou essa verdade em cheque, que acabou sendo revelada. O homem é bom de voto e é candidatíssimo a ser o novo prefeito de Itabira. Queiram ou não seus concorrentes.


FRANCO ATIRADOR

Ao postular o cargo de deputado federal, o jovem Bernardo Mucida foi ousado demais. Era um 'ilustre desconhecido', até então. Fez uma campanha tacanha e bastante franciscana. Sem dinheiro e sem apoio da militância petista local, mais parecia um pato fora d'água. A idéia de se candidatar a um cargo tão distante soou a brincadeira num primeiro momento, ou a tentativa forçada de se projetar na política. Era triste vê-lo em cima de uma picapinha, com um microfone na mão, falando, praticamente, para ninguém. Ou seja, um enorme risco político para sua jovem reputação política.

Abriram-se as urnas e veio o resultado: o danado foi até bem votado, levando-se em conta as limitadíssimas circuntâncias, dando-lhe pouco mais de 10 mil votos no estado.

Com uma possível composição do Bernardo Mucida como vice, tendo o Damon na cabeça e o apoio de outro grande partido, como o PMDB, Itabira passa a ser governada por outras mãos, em 2012. Aí, confirmamos as eleições de 2010 como mero ensaio e não terá mais para ninguém.


PODERIA TER SIDO MELHOR

Esperava-se mais votos para o Adício da Vale Verde. Um ponto que lhe prejudicou um pouco foi a  sua declaração de bens apresentada para a Justiça Eleitoral, na qual constava um empréstimo de R$ 245 mil para o ex-secretário de governo do João Izael, Sebastião Campos, que acabou lhe cacifando como um candidato ligado ao grupão. Se sua postura, que na verdade é autônoma politicamente, prevalecesse na cabeça dos eleitores, teria alcançado maior votação em Itabira.

Na região, sua candidatura contou com bom volume de campanha, onde é bem conhecido e respeitado, mas teve que disputar com nomes bem mais fortes, como Bernardo Santana, Leonardo Monteiro e tantos outros.
Não foi mal votado, foi vencedor em Itabira, mas poderia ter ido mais além.


NEIDSON É BEM FRACO DE VOTOS

Se considerarmos:
  • o pedido de 'enquadramento' do prefeito João Izael para os candidatos da situação;
  • a iniciativa da 'comissão apartidária' para defender os votos para Itabira, com indícios de apoio para  candidatos do grupão, se considerarmos as tendências de alguns dos idealizadores;
  • os 18 partidos apoiadores que compõem o governo, que o Neidson Freitas faz parte;
  • o baixo número de candidatos locais disputando a vaga de deputado federal;
  • o uso da máquina para favorecê-lo, ao plantar 'notícias' na pseudoimprensa;
  • a publicação de resultados de pesquisas erradas, para favorecê-lo;
  • o grande volume de dinheiro investido e
  • o potencial da equipe de marqueteiros que o candidato teve à sua disposição, que já foi responsável pelas eleições do Li, Ronaldo Magalhães e João Izael;
Faz-me concluir que Neidson é fraco de votos para encabeçar uma candidatura maior. Estará garantido para vereador ou, no máximo, para vice, numa chapa governista fraca e com forte tendência a perder para o Damon.

Dificilmente, Neidson conseguirá retornar até mesmo para a presidência da câmara, uma vez que os abusos na exposição e na autopromoção suplantou os demais colegas, politicamente falando. Não soube administrar a presidência sem sufocar os outros vereadores.


OS ERROS DAS PESQUISAS

As pesquisas apresentadas, tanto do DataMG, contratado pela turma do Neidson Freitas, quanto do instituto MDA, contratado pelo Adício Soares, erraram feio. Ficaram bem distantes das suas respectivas margens de erro. 
O maior (e mais estranho) erro foi o DataMG ter colocado Neidson com 45,2% de votos válidos na espontânea em Itabira. Aí, os 'espertos' marqueteiros trataram logo de comparar Anastasia com meros 37% (só que em todo o estado, numa pesquisa realizada por outro instituto fidedigno). Essa publicação errônea (ou queda vertiginosa) ficará na história da política itabirana. Se assim fosse, Neidson sairia de Itabira com cerca de 29.041 votos (45,2% de 64.250 votos válidos, segundo o TRE), ao invés dos 15.266 votos locais que alcançou. A cara do candidato no panfleto é outra coisa engraçada. Fala por si só. Vide panfleto abaixo:



QUEM GANHOU?

Ronaldo Magalhães foi maduro, frio e calculista. Ele, certamente, é um dos vencedores desta eleição. Soube sair (e bem) de cena, na hora certa, no momento que não lhe era favorável. Assumir a campanha do Anastasia foi outro acerto, ainda que fosse temeroso diante da força do Hélio Costa, no início da campanha estadual. Se conseguir algum cargo, então, ficará ainda melhor na fita.

Damon e Bernardo são outros vencedores, ressalvadas as proporções, é claro. Adício mostrou sua força e jamais poderá ser ignorado na cidade. Bom para sua reputação e melhor ainda para seus negócios.


E O QUE PERDEMOS?
Afirmar que, sem um representante local na câmara ou na assembléia Itabira tem muito a perder, não vejo essa possibilidade. Há centenas de outros candidatos que contaram com votos dos descontentes itabiranos. Ao todo, 751 candidatos foram votados no município. Itabira é um senhor colégio eleitoral, é uma cidade órfã da política do Congresso e da Assembléia, portanto, muito fértil para um deputado estabelezer raízes profundas.

Outra observação é que não vi, até o momento, nenhuma ação concreta e substancial que tenha sido garantida por interferência de algum deputado itabirano. Vimos apenas verbinhas menores até do que as despesas deles com seus respectivos gabinetes. Fato que não quero afirmar que não tenham sido úteis. Ter um deputado local influencia muito mais na governabilidade do grupo da situação, do que nos resultados para os cidadãos em si.


sexta-feira, 8 de outubro de 2010

PRIMEIRAS ANÁLISES - ELEIÇÕES 2010

Bem, passada a turbulência e a consequente ressaca pós apuração, chegou a melhor hora de esboçar umas primeiras linhas, as primeiras inferências desta recente eleição.

À propósito, minha estratégia de ter demorado, quase uma semana, para postar aqui os comentários, teve um princípio lógico e racional: esperar os ânimos baixarem. Não quis precipitar, nem correr o risco de inferir mal. De semelhante forma, agi durante no período da caça ao voto. Evitei induzir vocês e tentar quaisquer meios de favorecimento ou mesmo de sacanear quem quer que fosse. Salvo quando percebia abusos. Vi tudo de olhos bem abertos, colhi as informações e as guardei bem. Senti a necessidade de ver e perceber a reação dos itabiranos. E, pelo menos, para mim, ficou bem clara: a política itabirana está em baixa, em descrédito.

Para facilitar a leitura, pontuarei aqui, cada fato e seus respectivos resultados, um a um. Vamos lá:


terça-feira, 5 de outubro de 2010

MAIS NÚMEROS IMPRESSIONANTES

VOTOS VÁLIDOS PARA DEPUTADO FEDERAL - ITABIRA
Candidato Previsão MDA 16 a 19/09/2010 (%)* Previsão DataMG 29 e 30/08/2010 (%)** Votação real Itabira – Votos Válidos (%)*** Diferença MDA (% entre valor aferido e real) Diferença DataMG (% entre valor aferido e real)
Adilson da Vale Verde 34 37,8 27,1 -6,9 -10,7
Bernardo Mucida 19,2 3,5 11,76 -7,44 8,26
Neidson Freitas 18,4 45,2 23,76 5,36 -21,44
Cléverson Buim 2 0,5 0,41 -1,59 -0,09
Erro total -10,57 -23,97












VOTOS VÁLIDOS PARA DEPUTADO ESTADUAL - ITABIRA
Candidato Previsão MDA 16 a 19/09/2010 (%)* Previsão DataMG 29 e 30/08/2010 (%)** Votação real Itabira – Votos Válidos (%)*** Diferença MDA (% entre valor aferido e real) Diferença DataMG (% entre valor aferido e real)
Dr. Damon 28,1 47,7 36,22 8,12 -11,48
Dr. Robson 30,6 25,7 17,51 -13,09 -8,19
Alexandre Banana 3,7 2,8 4,12 0,42 1,32
Élson Sá 5 6,9 4,08 -0,92 -2,82
Jayme Duque - - 0,86 - -
Erro total -5,47 -21,17






* As medições do Instituto MDA não foram apresentados como votos válidos, consta apenas como espontânea.




** As medições do DataMG foram apresentadas como “Espontânea de Votos Válidos”.




*** Fonte: TRE-MG.





Nota do editor: Caso algum interessado perceba algum erro na tabela acima, gentileza contatar-me no e-mail contatoitafq@yahoo.com.br.

Dentro de alguns dias, após coletarmos os números levantados, comentaremos. Aguardem!

PRESTAÇÃO DE CONTAS

Segundo a Resolução TSE nº 23.217, de 2010, vence no dia 02 de novembro, às 19 horas, o prazo para entrega das prestações de contas dos candidatos deste ano, do primeiro turno.

Vamos ficar de olho.