Semana passada foi dura para o PV. O ex-candidato a prefeito de Itabira, Damon de Sena, teve suas contas de campanha rejeitadas, por causa do sumiço de recibos, na ocasião da prestação de contas de campanha. Eles até chegaram a chamar a política e pedir um boletim de ocorrência, que foi anexado à prestação de contas. Só que a Justiça Eleitoral não aceitou e já o setenciou como inelegível, com probabilidade de efeito até 2013, melando os interesses de se candidatar a deputado agora e a prefeito em 2012. A medida ainda cabe recurso, mas está praticamente certo esse triste destino do Damon.
Na mesma semana, o prefeito de João Monlevade, também do PV, recebeu os 3 primeiros votos a favor de sua cassação, por problemas semelhantes nos acertos de campanha. Faltaram ainda 4 votos porque a sessão foi adiada a pedido de um juiz, que retirou o processo para vistas.
Voltando a Itabira, só resta para o PV o nome do queimado (por causa do golpe e dos indícios de corrupção durante o mandato de prefeito) Ronaldo Magalhães, ex-prefeito e ex-deputado estadual. Se o PV aceitar como candidato o Ronaldo, com agravo da saída inesperada do Damon e da possível cassação do Prandini, a sigla antes tida como um partido idealista e limpo, se sairá muito mal.