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terça-feira, 10 de dezembro de 2013

CAOS NAS URBES - 2

(João Monlevade, Geral)
Que nos perdoem os amigos monlevadenses, mas a cidade deles tornou-se a campeã regional de desleixo com a urbe. Na quinta-feira passada, percorremos as ruas, avenidas centrais da cidade e bairros nobres e ficamos assustados.
João Monlevade, apesar de ser a cidade mais bem articulada na política estadual da região, reconhecida por sempre eleger deputados e se posicionar bem até no governo federal, no campo municipal os últimos gestores não conseguiram fechar boas realizações. Permeadas de escândalos, tentativas de cerceamento da imprensa e infindáveis disputas políticas locais, os resultados aí estão.
Somadas a este cenário, não podemos ser levianos em reconhecer que, das cidades da região, Monlevade não é a que mais arrecada. Sua receita per capita oscila nos R$ 1400/ano, contra R$ 3600 de Itabira e R$ 18000 de São Gonçalo. Outro possível problema é a voz corrente popular, que alega que o atual prefeito, filho do ex-deputado estadual Mauri Torres, foi eleito por imposição do pai, porque “não queria ser prefeito” (justificativa esta que pode ser pura especulação).

Mais do que palavras, vamos logo às imagens.
Ponto de ônibus da Avenida Getúlio Vargas. Área central.

Avenida Getúlio Vargas (uma das principais da cidade).
Grave! Lixo acumulado em frente à Secretaria de Saúde.

Trevo para a Vila Tanque.
Rua de acesso para a Vila Tanque (bairro nobre da cidade).
Praça da Vila Tanque.
Crateras na chegada da estrada do Forninho (vindo de Itabira).
Resposta paliativa: No mesmo dia do registro,
flagramos o pessoal da prefeitura numa operação tapa-buracos.
Poucas horas depois, boa parte deles estavam remendados.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

CAOS NAS URBES

(Geral)


Não há como não se chocar com o desleixo e a ineficiência dos governos ao cumprirem com o básico. Uma cidade com boa estrutura de saúde, educação e boa aparência são fundamentais.
Já quando falamos de limpeza urbana e estrutura viária conservadas, mais do que um atuarem como cartões postais dos municípios, são garantia também de prevenção à saúde pública. Daí, percorremos as principais cidades do médio Piracicaba, que é uma região bem posicionada economicamente, e lamentavelmente não vimos uma cidade só, 100% bem cuidada.
Considerando ainda que o ano que vem é o ano da Copa do Mundo no Brasil, constatamos que, infelizmente, temos tudo vamos fazer feio para o mundo, consagrando o dito popular “em cima filó, filó; embaixo um trapo só”. Salvo se os senhores gestores acordarem e arregaçarem logo as mangas.
Parte do problema, pelo que acompanhamos, advém dos sucateamentos dos equipamentos públicos e falta de interesse dos gestores anteriores. Ou seja, os atuais mandatários herdaram estruturas completamente falidas e/ou os municípios passam por limitações econômicas. É claro que tal desculpa, entretanto, não pode ser aplicada a governos de sucessão e, principalmente, a favor de municípios ricos.
Nesta semana, publicaremos fotos de algumas cidades da região para que, vocês leitores, possam analisar conosco, caso a caso. Quem mais se interessar, não se acanhe em nos remeter fotos das vias, praças, passeios, quadras esportivas, pontos turísticos e demais equipamentos públicos, que postaremos aqui.
Até amanhã com a campeã dos problemas!

sábado, 7 de dezembro de 2013

CONVITE IMPERDÍVEL

(Itabira)


sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

CONCURSO PÚBLICO: PRESIDENTE DA CÂMARA INSISTE EM NÃO CUMPRIR A LEI

(São Gonçalo do Rio Abaixo)



Segundo informações do vereador Luiz (Pelé) Fonseca (PSDB), a última reunião do ano na câmara de vereadores de São Gonçalo, ocorrida ontem à noite, foi bastante tumultuada. Ao tomarmos conhecimento e por acompanharmos os desmandos desta direção, procuramos o vereador ontem mesmo, para ouvir sua versão.

AS MANOBRAS ANTERIORES

Dias atrás, Pelé propôs fazer um requerimento para que a casa cumprisse com a Lei e fizesse o tão pedido concurso público. Até hoje, pasmem, todos os servidores são contratados pela direção da casa e por indicações políticas, defende o Pelé.

Quando tentou protocolar o pedido de requerimento na presidência, a secretaria da câmara ficou de consultar o jurídico se podia aceitar e que daria resposta no dia seguinte. Corrido o prazo e sem ser atendido, o vereador colheu duas assinaturas de testemunhas e encaminhou um protocolo de requerimento pelo Correio, com AR (Aviso de Resposta), para garantir que o pleito fosse atendido e colocado em pauta ainda neste ano. 

Ao sentir-se pressionada, a presidente Luciana Bicalho (PDT), que é correligionária e prima do prefeito Antônio Carlos Bicalho (PDT), alegou que o vereador Ailton Figueiredo Neves (PR) já havia protocolado o mesmo pedido no dia 27 de novembro passado, sem ter apresentado qualquer prova até o momento, segundo Pelé garantiu para nossa reportagem. 

Incomodado com uma possível manobra da bancada de apoio ao prefeito em não permitir que se destaque, Pelé foi adiante e encaminhou um ofício, de número 025/2013, solicitando a cópia do protocolo anterior e cópia do livro de registro de protocolo, para que a direção da casa comprovasse a existência do pedido anterior do colega. 

NA ÚLTIMA REUNIÃO, O PAU QUEBROU...

Enfim, já na última reunião do ano, Pelé aguardou um pouco, até confirmar que a proposta do concurso não estava pautada. Ao perceber que haviam "se esquecido" do pedido, fez uso da palavra e desceu o verbo, tendo deixado a presidente bastante irritada. 

Em conversa com nossa reportagem, Pelé lembrou que não foi a primeira manobra deles para que ele não consiga mostrar serviço. Por este motivo, adiantou que faz questão de ter acesso ao suposto pedido original do colega e pedir até que a Polícia Federal pericie e investigue a autenticidade do documento, para certificar as datas reais de assinaturas. Caso comprove que foi vítima de mais uma manobra política, Pelé ameaçou levar o caso para o Ministério Público.

Uma gravação em áudio da reunião, feita pelo vereador, foi apresentada para nossa reportagem, que está analisando e transcrevendo o conteúdo para dar mais detalhes.

Com a palavra, a direção da câmara.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

SINA OU TRAUMA DE INFÂNCIA?

(Geral)
Criança tem cada uma...
Na sexta-feira passada, tomei um chuvão danado ao sair do carro, estacionado longe do Centro Cultural. Procurei um bendito guarda-chuva e necas. Tive que me contentar com uma velha jaqueta plástica de chuva, mas molhei a metade do corpo em menos de 2 minutos de exposição às águas de verão.
Foi quando, então, lembrei-me de um pedido de natal não plenamente atendido. Eu era criança. Acho que estava no antigo 2º ou 3º ano do primário. Na ocasião, alguns de meus abastados colegas ostentavam moderníssimos guarda-chuvas ao final do período letivo.
Eram bacanas demais. Custavam algumas centenas de cruzeiros, acredito eu. Tinham um botão dourado quadrado, que quando era apertado, explodia a capa preta como mágica, abrindo e superprotegendo a gente das piores tempestades. Ao mesmo tempo, o cabo estendia, triplicando seu comprimento. Sua portabilidade era impressionante. Dava para ser guardado num canto da mala. Isso mesmo. Dentre os apetrechos dos uniformes escolares, usávamos malas (semelhantes aos dos caixeiros viajantes) e não mochilas como hoje.
Está achando engraçado ou pensa que falo desses guarda-chuvinhas chineses vendidos a 5 contos na Praça Sete? Quê é isso, cara!?! Isso que você pensa que é, nada mais é do que uma cópia barata daquele modelo. O outro não, tinha matéria-prima de qualidade, costura e tecidos reforçados e acabamento primoroso. Não são esses que, pluft!, ficam só as varetas abertas e os tecidos se rasgam. Falo de um quase paraquedas, um potente escudo capaz de aguentar até furacões, lasers do Ultraman e raios que o partam!
E quem disse que algum colega também topasse esconder aquelo bizarro aparato tecnológico? Não mesmo. Aposto que eram exibidos como troféus, apoiados nos antebraços, mesmo sob o sol escaldante e só para nos aguçar a inveja.
Foi então, que pedi ao meu pai, de natal, um guarda-chuva desse.
- Como assim!? Você quer um guarda-chuva de natal? - indagou meu incrédulo pai.
Sim, pai. Mas não quero um desses comuns! Tem que ser um igualzinho dos meus colegas de sala, que aperta um botão e ele se abre automaticamente, todo preto, com cabo forrado de couro (sintético) e botão dourado. - detalhei para garantir a precisão da compra.
Sem entender nada, depois ouvi meu pai comentar com minha mãe no quarto deles, que não entendia o pedido meu. Enquanto tantas crianças pediam autoramas, bicicletas, relógios, eu queria justo um guarda-chuva. Minha complacente mãe defendeu logo que deveria então comprar, porque era desejo e pronto. Ainda bem.
E adivinhem, num é que o gordo, surdo, cego e sacana Papai Noel deixou um para mim, junto com um brinquedo da moda, ao pé da árvore? Só que era um guarda-chuva horroroso, de cabo cromado e que não encolhia. Nem abrir automaticamente, abria. Que frustração danada. Fui ao espelho conferir e senti que ficava igual ao Coringa. Se ao menos parecesse um Batman... Putz. Filho de uma égua...
Com a volta às aulas, comecei a reparar outros colegas. A moda do guarda-chuva automático fora trocada pelos novos brinquedos. Foi quando comecei a tirar o danado do canto do armário e testá-lo. Mas cadê a chuva!? Como bom cientista, é claro que amarrei uma mangueira no portão dos fundos e abri o esguicho. Não é que funciona!?
Com a descoberta e ao me acostumar com a geringonça, passei levá-lo sempre à aula. Sol a sol, lá vinha eu. Veio o período da estiagem e necas de inaugurá-lo efetivamente. Que nem o caso do tal cemitério da cidade de Sucupira, que ninguém morria. 
O chato era que meus colegas riam sorrateiramente. Ah se eu soubesse na época que era bullingAté que, numa bela tarde de setembro, após meses sem chuva, um toró me pegou de surpresa, bem no meio do caminho de volta para casa. E é claro, o bendito, desta vez, não estava comigo... Nem naquele dia, nem em outro, porque havia desistido, de vez, de possuir um. Com certeza, essa interação entre guarda-chuva e eu, nunca mais, poderia dar em algo que prestasse. 
Putz.

Por: Fernando Martins

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

BONECO DE VENTRÍLOQUO

(Geral)
Para quem nunca se deu ao deleite
de assistir a um engraçado espetáculo com bonecos de ventríloquos,
eis um bem bacana.



NOZINHO É PRÉ-CANDIDATO E GANHA APOIO DE PARTE DO GRUPÃO

(São Gonçalo e região)
Bem, diante do anúncio da pré-candidatura do ex-prefeito Raimundo (Nozinho) Nonato Barcelos, nosso intrépido blogue não poderia se furtar de debater a possibilidade e até de discutir quais seriam suas chances na região.
Por mais rico e privilegiado que seja o colégio eleitoral do Nozinho, se somarem todos os votos do município, daria para garantir no máximo uns 17% do que precisa na sua legenda, assim mesmo para passar raspando e correr o risco de ainda não ser eleito. Para terem uma ideia, o deputado estadual lanterna do PDT em 2010 foi o Carlos Pimenta, que bateu 49.133 votos!
Se considerarmos que, com bastante sorte, ele pode arrancar com uns 5 mil votos no seu colégio eleitoral, a participação do seu principal colégio eleitoral cai para míseros 10%. Como veem, a viabilidade de sua eleição estaria diretamente condicionada a outros 45 mil votos, no mínimo, a serem garimpados na região. É mole?

GARIMPANDO NA REGIÃO
Em João Monlevade, que é a cidade mais bem articulada do ponto de vista político da região da Amepi, dificilmente o nome do ex-prefeito nadaria em águas tranquilas. A turma do Mauri Torres e dos seus opositores tem outros nomes e articulações mais antigas. Monlevade tem raízes políticas muito mais fortes.
Foto: Malu Sales / A Notícia
Em Itabira, vá saber quantos votos conseguirá. Ontem à noite, ele conseguiu o apoio do PTB, partido do ex-prefeito Ronaldo Magalhães e de alguns empresários, dentre eles o dono da rádio Caraça e do radialista Vagner Ferreira. Com esta cartada, João Izael acabou tendo suas pretensões meladas e Cácio Guerra não deve ter ficado nada satisfeito, principalmente, porque já vem ciscando há algum tempo na terra do Nozinho. Porém, não podemos perder o foco que, após fechar com parte da oposição, o sucesso dele ainda estaria condicionado ao fracasso do governo Damon, que esboça uma série de lançamentos para o próximo ano, com bom aporte e volume de recursos e obras.
Em Barão de Cocais a turma do Abade deve seguir o Mauri Torres e em Santa Bárbara, a princípio, o Nozinho deve contar com o apoio do Toninho Timbira, que é atualmente oposição. De igual sorte, dependerá também do sucesso ou fracasso do atual prefeito, Leris Braga.
Em outras cidades menores, o nome dele pode até ser bem acolhido em algumas rodas, mas terá que disputar com forças muito maiores, desde a turma do Mauri, como dos interesses dos Santana de Vasconcellos e até do Gustavo Valadares, que é primo do Antônio Carlos Bicalho, sendo este o atual “dono das máquinas” da prefeitura de São Gonçalo e que foi seu pupilo sucessor. Tem tudo para ser seu apoiador.

NOVELA MEXICANA: E POR FALAR EM ANTÔNIO CARLOS...
Aqui temos uma trama mexicana danada a ser desenrolada. Afinal, Antônio Carlos Bicalho apoiará seu primo, o deputado Gustavo Valadares (agora no PSDB), que sempre apoiou o grupo junto à Assembleia, enviava recursos para a cidade e estava sempre presente às inaugurações? Ou negará fogo e permanecerá com seu padrinho e principal responsável pela sua eleição, que é o Nozinho?
Se ele apoiar o Gustavo Valadares, Antônio Carlos deixa de colar sua visível rejeição no Nozinho. Porém, Nozinho pode perder o apoio da máquina, tão amplamente usada na última eleição, conforme vimos nas provas processuais e que tiveram até agora a aprovação da Justiça.
Se apoiar o Nozinho, Antônio Carlos quebra parte do laço político familiar, podendo deixar os Bicalho ainda mais enfraquecidos, politicamente. Mas, por outro lado, vejam só, se derem a sorte do Nozinho ser eleito, afastam o principal nome do grupo para a sucessão de 2016.
Até hoje e diante da lerdeza do atual governo, o nome do Nozinho ainda é, sem dúvida, o mais forte. Até porque o governo de Antônio Carlos, até o momento, não consolidou nenhum projeto próprio. Todas as obras em andamento e as recém-entregues são méritos do governo anterior, do Nozinho, que fez questão de as iniciar e de deixar 40 milhões de reais em caixa para serem concluídas. E como ele está sempre presente às inaugurações, não tem sido esquecido.
As especulações estão à solta na cidade. Não faltam eleitores que garantem que um já vem falando mal do outro. A melhor saída para o ACB seria ter concluído todos os compromissos das obras do padrinho neste ano, para que, a partir de 2014, colocasse toda a força da portentosa máquina são-gonçalense para atacar firme nos projetos e programas próprios, conferindo-lhe identidade própria ao seu mandato. Estratégia não prevista ou não alcançada.
Desta forma, enquanto o governo Antônio Carlos não mostrar a que veio, na minha opinião, permanecerá como um tipo de boneco de ventríloquo do Nozinho e do grupo... Ah, e o Eduardo Fonseca (vice)!? Ao que parece, acabou esquecido, do mesmo jeito que o sócio dele, o Cácio Guerra, o João Izael, Juninho Starling etc. Enfim, é o jeito Nozinho de negociar e acabar conseguindo impor seus desejos, bem manso, na surdina.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

CONVITE: EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA

(Itabira) 


BOLA PRA FRENTE

(São Gonçalo do Rio Abaixo)
MPE NÃO SE CONVENCEU
Desde que a Justiça Eleitoral de Santa Bárbara absolveu o ex-prefeito de São Gonçalo, Raimundo (Nozinho) Nonato Barcelos, e os atuais Antônio Carlos Bicalho (atual prefeito) e Eduardo Fonseca (vice) dos processos de cassação, ignorando (ou recusando) todas as provas gravadas em vídeo e as publicações do Diário Oficial do Estado, vi que não se podia esperar mais nada neste sentido.
Ontem, o Sistema de Acompanhamento Processual da Justiça disparou os pareceres do Procurador Regional Eleitoral, Eduardo Morato Fonseca, sobre os processos Aime-106 e Aije-63.706, negando o provimento do recurso e apoiando a decisão da sentença da primeira instância, reforço, nos dois processos mais graves que estariam à favor da cassação.
Desta forma, até o momento, apenas o Ministério Público Eleitoral local foi favorável às cassações, enquanto o Juiz Eleitoral da primeira instância e o Ministério Público Eleitoral Estadual foram contra. Apesar da sentença de segunda instância ainda não ter sido julgada, mesmo considerando que o colegiado estadual dos desembargadores pode mudar o jogo e cassar, acho muito difícil, senão improvável, que a turma do governo perca o poder. Afinal, se quem deveria defender os interesses coletivos não se convenceu, por que a Justiça Estadual manifestaria de forma contrária?


SÃO SÓ MERAS COINCIDÊNCIAS...
Primeira coincidência observada, segundo informações, é que a situação (os governistas) reforçou o time de defesa, ao contratar um advogado sócio do provável filho do presidente do TJMG. Como não é ato ilícito, normal.
Segunda coincidência é que na edição da revista Defato, distribuída um mês antes de serem publicados os pareceres do Ministério Público Eleitoral (MPE) no Sistema de Acompanhamento Processual, saíram duas matérias interessantes. 
Primeira colocando o Nozinho como pré-candidato a deputado estadual. Engraçado é que no encontro da Amepi em Barão de Cocais, ocorrido no final de setembro, foi-me garantido (por uma fonte muito confiável) que ele não se candidataria de jeito algum.
A segunda matéria elogiava a gestão do Antônio Carlos Bicalho, atual prefeito e pupilo do Nozinho. Em entrevista, ACB defendia que poderia ter feito bem mais neste ano, não fossem os processos de cassação com “denúncias infundadas” e dizendo-se já absolvido na Justiça.

Falha do editorial da revista? A princípio, não. Eles tomaram o cuidado de deixar as falas nas bocas dos entrevistados. Fato que aponta para mais uma estratégia de recuperação de imagem da turma da comunicação e marketing.
Observem que tais previsões foram publicadas um mês atrás na revista, antes até da sentença final do Tribunal Eleitoral Estadual. Daí, se ainda somarmos a decisão do Nozinho de se pré-candidatar a deputado já contando com a certeza da absolvição, os fatos ficam muito estranhos. Soou-me às previsões de Nostradamus.


PLANO B - HÁ BEM TEMPO
Por estas e outras, tenho dito aos populares que me cercavam nas ruas que não confiava mais numa mudança por parte da Justiça. Temos que ser realistas.
Agora, se a população se mantiver inconformada e não aceitar tais resultados, a melhor e mais garantida forma de alterar o quadro político é no voto. A quem se interessar, restará aguardar as próximas eleições e trabalhar duro.
A sugestão é seguir o conselho do saudoso bispo Dom Mário Gurgel. Finja que estão com eles (governo) e pegue tudo que oferecerem, porque eles não dão nada do bolso deles, são seus mesmos. Dom Mário entendia, no fundo, que era melhor que os bens públicos fossem distribuídos para o povo, do que concentrarem-se nas mãos de uma meia dúzia, como temos visto por aí.
Para fechar, outra constatação: Em Itabira, nas campanhas de 2008, vimos o mesmo desfecho. A Justiça, por mais absurdo que parecesse, também não viu nada demais (do ponto de vista de garantir a cassação) nos desmandos e indícios de corrupção do governo do João Izael, que até “visita da Polícia Federal” teve em plena época de campanha de sucessão e em nada deu. Já em 2012, a população em peso deu o recado: 70% dos votos a favor da oposição. Sem chorumelas, a turma do João, bem mais rica e mais poderosa do que de São Gonçalo, teve que fazer as malas e deixar a prefeitura.
Enfim, se a população for esperta e continuar descrente com a turma, já que podemos brincar de Nostradamus, registro minhas previsões: dificilmente Nozinho se elege para deputado e de 2016 o poder desta turma não passa!
Resultados da última enquete do Filhos das Minas.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

FOI FANTÁSTICO

(Geral)

Há produtos no mercado que não mudam.
Recordo-me quando a Gessy Lever, hoje Unilever, comprou a Kibon por 930 milhões de dólares em 1997. O elevado valor, segundo o portal Exame, foi atribuído justamente à força e ao prestígio da marca entre os consumidores. Segundo as especulações na ocasião, as avaliações de todo o patrimônio da Phillip Morris (dona da Kibon na ocasião), incluindo logística, fábricas, equipamentos, escritórios etc. alcançava a metade do valor fechado. Só que, para terem direito de explorar as marcas Kibon e Chicabon, o valor dobrou. 
Por mais absurdo que pareça, penso que não temos direito de questionar o valor. Afinal, o Chicabon, hoje com 66 anos de idade, preserva o mesmíssimo sabor, textura, cor e cremosidade dos tempos que saboreávamos às beiras das praias do Brasil. E não é só a receita do Chicabon que se manteve intacta. O leite condensado da Nestlè, o guaraná Antártica, a Coca Cola e alguns outros tradicionais produtos permanecem fiéis.
Já outros, lamentavelmente, não. O programa Fantástico da Rede Globo, por exemplo, tem decaído bastante. Suas pautas tornaram-se vazias e fúteis. Sou do tempo que a gente aguardava ansiosamente, a semana inteira, as noites de domingo para assistir a melhor revista eletrônica da televisão. O Fantástico servia-nos até para consolar da dura semana que se aproximava, a começar da brava segundona. Era debatido nos recreios das escolas, nos cafezinhos dos escritórios e até nos pontos de ônibus. Vira e mexe, viam-se pessoas resenhando as mais chamativas matérias.
Fantástico era sinônimo de futuro, de ciência, de cultura e até de surrealidade. Honrava seu nome. Quantas matérias ele cobriu, como as missões espaciais, as descobertas de medicamentos contra temíveis doenças, as viagens culturais, os lançamentos dos grandes músicos brasileiros, os espetáculos circenses e ilusionismo. Quem não se lembra do Uri Gueller entortando talheres e consertando relógios à distância com a força do pensamento? E das descobertas de animais das regiões abissais dos oceanos, das expedições do Jacques Cousteau ou das descobertas de novas tribos indígenas sem contato com mundo?
Pautas interessantes, não faltam. A Revista Info (clique aqui para ver) deste mês, por exemplo, trouxe uma matéria super interessante de um cientista russo, Vladimir Mironov, que trabalha no Brasil e planeja fazer a bioimpressão. Ele quer imprimir em 3D cabelo em carecas e criar órgãos em seres humanos a partir de células vivas, por meio de computadores e robótica.
É uma pena hoje ver um programa, que podia se honrar de ser uma síntese comparável à Nat Geo ou Discovery, se perder por semanas a fio, nos acompanhamentos de dietas de “celebridades” obesas, escolha da Globeleza, "noticiar furos" do Big Brother, materinhas para promoção de artistas ou produções da emissora, sobre artistas que completam 40 anos e por aí vai. Até os quadros do Tadeu Schimdt que eram engraçados, tornaram-se enlatados e massantemente repetitivos, bem à moda do Mustela putorius furo, o furão.

É incrível como decaiu, ao ponto do programa concorrente da Record, o Domingo Espetacular, o ameaçar em audiência. Triste fim de uma grande editoria. Foi, foi fantástico.