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terça-feira, 20 de novembro de 2012

(Geral)

O resto é o resto

Articulista da revista Veja, J.R. Guzzo escreveu semana passada que “nada mais natural que depois de uma eleição para prefeitos e vereadores, ...cada um diga o que bem entender sobre o verdadeiro significado do que aconteceu, com os costumeiros cálculos para estabelecer ‘quem ganhou e quem perdeu’; deveria ser uma tarefa bem simples concluir que ganhou quem teve mais votos e perdeu quem teve menos votos, mas esse debate é um velho hábito nacional, e não vai mudar.”
Este é apenas um trecho do ótimo texto de Guzzo e que vale a pena ser conferido na última página da revista.

Legitimidade

A única coisa que legitima uma eleição são os votos. Ou seja, seu resultado oficial. No mais, a legitimidade pode ser ou não questionada e até confirmada ou anulada pela Justiça Eleitoral. O resto é opinião e nada mais do que isso.
Dizer que a eleição de Doutor Damon é ilegítima porque suas contas da campanha anterior não foram aprovadas corresponderia a dizer que a eleição de Antônio Carlos foi ilegítima porque nem todos gostaram do resultado.
Não se pode confundir o “eu acho” com a realidade dos fatos. O primeiro é princípio da democracia; o segundo é a garantia da própria. 

PENTE-FINO - 1 (BUEIROS QUEBRADOS)

(São Gonçalo do Rio Abaixo)

Conforme combinado, a partir de hoje, vamos expor alguns pontos críticos que precisam de imediata atenção da prefeitura. Senão me engano, são competências da Secretaria de Desenvolvimento Urbano, sob o comando de Andréa Ribeiro.

SÓ UMA RESSALVA...

Antes que as críticas aqui sejam tratadas no plano pessoal, cabem algumas ressalvas. Assim como ela, eu também já ocupei cargo de confiança numa área que detinha muito mais domínio e vontade de fazer, do que tive apoio e recursos, quando dirigi a TV Cultura de Itabira e não consegui, não por falta de vontade minha, reforço, fazer as reformas e investimentos como pretendia. Dentro do sistema público, os recursos, por maiores que sejam, são finitos e são disputados por dezenas de secretarias e um sem fim de propósitos políticos.

Com relação à secretária, já tive o prazer de trabalhar com ela no Cras e posso afirmar que é super dedicada e muito profissional no trato. Portanto, se a administração se unir e der apoio total à ela e sua equipe, com certeza, em poucos dias resolverão boa parte destes problemas aqui apontados.

PARA MAIOR SEGURANÇA, ELEVAÇÃO DE AUTOESTIMA 
E POR UMA CIDADE MAIS BONITA.

Com tanto dinheiro em caixa e uma cidade tão pequena, não há justificas plausíveis, após 8 anos de mandato, de entregar a administração com as ruas esburacadas, passeios e bueiros quebrados. São situações que colocam em risco as vidas das pessoas e enfeiam bem a cidade. Parte do que expomos aqui, parece ser de problemas de acabamento nas obras recém concluídas. De repente, quem sabe conseguem a correção gratuita, pelas empreiteiras que não atenderam com qualidade?

E mais, como sabemos, o grupo de situação perdeu a eleição na cidade. Portanto, aí está uma boa oportunidade de passar um pente-fino, para elevar a autoestima da população e melhorar a desgastada imagem, depois da tumultuada eleição. Que tal a dica?

Nesta primeira série, vou expor alguns bueiros quebrados, feitos de concreto armado. Definitivamente, em nenhuma cidade que vi este tipo de material ser empregado, funcionou adequadamente. O primeiro caminhão carregado que passar, quebra a grelha na hora. O ideal seria a substituição por grelha de aço. São vários pontos comprometidos, por toda a cidade. Exponho aqui alguns, mas, com certeza, há muitos outros.

Um dos bueiros quebrados, localizado no bairro Patrimônio.
Este aqui, por ironia do destino, situa-se em frente ao comitê de campanha
do candidato governista, Antônio Carlos (12-PDT).
Bueiro localizado na esquina da nova rua para o novo hospital,
em construção.
Bueiro da Avenida Central, próximo à Escola Estadual Manoel Gonçalves,
expõe crianças da pré-escola a riscos de acidentes.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

BRAVO!

(São Gonçalo do Rio Abaixo)


No dia 6 de novembro (clique aqui para reler), publicamos a foto da prefeitura de São Gonçalo em sua situação real, depois que um leitor se queixou da veracidade da postagem anterior, na qual publiquei uma foto do prédio todo limpo e com pintura nova, só que era de uma foto registrada em 2010.

Na verdade, quando publiquei a tal foto como se fosse atual, o passeio estava em reforma e o prédio bem sujo, com bastante lodo na fachada. Depois da bronca do leitor, então, a administração tratou logo de lavar e pintar a fachada. Em paralelo, já está instalando a iluminação de natal. Dentro de uns dias, se o tempo ajudar, a fachada estará novinha em folha.


Prédio da Prefeitura, depois de receber a primeira mão de tinta
e instalação da iluminação de natal.
E como as postagens nossas têm surgido efeito, a partir de hoje, faremos um registro para que aquela placa acima, colocada no passeio da prefeitura, faça parte da paisagem da cidade, para que façam o fechamento deste mandato, com chaves de ouro. Afinal, uma cidade com tamanha receita, que ostenta um dos maiores índices do Pib per capita, não combina com cidade mal cuidada. Não é mesmo?

Ao atento leitor e à administração, nossos parabéns e muito obrigado! 

Até amanhã, com novos pontos que precisam ser olhados.

domingo, 18 de novembro de 2012

MÁXIMA DO MAU ASSESSOR

E em tempos de definições dos times de primeiros escalões, que esta máxima não faça parte dos elencos que virão...


Que seja eterno, enquanto adule".
Veríssimo Andrade

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

A TRAIRAGEM E OS LIMITES DO PODER - IV

O QUE VEM POR AÍ

Apesar de já ter sido cogitado e ser bem aceito no grupo, quanto a ocupar cargos no governo do Damon de Sena ou de qualquer outro prefeito eleito nas cidades onde atendemos, adianto que não é de meu interesse, porque conflita com meu interesse profissional de manter minha produtora ativa, a qual completou 20 anos de atividades neste ano e que me rende muito mais, tanto financeiramente, quando profissionalmente. Não há cargos que compensem tamanha abnegação, de forma a expor minha empresa a um grande risco de perder mercado, duramente conquistado em duas décadas. Só mesmo em último caso, por curto prazo e olhe lá. Prefiro, na boa, indicar outros colegas.
Quanto à minha participação neste blogue, continuará de forma retilínea, apontando acertos e erros, de forma mais isenta possível. A quem duvidar, que percorra pelas postagens e comprove por si só.
Já da parte das relações profissionais, colocamos à disposição para redimirmos e repararmos quaisquer erros ou deslizes nossos, bem como de resgatarmos a boa relação de amizade e profissional que detínhamos, acreditando que todos estes problemas, ou ocorreram após ouvirem fofocas infundadas, ou foram fomentadas pelos calores das disputas políticas, pelas reações intempestivas e infantis.
Por fim, com relação à definição de quem será o futuro prefeito de São Gonçalo, diante dos 3 processos que tramitam na Justiça, contra os governistas, os quais tive acesso e vi as centenas de provas cabais de abusos de poderes econômicos e funcionais, acho muito pouco provável que um Juiz, em sã consciência e que preze pela sua reputação, não dê seu veredicto favorável à cassação do candidato eleito. E mais uma vez, não custa reforçar que, nem os atos falhos dos abusos e nem dos processos, foram ideia minha. Que assuma a prefeitura aquele que for, realmente, melhor para a cidade! De minha parte, tanto faz, porque tenho amigos em ambos os lados e não dependo da prefeitura para nada.

É isso aí. Fica assim.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

A TRAIRAGEM E OS LIMITES DO PODER - III

A POLÍTICA E A ÉTICA PROFISSIONAL

Os políticos têm que compreender que empresas sérias não têm ideologias partidárias, não têm siglas e não são braços políticos como cargos de confiança. Aposto que o Nozinho sabe disso e compreende perfeitamente, como bom empreendedor que é. Duvido que o colega Márcio Passos, fiel consultor de marketing do Nozinho, igualmente, confunda tal condição.
Da parte da nossa empresa, o que não fazemos é atender a dois clientes adversários concomitantemente, ao mesmo tempo, de forma a gerar conflito de interesses entre eles. E quando somos contratados, não repassamos informações colhidas durante os contratos, de um para o outro, de forma que exponha ou fragilize o cliente anterior. Só na campanha passada, por exemplo, sabia de pontos críticos do governo, que não os usamos. As abordagens e críticas adotadas foram todas daquele momento para frente, inclusive, no caso em questão, não negamos sequer os acertos ora conquistados, quando elogiávamos eles, devidamente acordados com o novo cliente.
Outro ponto absurdo: que poder é esse que me deram de alegarem que sou eu que detonei com a imagem do governo ou que consegui reunir umas 500 pessoas, para participarem de um ardente protesto contra o governo e contra o resultado da eleição, principalmente como “forasteiro” na cidade, que sou? Afirmar que sou a favor de manifestações pacíficas e dar cobertura ao evento, eu fiz, sim. Mas daí, acharem e acusarem que coordenei e que estimulei o protesto, há uma distância enorme. Jamais teria tal força de persuasão. Esse movimento foi, na essência, reflexo daquilo que o próprio grupo governista plantou na cidade, nos últimos meses. Uma mera reação popular das ações truculentas deles, durante a campanha. Bastava andar pela cidade, que se ouvia militantes e governistas apostarem numa vitória de 2000 votos de frente, por causa dos “votos de fora, transferidos por eles”, pressões e obrigações de fazerem campanha forçada em troca de benesses (há dezenas de casos de compra de votos sub judice) e promessas etc. Com efeito e resguardadas razões, boa parte dos são-gonçalenses sentiram-se trapaceados e que o destino da cidade deles “foi entregue para gente de fora”. Daí, imaginem eu, reles "forasteiro", ter tamanha força? Compreendem agora?
E já que instigaram para saber minha opinião a respeito, no caso em questão, sou contra a manifestação, apesar de defender todo ato democrático. É porque entendo não ser oportuno para o Buzica, por causa do risco de entrar um estranho no movimento, sem coordenação reconhecida, inclusive podendo ser um militante disfarçado da situação, e atacar contra o patrimônio público, sujando a reputação de quem pleiteava o governo, baseado numa maior moralidade. Se quebram uma vidraça do Centro Cultural, por exemplo, imagina em quem vão lançar responsabilidade? Claro que vão falar que foi "gente do Buzica", colocando abaixo a imagem bem construída.
Até a última exposição. 

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

AMEPI: SOB NOVA PRESIDÊNCIA

Hoje, a partir das 9 da manhã, aconteceu uma reunião com os prefeitos e vices eleitos, na Associação do Médio Piracicaba (Amepi), com a direção da entidade e membros da Associação dos Municípios Mineiros (AMM).

Segundo o levantamento da AMM, cerca de 80% das prefeituras terão novos prefeitos, vindos da oposição, apontando indícios que a maioria dos governos falhou e que o povo mineiro preferiu a renovação.

No seu discurso, Saulo Campos, prefeito reeleito de Catas Altas, foi muito feliz ao sugerir, para os prefeitos novatos, a mesma orientação que ele recebeu de seu pai, que já foi prefeito de São José do Goiabal, quando aconselhou seu filho, assim que assumiu a prefeitura de Catas Altas, que "fizesse seu governo com dedicação, sem roubar e que não deixasse ninguém roubar", porque, assim, sobraria recursos para realizar muitas obras e ganharia o reconhecimento da população. José Maria Repolês, prefeito reeleito de Dom Silvério e presidente da Amepi, endossou as palavras do Saulo, reforçando que esta é a receita para que consigam a reeleição e até a sucessão dos seus governos.

Novos prefeitos e vices eleitos para 2013-2016.

A reunião, que seria restrita à um tipo de prestação de contas, conhecimento e esclarecimentos sobre as atuações das duas entidades de suporte para as prefeituras, culminou com a eleição da nova presidência, graças ao bom quorum, ao consenso entre os prefeitos eleitos e ao prazo limite para a eleição, que fecharia no dia 30 próximo.  

A Amepi já auxiliou as prefeituras numa série de serviços de engenharia, arquitetura, aerofotografia, defesas de verbas e cursos de qualificação, ao longo de sua existência. Conta cerca de 18 prefeituras associadas, situação administrativa saneada, embora não detenha orçamento vultoso, e instalações amplas próprias, no bairro Aclimação, em João Monlevade.

Dois pré-candidatos se colocaram à disposição, mas ambos defenderam o consenso, para que a entidade não fosse exposta à rachas políticos. O prefeito reeleito, Fernando Rolla, de São Domingos do Prata, pediu a palavra e lançou seu nome à disposição. Damon de Sena, de Itabira, retificou que não era propriamente um candidato, porque tem muitos desafios pela frente no saneamento e reorganização da cidade, mas que poderia aceitar, após conhecer melhor a instituição e se fosse pelo consenso. De portas fechadas, os prefeitos e vices escolheram, por aclamação, o Fernando Rolla, para presidente, ficando para o Damon, recém-chegado à casa, o cargo de vice.

Da esquerda para direita: José Maria Repolês (atual presidente da Amepi e prefeito de Dom Silvério;
Fernando Rolla (futuro presidente da Amepi [2013-2014] e prefeito de São Domingos do Prata);
Damon de Sena (vice-presidente eleito da Amepi e novo prefeito de Itabira)
e Eduardo Quaresma (Diretor da Amepi). 

A TRAIRAGEM E OS LIMITES DO PODER - II

NOVOS FORNECEDORES, NOVOS CLIENTES

Há cerca de um ano para cá, notei o desinteresse do governo Nozinho com nossos serviços, cujos contratos foram, aos poucos, se extinguindo e foram se distanciando, à medida que abriam espaços para outros colegas de fora, sendo mais reforçados no plano contingencial, do ponto de vista de interesse deles. 
Direito incondicional deles, é claro, como clientes que são e que respeitamos plenamente. Eu, até que tentei descobrir e corrigir algum possível deslize da empresa, mas ninguém apontou qualquer falha. A partir daí, uma série de fofocas começaram a rolar na cidade, o grupo se desequilibrou, perdeu alguns apoiadores, mudou foco técnico para o político (predominantemente), caiu na insatisfação popular e reagiu da pior forma possível, com truculência e arrogância. Estava formado o cenário fértil para o crescimento da oposição.
Aí, no meio da campanha sucessória, enquanto me esquivava de atender ao outro cliente (Buzica), vi imagens de propriedade intelectual de minha empresa sendo repassadas pela assessoria de comunicação, para um desconhecido concorrente faturar com elas, sem autorização e sem créditos de direitos autorais. Assim, diante da ausência de contrato com eles, da recorrente falta de respeito aos direitos autorais nossos e da constante procura pelo candidato adversário, que deve gozar de mesmos direitos de atendimentos, como cliente potencial que é, resolvi atendê-lo, a partir do dia 02 de setembro. Daí, o rótulo recebido de "traíra". 
Já pensou se ao olharmos uma casa para comprar, a imobiliária não pudesse vender mais para ninguém, até que eu decida pela compra ou não, no dia que bem quiser? Ou pelo fato de ter costume de ir à um restaurante, gera o direito de mesa cativa e ninguém mais poder usá-la? No mercado aberto, existe reserva de domínio, sem pagar por isso? 

Chamarem-me de "oportunista" é até plausível e esta é uma das características mais marcantes de um bom empreendedor, embora nem tenha sido este o caso, vistas a ausência quase que total de recursos financeiros do novo cliente e a sua posição desfavorável nas pesquisas, na ocasião que aceitei o contrato. Por isso, não me ofenderia e sentiria até envaidecido se puder ser enquadrado como "oportunista". Mas “traíra”, não sou e não foi o caso. Que direito tem um cliente de exclusividade de atendimento, sem pagar pela disponibilidade extra e sem contratar tal condição?
Segue na próxima postagem. Até quinta-feira!

terça-feira, 13 de novembro de 2012

A TRAIRAGEM E OS LIMITES DO PODER - I


CACHORROS VIVOS
Há dias, venho recebendo informações, repassadas por colegas da imprensa, de que funcionários de confiança do governo do Nozinho (São Gonçalo do Rio Abaixo) têm alegado que sou traíra. Numa das tentativas de execração, atribuíram autoria minha na coordenação da manifestação popular, contra os resultados da eleição passada, ocorrida no feriado do dia 12 de outubro, quando fecharam a BR-381, tornando-se notícia estadual. Por fim, chegaram a sugerir para que Damon não me inclua no futuro governo.
A alegação desses "conselheiros" inconformados, de que eu fui antiético e oportunista, se deu pelo fato de eu atender à campanha do Luzimar (Buzica) da Fonseca, em São Gonçalo, depois de anos de atendimentos para o governo do Nozinho. Para quem desconhece a realidade, é uma meia verdade fácil de pegar corpo. Primeiro, porque é verdade que fiz bastantes trabalhos de fotografias, vídeos e multimídia para o governo. Entretanto, não era nada além de um prestador de serviços contingenciais e mero simpatizante da sua profícua gestão, nunca tendo participado do governo com cargos de confiança, consultoria ou conselhos. Nozinho nunca teve qualquer obrigação, nem partidária, nem política comigo. Ele apenas contratava os serviços que interessavam e eu os executava com iguais comprometimentos, que sempre dediquei a todos os 105 clientes institucionais da HS-Pro. Só isso.
Então, recordei-me do final do ano de 2008, quando semelhantes ataques sofreu nosso colega de blogue e parceiro Márcio Passos, quando alegaram, levianamente, que ele havia "vendido a campanha do Damon para o grupão". Naquela época e até hoje, tanto eu, quanto Damon, entendemos que esses "conselhos" são típicos ataques estratégicos, vindos dos adversários que perderam terreno ou prestígio, para afastar potenciais adversários, ou afastar aqueles que bem lutaram a favor dos seus clientes e que conseguiram bons resultados. Afinal, ninguém chuta cachorro morto. Não é!?
Esta defesa continuará na próxima postagem. Até amanhã.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

STATUS QUO - IV

(São Gonçalo do Rio Abaixo)

Outro interessante investimento da cidade, tanto do ponto de vista de resgate histórico, quanto da possibilidade de turismo religioso, é a construção do Memorial do Padre João. Estavam previstos um prédio, que deverá ser destinado à aulas de música, e uma estátua de concreto, com mais de 10 metros de altura. A ideia era que sua imagem fosse vista de toda a cidade, com o santo padre abençoando a população.

Esta obra faz parte daquele "pacotão dos 64 milhões de reais" em obras, lançado pela prefeitura , no início de 2011. Chamou-me a atenção a precisão do artista plástico, na modelagem da sua face, já nos primeiros trabalhos, ainda longe de estar concluído. Numa visita à obra, fui informado que a estátua é assinada por Genésio Moura, conhecido por Ceará, que é autodidata, natural de Fortaleza, pai do Markus, que atua na equipe local. Ceará já assinou outras estátuas pelo país afora, inclusive a do Pelé, em Três Corações.

Entretanto, estranhei um pouco a localização da estátua, por parecer que será pouco avistada pela maior parte da cidade. Parte do problema se dá por não ser um dos mais altos pontos da cidade, somado ao recuo de uns 40 metros da face do platô, coberto por vegetação. 

O Cônego João José Marques Guimarães (1890-1984), popularmente conhecido como Padre João, foi pároco na cidade por muitos anos. Era rigoroso nos mandamentos católicos, cujas lições e sermões são, até hoje, relembrados pelos veteranos amigos e devotos. Mais do que ter sido um pároco, Padre João é reconhecido como milagreiro, cujas graças já renderam agradecimentos de vários fiéis seguidores, curados de câncer e outros males, de várias cidades e estados do país. Parte de sua história foi matéria em várias revistas e jornais do país, quando era vivo, como O Cruzeiro.
Imagem restaurada a partir de um busto e um figurante,
modelado digitalmente, sob supervisão e depoimentos de populares contemporâneos.
Ao fundo, a estrutura metálica da estátua,
com a base onde será instalada depois, em primeiro plano.






Igreja do Rosário, no centro da cidade, com detalhe da cabeça da estátua, ao fundo.
Depois de pronta e ser instalada sobre a base, deverá subir uns 6 metros.
Para ser avistada da cidade, será ainda necessário o corte da mata.