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segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

FOI FANTÁSTICO

(Geral)

Há produtos no mercado que não mudam.
Recordo-me quando a Gessy Lever, hoje Unilever, comprou a Kibon por 930 milhões de dólares em 1997. O elevado valor, segundo o portal Exame, foi atribuído justamente à força e ao prestígio da marca entre os consumidores. Segundo as especulações na ocasião, as avaliações de todo o patrimônio da Phillip Morris (dona da Kibon na ocasião), incluindo logística, fábricas, equipamentos, escritórios etc. alcançava a metade do valor fechado. Só que, para terem direito de explorar as marcas Kibon e Chicabon, o valor dobrou. 
Por mais absurdo que pareça, penso que não temos direito de questionar o valor. Afinal, o Chicabon, hoje com 66 anos de idade, preserva o mesmíssimo sabor, textura, cor e cremosidade dos tempos que saboreávamos às beiras das praias do Brasil. E não é só a receita do Chicabon que se manteve intacta. O leite condensado da Nestlè, o guaraná Antártica, a Coca Cola e alguns outros tradicionais produtos permanecem fiéis.
Já outros, lamentavelmente, não. O programa Fantástico da Rede Globo, por exemplo, tem decaído bastante. Suas pautas tornaram-se vazias e fúteis. Sou do tempo que a gente aguardava ansiosamente, a semana inteira, as noites de domingo para assistir a melhor revista eletrônica da televisão. O Fantástico servia-nos até para consolar da dura semana que se aproximava, a começar da brava segundona. Era debatido nos recreios das escolas, nos cafezinhos dos escritórios e até nos pontos de ônibus. Vira e mexe, viam-se pessoas resenhando as mais chamativas matérias.
Fantástico era sinônimo de futuro, de ciência, de cultura e até de surrealidade. Honrava seu nome. Quantas matérias ele cobriu, como as missões espaciais, as descobertas de medicamentos contra temíveis doenças, as viagens culturais, os lançamentos dos grandes músicos brasileiros, os espetáculos circenses e ilusionismo. Quem não se lembra do Uri Gueller entortando talheres e consertando relógios à distância com a força do pensamento? E das descobertas de animais das regiões abissais dos oceanos, das expedições do Jacques Cousteau ou das descobertas de novas tribos indígenas sem contato com mundo?
Pautas interessantes, não faltam. A Revista Info (clique aqui para ver) deste mês, por exemplo, trouxe uma matéria super interessante de um cientista russo, Vladimir Mironov, que trabalha no Brasil e planeja fazer a bioimpressão. Ele quer imprimir em 3D cabelo em carecas e criar órgãos em seres humanos a partir de células vivas, por meio de computadores e robótica.
É uma pena hoje ver um programa, que podia se honrar de ser uma síntese comparável à Nat Geo ou Discovery, se perder por semanas a fio, nos acompanhamentos de dietas de “celebridades” obesas, escolha da Globeleza, "noticiar furos" do Big Brother, materinhas para promoção de artistas ou produções da emissora, sobre artistas que completam 40 anos e por aí vai. Até os quadros do Tadeu Schimdt que eram engraçados, tornaram-se enlatados e massantemente repetitivos, bem à moda do Mustela putorius furo, o furão.

É incrível como decaiu, ao ponto do programa concorrente da Record, o Domingo Espetacular, o ameaçar em audiência. Triste fim de uma grande editoria. Foi, foi fantástico.

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