Diante da ventania soprada pela central de boatos bancada pelo governo Izael, alegando que Damon de Sena-PV e Ronaldo Magalhães-sem partido haviam feito um acordo para 2012 e 2014, resolvi investigar.
Primeiro, não é a primeira vez que o Damon é vítima de boatarias. Vira e mexe, por ser um dos candidatos preferidos para prefeito e oposição ferrenha ao grupão, em 2012, a central de boatos sempre lança algo tentando desaboná-lo.
À noite, conversei ao telefone com Damon e ele confirmou parcialmente a informação. Na verdade, Damon confirmou o encontro com o Ronaldo, recentemente, tal como confirmou ter se encontrado, também, com Alexandre Banana-PT, Bernardo Mucida-PT, Reginaldo Calixto (sem partido), Geraldo Torrinha-PDT, Robson Esteves-PRTB e tantos outros que o convida para uma conversa e apresentações de propostas de acordos políticos.
Damon disse que ele está pronto para ouvir todas as propostas e pareceu-me mais aberto e menos radical, quando dizia que não aceitava ninguém do grupão na sua chapa, em formação. Segundo ele, quando faz menção a não aceitar políticos do grupão, se refere a quem tem a cara dos desmandos e indícios de corrupção e não a pessoas sérias que podem e devem compor com ele num governo sério e comprometido com o progresso da cidade. Daí, ele confirmou o interesse de acolher o PDT, de manter a proximidade com o Bernardo Mucida e até que tem interesse em conversar mais com o Reginaldo Calixto. Quanto ao Ronaldo, embora tenha evitado tecer qualquer comentário desabonador, disse ser muito difícil aliar-se a ele, porque não seria bom para ninguém, ponderou.
Realmente, no caso do Ronaldo, fica difícil, porque foi a partir do governo dele que assistimos o início dos indícios de enriquecimento de ex-secretários, até então aliados dele. Um estigma que o político Ronaldo Magalhães carregará para o resto de sua carreira, tal como carrega o Damon, de ser contra a corrupção, bandeira esta levantada em campanha. Damon não precisa e não deve compor alianças como esta. Seria um tiro no pé. Imaginem, vocês leitores, relendo, por exemplo, os artigos do golpe que o Ronaldo deu no PV itabirano, em 2010. Lamentavelmente, não dá.
Para fechar a questão, fiquei imaginando uma possibilidade estratégica sacana. A quem interessaria mais essa estranha união? De um lado, assistimos boquiabertos o conluio do PP/PT, diga-se Neidson Freitas e Alexandre Banana, segundo informações, sob orientação dos mesmos marqueteiros que elegeram os últimos três piores mandatos da cidade. Como o Damon se apresenta como o único "herói da resistência", qual seria a melhor forma de neutralizar o desgaste do conluio do PP/PT? Claro, colando um ex-prefeito do grupão, no principal candidato de oposição a este modelo. Aí, ficaria "tudo igual", ou seja, todos se misturaram. E mais, ao partirmos do princípio que o Damon "não seria confiável para manter privilégios", que essa turma tanto investe para ter retorno$$$, ao queimar as duas lideranças contrárias aos interesses deles, abriria caminho para lançarem um novo nome, mais vaidoso e mais subserviente. Elementar, meu caro Watson! Ou, não é?
E POR FALAR NO CONLUIO...
Ontem seria o dia da reunião do PT para apresentação do relatório final, cujo parecer apontava para a promoção de uma plenária para validar ou não a união do PP/PT itabiranos, segundo o documento do Willian Valadão, nos enviado pelo colega Jânio Bragança. (
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Não aconteceu, conforme previsto. Enquanto isso, continua o desgaste e correria entre os interessados. Para o Alexandre Banana, caso saia a plenária e caso os filiados do PT coloquem abaixo a estranhíssima união, ficará sua pior herança, que o matará politicamente. Cadê o relatório, pessoal!?!