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sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

O problema ainda não existe.

Tem horas que acho que sou mesmo um bocoió, tenho sangue de barata ou coisa que o valha porque os atuais dirigentes do município fazem e desfazem da cidade e não se consegue uma resistência significativa pra barrar suas arbitrariedades. São tantos os exemplos sempre com uma desculpa para justificar o desmando que acaba ficando por isso mesmo.

De duas uma, ou continuamos nesta mesmice de pasmaceira ou reagimos com perseverança. Não é fácil, eu sei, mas temos que criar a resistência pra obtermos uma mudança nos rumos de Itabira.

A história do aumento da água ainda não acabou, a do outdor continua, a do aumento das passagens de coletivo público ainda não começou, a da falta de assistência médica no município está prestes a virar pó. Mas desta quero alertar.

É que no dia 06 de dezembro reunimos vários farmacêuticos e proprietários de farmácia juntamente com representantes da CDL e ACITA, na sede dos lojistas, pra fazer um pequeno debate das conseqüências que poderemos ter com a proibição da venda de antibióticos sem receita médica. A conclusão básica é que o município não está preparado para receber o volume de pacientes que provavelmente buscará um médico para avaliar sua doença. Os PSF’s não estão conseguindo atender nem a atual demanda, quanto mais agora que não se pode mais comprar um antibiótico sem a receita. Ficou bem claro para todos que ninguém defende a venda arbitrária de antibióticos, mas que precisamos ter como orientar a população a buscar uma assistência pública de saúde. Para isso solicitamos uma reunião com o Secretário de Saúde, o Sr. Alcides Escolástico, para que ele possa nos dar uma posição de como anda nossa assistência de saúde e o que o governo tem feito para contornar esses problemas de falta de médico e de assistência.

Pois bem, a reunião aconteceu dia 23/12/10 as 16h no auditório da SMS por conta de um ofício expedido pela Associação dos Farmacêuticos de Itabira.

Nesta oportunidade tive espaço para enfatizar vários questionamentos dentre eles os seguintes: 01)Como a estrutura de saúde atual vai atender a demanda de pacientes, considerando que serão por mês, em média, 17500 antibióticos que deverão ter receitas obrigatoriamente? 02) Aquelas pessoas que procurarem as farmácias diante de um quadro de infecção, para onde os farmacêuticos irão encaminhá-las para terem a devida prescrição médica?

Daí vieram as respostas do Sr. Alcides: “O problema ainda não existe”, disse ele.” Temos 28 PSF em pleno funcionamento e apenas dois, os de Carmo e Ipoema com problemas que já serão resolvidos”. E continua: “Portanto, os farmacêuticos deverão encaminhar os pacientes aos PSF’s”.

Então o que poderia concluir é que a cidade está a mil maravilhas com relação à assistência médica pública e que não devemos nos preocupar com isso. Poderíamos concluir que todo mundo que procura o PSF encontra um médico que o atende prontamente. Que maravilha é a nossa cidade!!!

5 comentários:

  1. seja bem!!!
    queria te agradecer por colocar os interesses da população em detrimento dos interesses dos donos de farmácia como vôce!!!!
    assinado: papai noel

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  2. Pelo que sei esta é uma lei FEDERAL e não municipal, me parece que quem vai perder é os donos de farmácias da cidade que prescrevem antibióticos aos seus clientes.

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  3. Essa lei federal tem boa razão de existir sim, porque o uso indiscriminado de antibióticos faz com que os causadores de doenças e infeccções se acostumem e não façam mais efeito. Isso é um fato.

    Outro fato é que os donos de farmácia perdem negócios sim. Por dois motivos: porque os maus farmacêuticos deixam de vender remédios sem maiores necessidades e porque os bons farmacêuticos deixam de vender e atender à população que, realmente, precisaria dos medicamentos, num universo em que o sistema de saúde não dará conta de atender às consultas.

    O Edilson, pelo que conheço bem e posso garantir, faz parte da boa legião e se mostra preocupado é com os resultados do cumprimento desta lei. Vai ficar muita gente sem atendimento ou os farmacêuticos não cumprirão com a medida...

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  4. Muitos farmaceuticos há alguns anos, brigavam para que o "Seu Zé" lá da Mata Grande não vendesse Dipirona em seu buteco, sem se preocuparem com a população do local, sem carro, estrada, moto, cavalo, nada para os tirarem de lá para vir a cidade comprar remédio em Farmácia com profissional responsával. Agoras eles querem que o Município dispense a receita do antibiotíco. Contraditório, não???...

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  5. Pode parecer contraditório, mas o que defendo é que TODA farmácia deveria ser pública com distribuição gratuita de medicamento mediante uma receita prescrita por um médico que tenha atendido gratuitamente pela rede pública. Não questiono a resolução (RDC44-ANVISA)que vem colocar ordem no aviamento de receitas e barrar a empurroterapia. Questiono sim é a competência de nossos governantes no que diz respeito à assistência médica que não dão de forma digna. Toda hora encaminho alguem ao PSF que volta dizendo que não tinha médico, ou que o médico já foi embora, ou que está de férias ou fazendo um curso e não tem substituto, ou que o PSF já fechou, ou que já acabaram as fichas, etc, etc, etc... e não posso fazer nada. Ou melhor. tenho feito. Me propuz a levantar as questões, não só as da saúde, mas tantas outras, à população para que possamos reivindicar mehores atitudes daqueles que elgemos ou elegermos políticos mais comprometidos com a população.

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