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segunda-feira, 24 de junho de 2013

MAIS DOIS CASSADOS POR COMPRA DE VOTOS

(Geral)




Na última quinta-feira (20), a Corte Eleitoral confirmou a cassação do prefeito eleito do município de Água Boa (Vale do Rio Doce), Elimárcius Lacerda da Costa (PPS), e seu vice, Jairo Martins (Dem), por 4 votos a 2, por causa de “abuso de poder econômico e captação ilícita de sufrágio” (compra de votos).

Além da cassação, eles foram condenados a multa de 1 mil UFIRs e inelegibilidade por 8 anos. Como eles obtiveram 50,65% dos votos válidos, o TRE determinou que seja realizada nova eleição no município, a ser marcada.

Segundo o sítio oficial do TRE (clique aqui para ver), a Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) formulada pela coligação concorrente que ficou em segundo lugar, o prefeito e o vice teriam transportado eleitores para comícios, distribuído cervejas em eventos, doado camisetas vermelhas e fornecido comida a eleitores. 


OUTRAS CASSAÇÕES E ABSOLVIÇÕES NO ESTADO

Em Barão de Cocais, por exemplo, o prefeito e vice também foram cassados na semana passada, por causa de contratação de pessoal para educação e saúde em período eleitoral, que o ex-prefeito Abade entendeu ser essencial para o município, mas que a Justiça Eleitoral (em primeira instância) defendeu ser abusiva. 

Em maio, o TRE-MG cassou a prefeita de Matias Lobato por dupla filiação e o prefeito de Juvenília, por ter prorrogado o contrato de limpeza pública com uma empresa, em troca de 8 votos. Ainda em maio, o TRE-MG reverteu as cassações dos prefeitos e vices de Gonzaga, Malacacheta, Vermelho Novo, Chalé e Verdelândia.

Em abril, foram cassados os de Rio Pardo de Minas e revertidas as de Serra dos Aimorés. Em março manteve as cassações de Corinto e Senhora do Porto, mas absolveu os de Mirabela, Capela Nova e Pirapora.


TEMPOS DE PENTE FINO?

Como podem observar, alguns motivos das cassações pareciam nem ser tão graves, como outros casos bem piores já vistos e comprovados pelo Ministério Público nas cidades vizinhas, mais próximas da capital e com bem maior aporte econômico. 

Outra constatação, de caráter meramente estatístico, é que havia uma tendência  maior de absolvição, nos meses passados. Números estes que passaram a apontar para menores tolerâncias em junho, após barrarem os de Água Boa e de Barão de Cocais e não registrarem nenhuma absolvição até o momento. 

A expectativa é que a tolerância da Justiça Eleitoral ganhe outro fôlego e passe a ser mais rígida. Imagino que, desde as recentes manifestações populares que contagiaram o país, em busca de maior Justiça e contra a corrupção, definitivamente não é hora de brincar com a paciência do brasileiro, que revelou-se a ir contra até sua paixão nacional: o futebol. 

Um comentário:

  1. É muito estranho, o prefeito de Barão de Cocais foi cassado por tão pouco, e em São Gonçalo era muito grave que a situação já tinha certeza da condenação, pois os 03 promotores tinham pedido a cassação do prefeito no processo, é muito estranho mesmo, será o que aconteceu?

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