E nem me interesso receber, diariamente, dezenas de propagandas de viagens, de remédios para ereção, nem da Dafiti, nem de lojas virtuais de produtos chineses em minhas caixas de correio eletrônico (e-mail).
Falo da prática de spams, que são aqueles e-mails enviados em massa, sem nossa permissão. Normalmente, descobrem nossos endereços naqueles sítios de internet que oferecem algo "de graça" para baixar, quando pedem seu e-mail durante o cadastro, com intuito de vender estes bancos de dados depois para o mercado publicitário. Até aí, parece estar tudo bem, porque deram-lhe algo que lhe interessou e pegou algo em troca.
Só que, apesar de não existir lei específica para regular o mal uso de spams no Brasil, há outras leis que podem condenar estas empresas que abusam deste recurso. O artigo 43 do Código de Defesa ao Consumidor estabelece que "a abertura de cadastro, ficha, registro e dados pessoais e de consumo deverá ser comunicada por escrito ao consumidor". Daí, um sítio de internet que cadastrou você não tem o direito, sem seu expresso consentimento, de repassar suas informações pessoais a outros, como estas empresas fazem ao comercializar os bancos de dados, para que outros spammers encham a caixa postal dos consumidores com mensagens não solicitadas.
Para contornar este mal-estar ou dúvida jurídica, as instituições mais sérias sempre colocam um link na mensagem, para que o destinatário possa se descadastrar, tal como define a lei norte-americana Can-Spam (Controlling the Assault of Non-Solicited Pornography and Marketing, que significa Controlando o ataque de pornografia ou propaganda não solicitados).
Entretanto, mais do que uma questão de ordem legal, chamo a atenção para a ordem prática. É eficiente este tipo de propaganda invasiva? Claro que não, porque se feita de forma abusiva, incomoda diretamente os consumidores ou eleitores, como o caso das propagandas do deputado federal Padre João-PT, cujos spams contêm os links de descadastramento, mas estão "quebrados" (não conduzem à página de descadastramento) e, para piorar, ao responder o mesmo e-mail remetido com o pedido de descadastramento, depois de clicar em "responder", vejam só, muito "oportunamente" cai num endereço não encontrado. Mais do que ser inconveniente, acabou gozando da minha antipatia.
Nada contra os demais padres, que gozam do meu respeito. Mas padres que entram em política, quase sempre dão nisso: se perdem neste nefasto meio.
Aí está o pernilongo transmissor da dengue (Aedes aegypt), capturado numa manhã de terça-feira, no meu escritório em São Gonçalo do Rio Abaixo, no bairro Guanabara.
Ao estudar os hábitos deste transmissor, que contagia a gente com o vírus da dengue e que pode nos matar, fica mais fácil de entender os reais papéis de cada um de nós no controle da dengue. É engraçado como imediatamente a gente mata os escorpiões, aranhas e até cobras perto da casa da gente e nem liga para este terrível inseto. Aliás, aposto que você deve achar exagero eu chamá-lo de terrível. Então, te desafio para um duelo da verdade. Vamos lá?
CADÊ A PREFEITURA?
No primeiro momento, a reação nossa é apontar a responsabilidade do controle para as prefeituras e as secretarias de saúde. Em parte, é claro que elas têm responsabilidade, sim. Só que a efetividade delas no controle é muito aquém da nossa. Limita-se muito mais no convencimento para que cada um de nós façamos nossa parte, do que elas próprias agirem.
Para começar, você sabia que o fumacê é uma das mais fracas ferramentas no controle dos mosquitos da dengue? O problema maior dessa prática, segundo os críticos, é que ela nos dá a falsa sensação de proteção, fazendo-nos acomodar. Quando vemos aqueles homens com trajes que parecem espaciais, parece que todos foram exterminados, como os monstros nos filmes hollywoodianos. Só que não é verdade. Primeiro, porque um mosquito desse pode se deslocar num raio de até 1 quilômetro e pode se proteger em áreas que a fumaça não o alcançou. Segundo, por causa do seu mínimo tamanho, que varia entre 4 e 6 milímetros e que pode facilmente se esconder em qualquer fresta, folhagens e cantos. Terceiro, porque eles estão se tornando resistentes aos inseticidas. Quarto, porque quando os vemos voando, significa que já está na fase adulta e que pode ter deixado pelo menos uns 300 ovos nos recipientes com água, que é a capacidade de reprodução média de uma única fêmea, a cada 2 a 3 dias. Sem falar, ainda, que os ovos podem sobreviver por até 450 dias sem água! Percebeu agora o tamanho do nosso problema?
Quer mais exemplos de atendimentos ineficientes dos poderes públicos e dos publicitários? É muito comum a gente ver ilustrações dos mosquitos, que infantilizam o tema, transformando o mosquito num tipo de super personagem de desenho animado, ali desenhado como astro. Dengue mata de verdade. O mosquito é uma praga a ser combatida e, não, para ser venerada, ainda que subliminarmente. As peças das campanhas devem ser focadas no combate aos transmissores e devem se apresentar de forma austera. Não é brincadeira.
COMO COMBATER O MOSQUITO DA DENGUE?
A melhores e mais eficientes ferramentas estão na mobilização e na eliminação dos criadouros, que são os recipientes com água acumulada, que os mosquitos usam para postura dos ovos. Pouco adianta você estufar o peito e se gabar de ter feito sua parte, se seu vizinho não cuidou do seu quintal. E como os ovos podem sobreviver por mais de um ano, temos que manter a vigília e os cuidados com frequência diária, no mínimo durante 2 anos, após a chegada do mosquito na sua localidade.
É preciso que a gente aja rápido e com disciplina constante, com foco em não deixar água parada nos lixos que acumulam água, caixas d'água descobertas, calhas de chuva entupidas, recipientes de coleta de água de degelo de geladeiras cheios, sifões e crivos abertos etc. Outra grande sacada é lavar bem os recipientes de água dos animais domésticos. Peixes comem as larvas se elas caírem nos rios e elas não gostam de água contaminada com esgoto ou produtos de limpeza.
Algumas outras dicas são também interessantes, como aplicar uma solução doméstica para combate das larvas e ovos nos recipientes com água parada, feitas com água sanitária (1 colher de sopa de água sanitária para 5 litros de água), sal de cozinha (1 colher de sopa de sal de cozinha em 1 copo de água) ou até borra de café (4 colheres cheias de borra de café para um copo de água), pelo menos uma vez por semana.
Caso algum agente de saúde da prefeitura vá até sua casa, se oriente bem com ele e chame seus familiares para prestarem atenção. Ao aplicarem o fumacê e venenos nos vasos com água, o controle já começa a melhorar. Se seu vizinho não colabora ou não dá a devida atenção, ligue para a vigilância sanitária, para que ela dê jeito. Só não vale deixar de agir. Boa sorte e bom combate!
COMO IDENTIFICAR O MOSQUITO?
Este exemplar acima, foi exterminado no tapa. Por isso, foi fotografado mutilado. O mosquito da dengue é de fácil identificação. Tem voo mais lento e baixo; prefere aparecer nos inícios das manhãs e finais de tarde; é bem pequeno (uns 5 mm de comprimento); tem as pernas escuras listradas de branco e abdome que pode mudar da cor castanho-escuro com listras claras e uma pintas brancas, para o avermelhado, caso esteja com o intestino cheio de sangue.
No dia 27 de fevereiro, a Prefeitura de Barão de Cocais realizou uma audiência pública para apresentação de suas situações fiscais e avaliação dos índices legais de aplicações em saúde, educação e despesas com pessoal, em cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal. Participaram dela vereadores, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos e funcionários da Câmara e Prefeitura.
Até aqui, você pode deduzir que não há nada demais e que trata-se da informação óbvia que cumpriram com uma determinação obrigatória, ou seja, legal. Não? Só que, mais adiante no release enviado pela Assessoria de Comunicação, uma nota bem legal contida na fala do Valdir da
Silva Franco Jr., funcionário da “Mercury”, que é a empresa responsável
pela assessoria contábil de vários municípios em Minas Gerais: "das 32 cidades analisadas, apenas 04 estão em situação de superávit (quando os gastos são menores que a receita) e Barão de Cocais faz parte deste grupo".
Sem dúvida, um primeiro resultado positivo, graças ao rigor na gestão fiscal adotado pela atual administração. Situação que ainda merece mais atenção quando lembramos que esta gestão iniciou-se debaixo das trevas da previsão de perda de 15 milhões de reais de receita, ao ano, por causa do fechamento da mina de Gongo Soco, já em andamento.
Se antes a administração podia se gabar do conceito "Uma cidade em movimento" ou "Cidade que não para", desde que tomou posse, o novo governo praticamente nada vez ou propôs de concreto até agora, senão o carnaval e alguns atendimentos cotidianos.
Prova cabal desse paradeiro é o release enviado para a imprensa, no qual o atual prefeito (veja bem se não pego pesado), depois de 60 dias de mandato, reuniu seu secretariado para iniciar o planejamento das ações para cumprirem com o que prometeu em campanha. Isso mesmo, iniciar agora o planejamento do que e como fazer, depois de 60 dias corridos de governo, com mais de 25 milhões de reais arrecadados (previstos para o período), num dos caixas mais privilegiados do estado. Acha que estou exagerando? Então confirme você mesmo o que pediu o prefeito no dia 1º (clique aqui).
As obras inacabadas, deixadas pelo governo anterior, praticamente, não avançaram. A praça Central e o Estádio Municipal que nos diga. Aliás, todas essas obras começaram a ser "tocadas" numa lentidão sem fim, desde o terceiro ano do segundo mandato do ex-prefeito Nozinho. Do pacotão dos 64 milhões em obras e do projeto Caminhos Rurais, quase nenhuma foi concluída ou colocada em funcionamento pleno, com exceções dos asfaltos para o Turvo e Bamba.
Esta situação se agravou com a mudança de foco, quando percebemos que a administração passou a se preocupar mais com os atendimentos dos pedidos dos eleitores durante a disputa eleitoral, do que com a conclusão do que iniciaram. Como resultado, obras estruturantes quase paradas e quatro processos de abusos de poderes administrativos e funcionais, com previsão de cassação e perda dos direitos políticos por 8 anos, culminando em novas eleições, caso se confirmem as sentenças previstas em lei.
Diante deste lamentável cenário, a cidade parou. Eleitores deles que esperavam ser contratados pelas promessas vãs, não foram chamados e viram-lhes as costas agora. Os que já foram apadrinhados, temem a cassação e serem mandados embora. O resultado aí está, tudo parado, comércio em baixa, população acabrunhada e sem esperança.
E CADÊ A JUSTIÇA?
A cada vez que se vai ao centro da cidade, não tem uma só vez que não chegam umas pessoas para perguntarem sobre os processos. Aí, chegam alguns governistas com o disparate de zombarem que nada vai acontecer com eles e que nova eleição, só se for a do Papa, aumentando a ira dos opositores, pelo senso de falta de Justiça que já permeia na cidade. Nos primeiros dias deste mandato, não era raro servidores de confiança do governo atenderem seus eleitores, sob a luz do sol quente e diante dos olhos de todos, em situações questionáveis como ilegais e imorais. Com a chegada do arrocho e dos questionamentos da população, que está bem mais atenta e conhecedora das leis, recuaram um pouco.
Os julgamentos de primeira instância dos processos de cassações deveriam ter ocorrido em novembro passado. Desde então, o juiz Wellington Reis não promoveu as audiências; os eleitos foram diplomados sub júdice; o juiz se afastou da comarca; a juíza substituta começou a tramitar com os processos, mas tirou licença maternidade e, atualmente, o TJMG aguarda a nomeação da juíza substituta. Uma novela que parece estar bem próxima do fim, principalmente depois que o deputado estadual Bonifácio Mourão (PSDB) pediu para acelerar os processos.
A atual previsão é que a audiência ocorra nos próximos dias. Entretanto, populares e militantes da oposição têm se mostrado com os ânimos mais exaltados e com menores paciências, tendo ameaçado, por várias vezes, promoverem outro manifesto. Ontem mesmo, ouvi que, se a Justiça não decidir até o dia 15, farão nova e maior manifestação.
VAMOS COM CALMA COM O ANDOR, QUE O SANTO É DE BARRO*
O que os militantes e apoiadores têm que ter em mente é que promoverem manifestações, embora sejam garantidas por lei (as pacíficas, é claro), elas podem resultar numa perda de controle, de tal forma que se algum manifestante apoiador ou mesmo alguma pessoa ligada ao governo e disfarçada no grupo vir a quebrar ou causar algum dano à algum patrimônio público, fará com a polícia atue e eles respondam na Justiça pelo dano. Sem falar no risco de queimar a imagem do candidato opositor, o Buzica.
Por outro lado, se cumprem com a manifestação e ela transcorrer com sucesso, dará mídia estadual que não será nada boa para a Justiça e para o governo, se interpretada como cidade rica, mas com corrupção e sem lei. Ou seja, uma situação que não interessa a ninguém.
Além do mais, imagino que os governistas já estão começando a perceber isso. Afinal, se eles têm convicção de que não abusaram economicamente na eleição, que não perseguiram ninguém, que não compraram votos, ou que não transferiram votos indevidamente, qual é o problema em deixar a Justiça fazer a parte que lhe cabe? É o óbvio! Não? Em conversas com o Buzica e seus apoiadores, eles só querem a sentença logo, seja qual forem os resultados, para que cada qual toque suas vidas. Nada de mais. São direitos fundamentais de quem se sentiu lesado ou trapaceado e quer garantir seus direitos.
Defendo, na boa, que aguardem mais uns dias, com a mesma paciência e confiança que depositaram na Justiça até o momento. Ainda que esteja com o pavio curto, vale a pena manter a calma. A Justiça tarda, mas não falta. Seja qual for a sentença, ela será muito mais benéfica para a população, governo e oposição, do que ficar da forma que está, sem solução, neste imbróglio e marasmo que se plantou na cidade. A partir das sentenças finais, seja como for, São Gonçalo terá que seguir adiante e sairá deste paradeiro. Ao governante vencedor, sucesso e muito juízo, para não cair nas mesmas tentações.
Olá pessoal, sou aluno de engenharia elétrica, nasci em Itabira e iniciei meus estudos justamente com interesse na geração de energia, com pensamento de reativar a usina (do Ribeirão São José). Eu sempre visito essa usina, pois meu pai tem um sitio próximo, e faço alguma anotações sobre a usina e suas máquinas que são antigas. Não tinha visto esse blog. Achei um trabalho magnifico, que me ajudou ainda mais, para proporcionar um impulso para o projeto. Quem queria ver a usina funcionando e produzindo energia para a comunidade de baixa renda que próxima à localidade? Estou muito empolgado para fazer isso acontecer. Bom, vou defender minha tese de monografia que já estou realizando e estou próximo da finalização, sobre a repotencialização da usina.
Se tiverem mais historia será um prazer receber para incrementar mais o trabalho. Mandem para tonytavares_ra@hotmail.com. Desde já agradeço a todos.
O pronto-socorro municipal recebeu, na tarde da última sexta-feira, vários equipamentos médicos, móveis e acessórios para melhoria do atendimento. Este é um dos mais carentes equipamentos públicos e alvo constante de queixas dos usuários.
Dentre os equipamentos novos, a prefeitura entregou 3 otoscópios, uma serra de cortar gesso, 27 escadas para as macas, 26 poltronas para os acompanhantes, 4 cadeiras para recepção e 3 respiradores mecânicos. Com esta, completa a segunda entrega de equipamentos desde que a atual gestão assumiu a prefeitura, realizada em 11 de janeiro passado, quando repassaram 2 cardioversores, 1 monitor cardíaco e 16 cadeiras. Nas próximas semanas, segundo a assessoria de comunicação, o pronto-socorro deverá receber, ainda, 26
suportes para soro e duas cadeiras de banho. O coordenador médico do pronto-socorro, Caio Seródio,
ressaltou a importância dos equipamentos. Segundo ele, a unidade
possuía apenas cinco respiradores mecânicos, porém, antigos. “Os
novos respiradores vão ajudar na renovação dos equipamentos, além
de permitir o atendimento a mais pessoas, simultaneamente”.
Não anda na verdade... tudo bem, talvez eu esteja exagerando um pouco, afinal de contas a frota de veículos que transita em São Gonçalo do Rio Abaixo, é infinitamente menor do que pode ser observado em cidades maiores (e naturalmente, não estamos falando de megalópoles como São Paulo ou Belo Horizonte, o que certamente não faria qualquer sentido), mas cidades maiores “pero no mucho”, como Itabira ou João Monlevade, isso “Graças a Deus” (é bom que se diga), pois se com uma frota pequena já sofremos tanto transtorno, imagina se ela fosse maior?
Muita coisa mudou, desde que se admitia estacionamento em 45º graus na porta da prefeitura, de lá para cá houve uma melhoria na qualidade de vida da população e com isso, expandiu-se a mobilidade de (quase) todos, de forma que hoje a incidência de veículos nas residências já é algo comum, aparentemente meus concidadãos decidiram abandonar os cavalos, carroças, bicicletas e outros meios de transporte tão comuns em uma época passada (mas não tão distante assim).
Lamentavelmente a política de transporte e mobilidade da prefeitura não seguiu o mesmo ritmo, aliás bom que se diga, receio que essa política seja absolutamente incipiente na cidade, naturalmente não há necessidade de se explorar aqui o lamentável capítulo dos taxis, mas também não há como levar a sério o serviço transporte público oferecido pela Automade ou de sua antecessora (Jordania Transportes, se não me falha a memória), então você leitor se pergunta, e o que cargas d’água tem a ver uma coisa com outra?
Simples, sem transporte público acessível e de qualidade, cada um de nós se locomove como pode. Eu particularmente, gosto muito de andar pelas ruas da cidade, inclusive durante minhas estadias em São Gonçalo do Rio Abaixo, é muito comum me verem perambulando de um lado a outro da cidade ao velho e primitivo modo “á pé”, mas justiça seja feita o mais longe que ouso ir á pé, é do centro ao posto ou do centro ao pissarrão (do posto ao pissarrão já não sei se teria coragem), agora pense em alguém que more em uma zona rural e para não ir muito longe, já tendo citado o posto, imagine alguém que venha ao centro desde a mãe d’água por exemplo, como poderia se esperar que a pessoa venha a pé, tendo um veiculo a disposição?
Considerações feitas, abandonemos então os devaneios e o campo hipotético e partamos para a realidade nua e crua, o transito no centro de São Gonçalo do Rio Abaixo é caótico, calamitoso até eu diria, naturalmente não o tempo todo, mas nada justifica o que acontece nos horários entre as trocas de turno da Escola Estadual Desembargador Moreira dos Santos, quando um número infindável de alunos tomam as ruas entrando ou saindo da escola e um sem número de ônibus escolares se amontoam para o embarque e desembarque de alunos, o que só faz depor contra a ineficiência operacional do sistema de transito na cidade.
Novamente, tenho receio de me meter em uma seara que não domino e meter o bedelho de forma inapropriada em um campo de ação de algum profissional preparado para tanto, mas receio também que a prefeitura não tenha esse profissional a disposição, ora creio que um técnico em transporte e transito (lembro-me desse nome da época que cursava ensino médio no CEFET-MG, onde ofereciam esse curso), poderia fazer isso perfeitamente, ou seja, estudar as vias da cidade, o fluxo de veículos, os picos de transito, a tendência de utilização de veículos por porte e tipo de uso (transporte de carga ou pessoas), o índice de mobilidade e outros e através desse estudo, construir um projeto de mobilidade coerente com as características da cidade e/ou propor projetos de melhoria e adequação das vias e dos fluxos.
Infelizmente o ultimo prefeito nesse sentido, se limitou a retirar o aludido estacionamento em 45º graus, que havia em frente a prefeitura (sacrificando vagas de estacionamento, em nome de um obscuro bem maior, o que esteticamente talvez seja justificado, mas jamais funcionalmente), construir um complexo viário ligando o centro da cidade a lugar nenhum, instalar (e remover posteriormente) uma famigerada rotatória no cruzamento entre as ruas Henriqueta Rubim e Augusto Pessoa e tornar o transito no local de via única, sendo que há outras medidas que provavelmente seriam muito mais adequadas, como por exemplo a instalação de semáforo nesses logradouros, a proibição de estacionamento junto aos lotes lindeiros, a proibição de carga e descarga em determinados horários (notadamente nos horários de troca de turno da escola), a proibição de transito de caminhões a partir de certa tara pelas ruas centrais em qualquer horário e outras medidas igualmente simples e muito mais eficientes.
Concomitantemente, chamo a atenção para um fato que aparentemente a administração pública negligenciou totalmente, há algum tempo a prefeitura vem alardeando a criação dos distritos industriais I e II, que estão localizados nas proximidades do parque de exposições, meu senão (além da estranheza na demora da operação em pleno vapor dos mesmos), é que essa iniciativa tende a causar um impacto ainda maior e mais negativo no transito local, basta imaginar em uma situação de pleno funcionamento, com a incidência de muitos caminhões transitando com matéria prima ou produtos acabados, como será feita a conexão com a BR-381? Será que os caminhões farão a volta pelo trevo de acesso a Itabira, ou o mais natural seria que acessassem a estrada via complexo viário (Avenida Contorno Oeste)? Não teria sido melhor introduzidos os distritos industriais nas adjacências da BR?
Enfim, interpretações a parte, para mim isso parece algo que carece de atenção.
Vista do Centro Cultural - Rua Henriqueta Rubim - Centro (Foto: Darlan Alvarenga/G1)
A
semana fecha de forma muito proveitosa para o vereador Bernardo
Mucida, após levantar a denúncia de que o Saae-Itabira havia
interrompido com a fluoretação da água desde o ano passado.
Em
todos os comentários e artigos que li, Bernardo se posicionou firme
no propósito original de defender a qualidade de vida da população,
de forma bem ponderada, acometida e com os pés no chão,
como deveria ser diante do tema fora do domínio dele e comum, por
se tratar de tema complexo da área de saúde pública.
IMPRENSA
POLEMIZA
Entretanto,
na busca de queimar logo (aí não entendi bem se o alvo era o
governo anterior, o atual ou a direção da autarquia que mantém o
diretor do governo anterior), boa parte da imprensa tratou logo de
inflamar o tema, botando pilha no assunto.
OPA...
COMO ASSIM?
No
primeiro momento, eu cheguei a elogiar a luta do meu amigo,
entendendo que o flúor é indispensável no combate às cáries, até
que vi um depoimento do respeitado engenheiro da autarquia, Jorge
Borges, para o portal da Defato Online (clique
aqui para ler), alegando que a interrupção ocorreu
porque era desnecessária a aplicação dele, uma vez que vários
produtos consumidos usualmente já vinham com este composto químico.
Esta
colocação levantou a primeira lebre sobre a viabilidade de retornar
com a aplicação.
BERNARDO
E SEUS SIMPATIZANTES MARCAM CERRADO
Então,
na quinta-feira, às 10:55 da manhã, Bernardo postou outra defesa:
“...Pesquisando
sobre o tema, percebo que a fluoretação não é imprescindível
para tornar a água potável, contudo, é a principal política
pública para prevenção de cáries. Considero fundamental reativar
a fluoretação pois Itabira não pode prescindir desta importante
política pública, especialmente porque a parcela da população
mais prejudicada são as crianças de baixa renda”.
Tal
postagem caiu imediatamente na graça dos internautas, chegando a
mais de 230 cliques no tinindo do “curti”, do Facebook.
SERÁ
QUE É ISSO MESMO?
Já
na coletiva com a imprensa ocorrida na tarde da quinta-feira passada, o atual diretor do Saae, Jacir Primo,
defendeu que há estudos que denunciam que o uso de fluoretos são
nocivos à saúde, mas que se for comprovado que não faz mal à
saúde, poderia retornar com a aplicação dele em 30 dias, não
colocando qualquer empecilho em atender bem à população.
Ao
ouvir, isso, Damon de Sena, prefeito de Itabira e respeitado
médico na cidade, levantou-se e se opôs à proposta, defendendo que
é apontado como cancerígeno e que trata-se de um veneno.
Aí,
hoje à tarde, ao dar uma rápida corrida nas dezenas de comentários
sobre a polêmica, li um comentário do engenheiro Márcio M. Sampaio* pedindo que assistíssemos ao vídeo anexo à esta postagem.
“Este documentário ajuda a esclarecer sobre o assunto” -
pediu ele de forma discreta e respeitosa. Assistam e tirem suas próprias
conclusões.
Em
outro comentário, Márcio deu outra contribuição ao tema, ao
postar uma série de países nos quais a fluoretação é proibida ou
foi suspensa, dentre eles, Alemanha, Áustria, Bélgica, China,
Dinamarca, Finlândia, França, Holanda, Hungria, Irlanda do Norte,
Luxemburgo, Noruega, República Tcheca, Suécia e Japão. Fonte: O
Arquivo (clique aqui para ler).
A
FLUORETAÇÃO NA ÁGUA DE CONSUMO É APONTADO COMO ENVENENAMENTO EM MASSA!
Portanto,
a questão do flúor combater cáries, não é bem assim e não há
evidências comprovadas que possam atestar a prescrição científica
dele na água para consumo humano, sem que seus efeitos colaterais tornem-se mais nocivos à saúde
humana e ao meio ambiente.
Trata-se,
segundo o documentário e diversos estudos disponíveis na internet,
de uma prática perversa da indústria do fosfato, para dar destino à
efluentes altamente tóxicos para a população ingerir
deliberadamente, diferentes dos fluoretos presentes na natureza,
produzidos à base de ácido hexafluorsílico e silicofluoreto de
sódio.
MORAL
DA ESTÓRIA
Contudo,
não podemos acusar ou mesmo desprestigiar a atuação do vereador
Bernardo Mucida, que apenas mostrou-se atento ao bom andamento dos
serviços públicos e bastante comprometido com a população.
Principalmente, por seu acometimento nas críticas, interpretadas
erroneamente num oba-oba danado por um segmento da imprensa, que
começa a se mostrar de oposição, provavelmente porque as tetas
secaram e/ou porque a prefeitura encontra-se sem contrato com agência
de propaganda, impedindo ela que distribua os usuais anúncios
publicitários.
Com
certeza, Bernardo fez o papel dele e, de certa forma, a imprensa
também cumpriu com o papel de divulgar, só que errou ao colocar
pilha, numa tentativa de criar um desgaste na relação entre o
vereador, que pertence à base do Damon, e o governo.
Já
por parte da população, dos duzentos e tantos cliques de “curti”,
muito provavelmente apenas reagiu como deveria, diante do cenário
dos inúmeros atos de desgoverno das gestões passadas, recentemente
denunciados, somados à desconfiança natural da população com
relação à equipe, pelo fato de parte dela ter sido mantida na autarquia. Imagino ser aquela estória do gato escaldado...
Agora,
se depois de lerem todas estas informações e se for confirmado que trata-se de envenenamento em massa e ainda resistirem
alguns defensores da fluoretação, vou acabar confirmando que tem gente agindo de má fé ou o
consumo deste veneno fez mesmo mal à saúde deles. Uma coisa é
criticarmos erroneamente o que não conhecemos. Já insistir num
erro... * Havia entendido que o comentário fosse do artista plástico e escritor Márcio Sampaio, ex-superintendente da FCCDA, depois que vi o nome (homônimo) e conferi a foto de perfil dele, na qual constava uma foto do Charles Chaplin, mas não era ele. Perdôem-me pelo equívoco. É um primo dele.