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segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

BARÃO VAI BOMBAR!

(Informações ACS/P.M.Barão de Cocais)

Vale apresenta o projeto “Expansão Oeste de Brucutu”


A vale apresentou ao Prefeito Armando , na terça feira,14 de janeiro, o projeto da empresa de “Expansão Oeste de Brucutu”.
O empreendimento trata da expansão das atividades de exploração de minério da Mina de Brucutu, que agora segue no sentido territorial de Barão de Cocais.
Chefiada pelo Gerente de Operações das Minas Centrais, Rodrigo Chaves, uma comitiva da empresa se reuniu com o Chefe do Executivo Municipal, seu Vice , Djavan Marques, Secretários Municipais e Funcionários da Prefeitura, para esclarecimentos sobre o projeto.
De acordo com Rodrigo Chaves, a expansão da mina tem previsão de 30 milhões de toneladas/ ano, e vida útil de 30 anos, com possibilidade de atuação até o ano 2040, já que de acordo com pesquisas, a reserva estimada é de 600 Milhões de tonelada de Minério de Ferro (finos de hematita). Outra previsão é da produção de 5 Mil Toneladas/Ano de ‘Finos de Hematita’ e 10 Mil Toneladas/ano de ‘Itabirito’.
Ainda de acordo com o gerente, a massa salarial proveniente de empregos gerados em Barão de Cocais, São Gonçalo e Santa Bárbara pela Vale, possibilitam a geração de renda nestes municípios. São mais de 1400 empregados e uma injeção na economia regional, através dessa massa salarial/Anual, de cerca de R$55.789,000 (Cinquenta e cinco milhões setecentos e oitenta e nove mil reais).
Informações passadas pelo Secretário Municipal de Fazenda, Cirilo Bento, dão conta de que; a expansão que está na divisa Barão de Cocais/São Gonçalo do Rio Abaixo, é relativo ao processo do (DNPM 816623) de 1972. Neste processo, o município Cocaiense tem uma área de 79,11% e São Gonçalo, 20,89%. Os dados são do IGA – (Instituto de Geociências Aplicadas).
Conforme consulta da Vale a Secretária de Fazenda Estadual, o ICMS referente ao processe citado será repassado aos municípios em questão, proporcionalmente ás suas áreas, ou seja, (79,11%) a Barão de Cocais e o restante, ou (20,89%), a São Gonçalo do Rio Abaixo.

Cronogramas de Atividades
A Vale informou na reunião que já esta seguindo os cronogramas de suas atividades, Protocolos de Estudos de Impactos Ambientais e Concessão de Anuência Municipal. Para janeiro de 2014, a empresa iniciará reuniões com os municípios de Barão de Cocais e São Gonçalo do Rio Abaixo e abril do mesmo ano, iniciam-se as Audiências Públicas a respeito do projeto.

Questão Ambiental
O aspecto ambiental também foi tratado no reunião. Segundo a Vale, a previsão das datas de licenciamento ambiental já estão sendo providenciadas, feito isso, o projeto entra em funcionamento a partir do 2º Semestre de 2017.
O Secretario de Meio Ambiente, Túlio Brum, fez alguns questionamentos sobre o assunto, como por exemplo, as documentações de ‘Licenciamento Ambiental Estadual’., no sentido da empresa disponibilizar informações contidas no ‘Formulário de Caracterização do Empreendimento’ (FCE), e o ‘Formulário Básico Integrado’, como também as contrapartidas exigidas pelo Governo do Estado.
Ele também indagou sobre o caráter técnico do empreendimento, no que diz respeito aos pontos de monitoramento de ‘poeira e ruído’. Questionou também, se há vinculado ao processo de licenciamento, algum processo de Outorga do uso dos Recursos Hídricos.
De acordo com o Secretário Ambiental, o tema é importante, pois, sendo o processo produtivo da expansão , a “seco”, é relevante a atuação da empresa, caso seja necessário o uso destes recursos.

Vale responde
Sobre o uso da água, a Vale informou que usará o mesmo ponto de captação, utilizado em Brucutu. Quanto as documentações relativas ao processo de licenciamento estadual e outros assuntos técnicos, a empresa assim o fará, mediante agendamento de reunião pela empresa. O encontro acontecerá na sede da Fazenda Soledade onde funciona a Secretaria Municipal de Meio Ambiente.

Fala do Prefeito
Armando Verdolin, em sua fala, ressaltou a importância das tantas parcerias vitoriosas, envolvendo Vale e Prefeitura. Comemorou os grandes benefícios que a expansão da exploração do minério da Mina de Brucutu poderá trazer para Barão de cocais.

...são muitos os benefícios que esta expansão da vale trará para nossa cidade. O aumento da arrecadação municipal , por exemplo, ajudará de forma concreta, tanto na criação, como no desenvolvimento de programas, projetos e investimentos sociais, onde o grande beneficiado será nosso cidadão. Também fará com que nosso município seja ainda mais forte e de destaque na região. Concluiu.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

BRASILEIRO AMA SER ROUBADO

(Geral)

Um bom passatempo é cozinhar. É gostoso experimentar, chegar num sítio e fazer uma prospecção no quintal para ver o que há de gostoso na horta, no pomar e no freezer, à procura de ingredientes para livre criação e experimentação.

Neste final de semana, inspirado pelo calorão, senti saudades do mar, que não visito há uns 5 anos (isso mesmo, sem férias!). Então, fui à um supermercado e comprei um kit de paella e um pacote de camarão pequeno (o único que encontrei na hora). Como estava tarde, simplifiquei o cardápio num strogonoff básico de camarão.

Ao descongelar, eis a surpresa... Cadê os 400 gramas de camarão? Além de minúsculos e de virem em retalhos, parecia ter evaporado. Boa parte era pura água.

Foi, então, que peguei a balança de precisão que uso para balancear pás de helimodelos para conferir. Sacanagem...

1º ATO: Zerar a tara da balança com a vasilha de medida:


2º ATO: Colocar os camarões descongelados na vasilha e ...
Opppaaaa... Cadê todo mundo!? Num eram 400 gramas?
Calma aí, quer dizer que fui roubado em quase a metade?


3º ATO: Não pode ser... Vamos conferir a embalagem...
O que será que quiseram dizer com 400 gramas de PESO LÍQUIDO!?
Seria uma defesa com uma meia verdade, um tipo de pseudo confissão
ou sacanagem mesmo?



4º ATO: Cruz credo... Essa balança chinesa deve estar errada.
Vamos conferir com outro produto... Zerei a tara de novo e medi...


Desta vez, num pacote de 500 gramas de grão de bico, renderam 531.

Então tá. Fui roubado mesmo.
A marca do produto retalhado está aí em cima.
Pode ser azar desta "amostra nada grátis", mas assim que puder, na boa, comprarei outro pacote, levarei a balança no bolso, descongelarei e pesarei na cara do gerente do hipermercado para conferirmos juntos.
É lógico que não é culpa do hipermercadista, mas ai do fornecedor se também der essa quebra toda!

Alô Ministério Público e Procons, é bom ficarem de olho!

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

TEMPO DE CELEBRAMOS E DE PROJETARMOS UM NOVO ANO

(Geral)


UM
FELIZ NATAL
E UM
2014 BEM BACANA
E BEM MAIS SUSTENTÁVEL
PARA TODOS NÓS!

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

PARA REFLEXÃO

(Geral)

Mundo, mundo, vasto mundo, se eu fosse chantagista seria temido e premiado, não esse alguém na contínua e árdua luta pela sobrevivência.
No meio do caminho tem uma pedra, chamada dúvida do procedimento legal. Tem sempre uma pedra dessas no meio do caminho. Nunca me esquecerei desse constante acontecimento na vida de minhas retinas tão fatigadas e de um ser humano já desesperançado. No meio do meu caminho, tem sempre a dúvida a afastar a esperança.
Sempre disse aos meus mais próximos: “Jamais seria ator, pela total incapacidade de fingir”. Diante dessa situação, melhor não ir a eventos onde sorrir para manter as aparências seria uma necessidade. Soaria como se eu me violentasse. Inimaginável! A hipocrisia não mora em mim!
Pago caro por minhas atitudes. Apesar da idade, não aprendi a calar-me diante do que sinto. Como me tem custado caro esse jeito de ser!
A fidelidade está em mim como um órgão essencial à existência humana. No entanto, se o silêncio é ouro, não tenho a riqueza de guardar só para mim as decepções que sofro diante dos fatos, até mesmo diante das dúvidas lançadas, até que elas sejam devidamente esclarecidas. Traduzindo: A minha lealdade está afeta à transparência. Nunca compactuo com ações duvidosas.
Meus desafetos devem ter mesmo muito medo de mim. Visto que eles sempre me atacam no mais íntimo. A forma mais vil e grosseira de minar o adversário. Certamente, a carapuça dos temas que abordo serve plenamente aos seus perfis.
Rui Barbosa profetizou: Há de chegar o dia em que o ser humano sentirá vergonha de ser honesto. “O diabo é que não consigo ser desonesto, embora eu tente, diante do que a vida tem sugerido a mim”.

Alírio Oliveira - Jornal VOX

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

“Imprensa Itabirana” Onde? Quando?

(Itabira e região)

Entre aspas, mesmo.
Não conheço com intimidade a imprensa de outros lugares, senão a de Itabira; portanto, vou ater-me a focalizá-la, somente.
Faço parte desta imprensa desde 1995, quando retornei de Uberaba para minha terra natal, Itabira, começando por vender espaço publicitário para O Passarela, o mais antigo jornal de Itabira. Neste mesmo jornal, comecei, a convite do Feliciano, seu editor, a redigir alguns textos, chegando inclusive a dar alguns “pitacos” no Marreta na Bigorna, espaço crítico do periódico e exclusivo do seu editor.
Em sequência, escrevi para o saudoso Tribuna de Itabira, da minha amiga Sônia Silva. Com o amigo José Norberto de Jesus (Bitinho), no Impressão atual, comecei de fato a escrever com mais liberdade, mostrando mais minhas ideias de tendência esquerdista, fazendo entrevistas, vendendo espaços, me relacionando mais com os políticos da época.
Após o Impressão Atual, Bitinho criou o Jornal da Cidade, onde também fui colaborador. 
Por cerca de três anos, talvez pouco mais, fui articulista semanal no Diário de Itabira, numa deferência do Müller à minha pessoa. Ali, também, nunca me faltou liberdade para escrever o que quisesse. Em verdade, uma ex-vereadora e seu companheiro pediram minha cabeça certa ocasião, depois de não engolirem uma crítica que fiz à atuação da parlamentar. Soube que foram até o editor/diretor do Diário, sem sucesso. 
Comecei a trabalhar na Promocional, agência de publicidade, onde fiquei por dois anos e meio e cresci muito como profissional. Foram bons momentos. Deixei de ser colaborador do Diário em virtude da constante censura que sofria da Comunicação da prefeitura, que não permitia qualquer crítica, mesmo crítica com o único intuito de ajudar o governo, do qual eu era simpatizante, alertando-o de equívocos. Mesmo a mais tímida observação poderia ser motivo de uma ligação da assessoria, lembrando-me que meu emprego na agência era político. O prefeito era Ronaldo Magalhães, que até acredito que não sabia desse detalhe.
Para sobreviver, escrevi para vários jornais, com textos demagógicos às prefeituras e câmaras das muitas cidades da região, em obediência às orientações dos seus editores. 
Sentia-me escravizado.
Eram textos, em sua grande maioria, com total falta de qualidade, não havia como melhorá-los, porque a demagogia e as entrevistas realizadas (pelos donos dos jornais) engoliam qualquer tentativa nesse sentido. Fazia-se lanternagem no texto, mas os defeitos eram visíveis. A ideia era bajular o prefeito, o presidente da câmara, outros...
Digo tudo isso para culminar com a minha razão em escrever esse texto.
Hoje, vejo com muita decepção, um número crescente de pessoas que empunham um gravador, uma máquina fotográfica e começam a frequentar o meio. Criam sites, jornais impressos e blogues sem qualquer qualidade e se intitulam da imprensa. Há pessoas que, nitidamente, jamais leram qualquer livro, político ou clássico, que redigem mal, que não têm a mínima noção do idioma, que crescem à base de chantagens, de falarem mal dos outros sem fundamentos, de atingirem desafetos políticos no seu mais íntimo, seu lado pessoal, familiar, seu problema físico, enfim; sem ética alguma, elemento fundamental para o exercício da profissão. 
Há vigorosos debates no meio jornalístico nacional quanto à necessidade do diploma de formação superior na profissão. No entanto, alguns grandes nomes da imprensa brasileira não têm esse valioso certificado, mas exercem com brilhantismo a magnífica arte de escrever.

Alexandre Garcia e Heródoto Barbeiro, por exemplo, apesar da formação superior, são tácitos em afirmar que para se exercer essa mágica profissão, é “somente necessário que se tenha conhecimentos gerais do tema que se aborda, e escrevê-lo bem, dominando o idioma pátrio”.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

VOCÊ SABE COM QUEM ESTÁ FALANDO!?!

(Geral)



Vejam que defesa bacana do cartunista argentino Quino, criador da Mafalda. É o triste retrato de uma sociedade de consumo e sem valores, que passou a ser construída neste mundo vazio. O que mais será que vem por aí?







quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

CAOS NAS URBES - 4

(São Gonçalo e região)


Dando prosseguimento nas matérias sobre as urbes da região, na última segunda-feira percorrermos boa parte cidade de São Gonçalo do Rio Abaixo.
A responsabilidade do atual governo em acertar é bem grande. Afinal, ele conta com a maior e disparada renda per capita da região e uma das maiores do país, batendo na casa dos 18 mil reais ao ano, contra 1,3 mil de Monlevade, por exemplo. Sem falar que trata-se de um governo de sucessão, ou seja, de sequência de um grupo já tarimbado e experiente, com máquinas atualizadas e mais 40 milhões extras em caixa, deixados pelo governo anterior (do Nozinho) para que concluísse as obras inacabadas.
Do ponto de vista das manutenções das praças, varrição e coleta de lixo, a cidade não faz feio. Está razoavelmente limpa, como em Itabira. Os poucos pontos que se vê a presença de lixos nas vias, percebe-se claramente que foi motivado pela falta de coletores próximos, falhas de alguns comerciantes ou desleixo de alguns pedestres.
Se levarmos em conta a necessária coleta seletiva, São Gonçalo fica devendo e passa longe do ideal. Não contam com estímulos, programas eficientes e contínuos para que a população faça a separação de pelo menos entre orgânicos e recicláveis.
Algumas obras inacabadas, deixadas pelo Nozinho, avançaram bem, como o Hospital, asfaltamento para as Pacas (totalmente concluída), Escola de Tempo Integral de Vargem Alegre, Postos de Saúde e coberturas de quadras. 
Escola de Tempo Integral de Vargem Alegre quase pronta.
Vista lateral: Como foi construída sobre um brejo e um córrego,
será que não corre risco de inundação e umidade excessiva?
Obra do Hospital em bom ritmo e com todos os pisos já feitos.
Outros continuam praticamente na mesma situação, como o Estádio Municipal e o Memorial do Padre João, que parou com a entrega da estátua. A praça Central virou motivo de chacota da população. Depois de aditivos e anos para revitalizá-la, praticamente um ano se passou sem mudanças aparentes.
Obra do Estádio continua inacabada.
Obra da Praça Central: motivo de chacota por causa do longo atraso.
Água tratada com qualidade é um enigma porque, oficialmente, a prefeitura não presta este serviço de forma clara, tanto que nem cobra. Outra queixa persistente da população é com relação aos destinos dos esgotos domésticos. A comunidade de Santa Catarina conseguiu que a prefeitura construísse emissários de esgoto. Nas comunidades de Vargem Alegre, Matias e Malaquias, os esgotos correm a céu aberto. Duas Estações de Tratamento de Esgoto no Una e no Parque de Exposições foram anunciadas início para este ano, mas só a da cidade que encontra-se em obras.
Esgoto sob a ponte do Malaquias.
Já do ponto de vista dos passeios e calçamentos, é incrível como a mais rica cidade da região não consegue sequer manter em estado razoável. Os passeios ou são tomados por materiais de construção, muitos deles doados na época da última eleição, ou estão cheios de buracos ou mato.
Sem atenção da prefeitura, moradores do Malaquias fazem mutirão
para espalhar resto de concreto doado por uma empreiteira.
Dias atrás, uma senhora de 80 anos teve que ser carregada por cerca de 1 quilômetro sobre o barro,
porque a ambulância não conseguiu chegar perto dela para atendê-la.
Buraco antigo no bairro Cidade "Universitária".

Passeios da Avenida Central continuam em péssimas condições de uso.
Este é outro velho buraco, no bairro Cidade "Universitária".




Bairro Patrimônio.

Neste local, próximo à caixa d'água, a prefeitura corrigiu com um muro de arrimo,
mas o asfalto novo já está cedendo.
Valas abertas dos novos empreendimentos (em obras) do ex-prefeito Nozinho
na avenida Central aguardam cobertura asfáltica.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

CAOS NAS URBES - 3

(Itabira e região)

E quem disse que os itabiranos podem se gabar? De forma alguma, que não. 

Mesmo após quase duas décadas de fartos royaties arrecadados, com destaque para os anos 2000 em diante, quando a arrecadação saltou de R$ 60 mi para mais de R$ 300 milhões, a população está longe de poder usufruir de uma cidade privilegiada.
Nos mais sombrios anos e exatamente neste período que a cidade passou a mais arrecadar, que se mostrou mais ineficiente, quando os equipamentos públicos foram sucateados e ocorreram abusos nas nomeações e contratações. Incomodado com os excessos do passado, o Ministério Público acabou impondo um Termo de Ajustamento de Conduta (Tac), que cortou centenas de cargos de confiança de livre nomeação, limitando bem a governabilidade dos próximos gestores.

PERDAS SALARIAIS ACUMULADAS, SANEAMENTO E LIMPEZA URBANA
Os equipamentos da Itaurb (empresa pública de limpeza urbana) foram entregues sem condições operacionais. Algumas avenidas, ruas e praças, de igual forma. Inconformados com as perdas salariais acumuladas nas gestões anteriores, já nos primeiros dias de mandato, os servidores não perdoaram e abriram greve. Os primeiros meses de mandato, não têm sido fáceis para o novo governo.
Servidores em greve, março de 2013.
Foto: Defato Online.
Falhas na coleta de lixo, durante o período de greve na Itaurb.
Foto: Blogue O Popular.

Apesar do mau estado dos equipamentos, ao circular pela cidade ontem, percebemos que a limpeza urbana voltou a ser bem atendida, graças à algumas ações paliativas. Como correção definitiva, recebemos a boa nova da semana, que foi a aprovação na Câmara Municipal do projeto do prefeito Damon de Sena, para que a Itaurb receba uma suplementação de R$ 4,7 milhões para compra de novos equipamentos de coleta de lixo e limpeza urbana. A partir do segundo bimestre do ano que vem, as novas máquinas começarão a circular pela cidade.

A Estação de Tratamento de Esgoto (Ete) Laboriaux passou por completa revitalização. Enfim, serviços de manutenção feitos sem alarde e sem que boa parte da população soubesse, por não contarem, até hoje, com os serviços de uma agência de publicidade e marketing estratégico.
 
ANTES: Ete Laboriaux em janeiro de 2013.
 
DEPOIS: Ete Laboriaux em julho de 2013.


VIAS PRINCIPAIS

Passado quase que o primeiro ano de nova gestão e contando com uma maior arrecadação, algumas soluções e correções já foram apresentadas. 

A rua Humberto Campos, principal via de ligação da cidade com os distritos industriais e saída para BH, vivia tomada de crateras, nos últimos anos seguidos. Enfim, foi totalmente recapeada logo nos primeiros meses deste governo.
ANTES e DEPOIS: Rua Humberto Campos foi toda recapeada no início da atual gestão. (Ligação entre a cidade, Distritos Industriais e MG120).
Outros problemas ainda estão por aí. A Estrada 105, que contorna a Mina da Vale, encontra-se em péssimas condições de tráfego. Em conversa com o novo secretário de obras, o engenheiro Sebastião Ayres, ele nos garantiu que dentro de uns 90 dias (após o período mais intenso das chuvas) ela começará a ser completamente reurbanizada (recapeamento, sinalização, sarjetas etc.). A requisição já está nas mãos da comissão de licitação.
Estado atual da Estrada do 105. No primeiro trimestre de 2014 será toda revitalizada.
Foto: Fernando Martins - 10/12/2013.
A mais grave e bem mais difícil solução, que demandará alguns anos para solução definitiva é resolver os intensos congestionamentos das avenidas centrais (Carlos Drummond de Andrade, Carlos de Paula Andrade, João Pinheiro, Daniel Grisolia), que, como em todas as demais cidades populosas do país, tornam-se intransitáveis nos horários de pico. 

Em conversa com o pessoal da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (SMDU), eles optaram por priorizar as intervenções a favor da acessibilidade para os portadores de limitações físicas e, como forma mitigadora, proibiram o estacionamento de veículos ao longo da avenida Carlos Drummond de Andrade, que vinha sendo, na verdade, ocupada pelas agências de veículos usados. Há cerca de um mês, ao ser questionado sobre como resolveria este problema, Damon nos disse o governo pretende promover um concurso público para apresentação de projetos de soluções. 
Congestionamentos por causa de infraestrutura viária deficiente.
Problema recorrente nas principais cidades do país.

Fotos: Fernando Martins - Agosto 2012.
SEM TVS

A TV Cultura de Itabira suspendeu sua programação logo no primeiro dia de governo, diante de dezenas de problemas encontrados, desde pendências com a Ministério das Comunicações (Minicom), à interdição dos Bombeiros, baixo contingente técnico e completo sucateamento. Uma consultoria foi contratada e várias ações estão em andamento para o retorno da emissora, previsto para o meio do ano de 2014. Serão duas frentes de trabalho, sendo uma composta por uma reforma básica e outra com a construção de uma sede definitiva, para que ela possa se tornar geradora regional.


Fachada do prédio atual da TV Cultura e o projeto de revitalização para o primeiro semestre de 2014.

Em recente fiscalização ocorrida em todo o país, a Anatel lacrou quase todos retransmissores em Itabira e em mais outros 440 municípios, pertencentes às TVs Alterosa, Record, Super, Globo e outros por falta de outorgas. Estes canais vinham funcionando irregularmente fora dos padrões ou em canais piratas. No final do ano passado, a prefeitura foi notificada, mas nada fez. Neste ano, a prefeitura contratou um engenheiro para corrigir os problemas e protocolou no Minicom. Porém, os fiscais da Anatel não aceitaram o protocolo como válido, quando lacrou os transmissores. Como resposta, a prefeitura entrou com um Mandado de Segurança, mas até o momento, a Justiça não se pronunciou.


RESUMINDO

O cenário administrativo de Itabira é anômalo devido ao estado com que atual administração recebeu o governo. Tal constatação, entretanto, não foi surpresa alguma, até porque tais informações eram evidentes. Haja vista a maciça votação a favor da oposição.

Só que, como o atual governo pecou por não contar com o auxílio estratégico de comunicação, pela ausência de uma agência de propaganda e de um marqueteiro político de suporte, pagou nos primeiros semestres o preço de uma crescente população inconformada, induzida pelas versões plantadas pela oposição. Situação esta que piorou um pouco diante da boa articulação de alguns vereadores oportunistas, que lutam para ir além do cargo deles, provavelmente cobiçando a cadeira máxima do executivo (2016) ou até se lançarem para deputado em 2014. Ou seja, políticos que aproveitaram bem a seara aberta. 

Felizmente, diante das iminentes contratações (inclusive da agência de propaganda) e projetos colocados em execução, para o ano que vem em diante, com certeza, o governo Damon tem tudo para recuperar o terreno e se projetar. Que venha logo 2014. Oxalá! Itabira agradece.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

CAOS NAS URBES - 2

(João Monlevade, Geral)
Que nos perdoem os amigos monlevadenses, mas a cidade deles tornou-se a campeã regional de desleixo com a urbe. Na quinta-feira passada, percorremos as ruas, avenidas centrais da cidade e bairros nobres e ficamos assustados.
João Monlevade, apesar de ser a cidade mais bem articulada na política estadual da região, reconhecida por sempre eleger deputados e se posicionar bem até no governo federal, no campo municipal os últimos gestores não conseguiram fechar boas realizações. Permeadas de escândalos, tentativas de cerceamento da imprensa e infindáveis disputas políticas locais, os resultados aí estão.
Somadas a este cenário, não podemos ser levianos em reconhecer que, das cidades da região, Monlevade não é a que mais arrecada. Sua receita per capita oscila nos R$ 1400/ano, contra R$ 3600 de Itabira e R$ 18000 de São Gonçalo. Outro possível problema é a voz corrente popular, que alega que o atual prefeito, filho do ex-deputado estadual Mauri Torres, foi eleito por imposição do pai, porque “não queria ser prefeito” (justificativa esta que pode ser pura especulação).

Mais do que palavras, vamos logo às imagens.
Ponto de ônibus da Avenida Getúlio Vargas. Área central.

Avenida Getúlio Vargas (uma das principais da cidade).
Grave! Lixo acumulado em frente à Secretaria de Saúde.

Trevo para a Vila Tanque.
Rua de acesso para a Vila Tanque (bairro nobre da cidade).
Praça da Vila Tanque.
Crateras na chegada da estrada do Forninho (vindo de Itabira).
Resposta paliativa: No mesmo dia do registro,
flagramos o pessoal da prefeitura numa operação tapa-buracos.
Poucas horas depois, boa parte deles estavam remendados.