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quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

NOZINHO É PRÉ-CANDIDATO E GANHA APOIO DE PARTE DO GRUPÃO

(São Gonçalo e região)
Bem, diante do anúncio da pré-candidatura do ex-prefeito Raimundo (Nozinho) Nonato Barcelos, nosso intrépido blogue não poderia se furtar de debater a possibilidade e até de discutir quais seriam suas chances na região.
Por mais rico e privilegiado que seja o colégio eleitoral do Nozinho, se somarem todos os votos do município, daria para garantir no máximo uns 17% do que precisa na sua legenda, assim mesmo para passar raspando e correr o risco de ainda não ser eleito. Para terem uma ideia, o deputado estadual lanterna do PDT em 2010 foi o Carlos Pimenta, que bateu 49.133 votos!
Se considerarmos que, com bastante sorte, ele pode arrancar com uns 5 mil votos no seu colégio eleitoral, a participação do seu principal colégio eleitoral cai para míseros 10%. Como veem, a viabilidade de sua eleição estaria diretamente condicionada a outros 45 mil votos, no mínimo, a serem garimpados na região. É mole?

GARIMPANDO NA REGIÃO
Em João Monlevade, que é a cidade mais bem articulada do ponto de vista político da região da Amepi, dificilmente o nome do ex-prefeito nadaria em águas tranquilas. A turma do Mauri Torres e dos seus opositores tem outros nomes e articulações mais antigas. Monlevade tem raízes políticas muito mais fortes.
Foto: Malu Sales / A Notícia
Em Itabira, vá saber quantos votos conseguirá. Ontem à noite, ele conseguiu o apoio do PTB, partido do ex-prefeito Ronaldo Magalhães e de alguns empresários, dentre eles o dono da rádio Caraça e do radialista Vagner Ferreira. Com esta cartada, João Izael acabou tendo suas pretensões meladas e Cácio Guerra não deve ter ficado nada satisfeito, principalmente, porque já vem ciscando há algum tempo na terra do Nozinho. Porém, não podemos perder o foco que, após fechar com parte da oposição, o sucesso dele ainda estaria condicionado ao fracasso do governo Damon, que esboça uma série de lançamentos para o próximo ano, com bom aporte e volume de recursos e obras.
Em Barão de Cocais a turma do Abade deve seguir o Mauri Torres e em Santa Bárbara, a princípio, o Nozinho deve contar com o apoio do Toninho Timbira, que é atualmente oposição. De igual sorte, dependerá também do sucesso ou fracasso do atual prefeito, Leris Braga.
Em outras cidades menores, o nome dele pode até ser bem acolhido em algumas rodas, mas terá que disputar com forças muito maiores, desde a turma do Mauri, como dos interesses dos Santana de Vasconcellos e até do Gustavo Valadares, que é primo do Antônio Carlos Bicalho, sendo este o atual “dono das máquinas” da prefeitura de São Gonçalo e que foi seu pupilo sucessor. Tem tudo para ser seu apoiador.

NOVELA MEXICANA: E POR FALAR EM ANTÔNIO CARLOS...
Aqui temos uma trama mexicana danada a ser desenrolada. Afinal, Antônio Carlos Bicalho apoiará seu primo, o deputado Gustavo Valadares (agora no PSDB), que sempre apoiou o grupo junto à Assembleia, enviava recursos para a cidade e estava sempre presente às inaugurações? Ou negará fogo e permanecerá com seu padrinho e principal responsável pela sua eleição, que é o Nozinho?
Se ele apoiar o Gustavo Valadares, Antônio Carlos deixa de colar sua visível rejeição no Nozinho. Porém, Nozinho pode perder o apoio da máquina, tão amplamente usada na última eleição, conforme vimos nas provas processuais e que tiveram até agora a aprovação da Justiça.
Se apoiar o Nozinho, Antônio Carlos quebra parte do laço político familiar, podendo deixar os Bicalho ainda mais enfraquecidos, politicamente. Mas, por outro lado, vejam só, se derem a sorte do Nozinho ser eleito, afastam o principal nome do grupo para a sucessão de 2016.
Até hoje e diante da lerdeza do atual governo, o nome do Nozinho ainda é, sem dúvida, o mais forte. Até porque o governo de Antônio Carlos, até o momento, não consolidou nenhum projeto próprio. Todas as obras em andamento e as recém-entregues são méritos do governo anterior, do Nozinho, que fez questão de as iniciar e de deixar 40 milhões de reais em caixa para serem concluídas. E como ele está sempre presente às inaugurações, não tem sido esquecido.
As especulações estão à solta na cidade. Não faltam eleitores que garantem que um já vem falando mal do outro. A melhor saída para o ACB seria ter concluído todos os compromissos das obras do padrinho neste ano, para que, a partir de 2014, colocasse toda a força da portentosa máquina são-gonçalense para atacar firme nos projetos e programas próprios, conferindo-lhe identidade própria ao seu mandato. Estratégia não prevista ou não alcançada.
Desta forma, enquanto o governo Antônio Carlos não mostrar a que veio, na minha opinião, permanecerá como um tipo de boneco de ventríloquo do Nozinho e do grupo... Ah, e o Eduardo Fonseca (vice)!? Ao que parece, acabou esquecido, do mesmo jeito que o sócio dele, o Cácio Guerra, o João Izael, Juninho Starling etc. Enfim, é o jeito Nozinho de negociar e acabar conseguindo impor seus desejos, bem manso, na surdina.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

AINDA O PV ITABIRANO

Com tanta modernidade e tecnologia, o Mundo ficou pequeno e mais rápido. Por isso, somos obrigados a tomar decisões rápidas e certeiras, sob pena de sermos tachados de lentos ou complascentes.
Temo que os verdadeiros membros do PV itabirano, se não derem uma resposta rápida - no caso da filiação de Ronaldo Magalhães ao partido, passem a serem vistos como "companheiros" de Ronaldo e como novos integrantes do que antes eles chamavam de grupão.
E será uma boa oportunidade de mostrarem que o Partido não é uma sigla de aluguel e sim um grupo organizado e ideologicamente definidos.