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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Os jornalistas nota dez(classificados)

Várias contagens indicam Itabira como a cidade com mais títulos de jornais por habitante. Além destes 30 títulos, existem seis “rádias”, três empresas de outdoor, quase dez sítios de internet (portais e blogues) e algumas empresas de confecção de faixas, placas, gráficas, não esquecendo a TV “tortura”.

Com o vultoso orçamento para propaganda da Prefeitura Municipal - R$1,4 milhão - e outro tanto da Câmara de Vereadores, pelo menos dez dos desclassificados jornais foram cooptados pelos órgãos públicos a deixarem tudo em banho maria para não incomodar o doutor prefeito em sua ignominiosa administração tacanha desde o primeiro mandato.

Estes mesmos, que se aproveitam do erário público, que convivem tão bem com o atual sistema político que vem sendo adotado há mais de uma década em Itabira, o tal “grupão”, deveriam ser os primeiros a encabeçar a campanha para a efetiva utilização da “Casa do Brás” em benefício dos próprios jornais, considerando que esta Casa será reaberta como uma mera escola de música a ser gerida pela FCCDA (Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade) e não como Centro de Imagem e Línguas, atividade esta que seria muito mais proveitosa naquele espaço.

Neste paradoxo, a boa música não existe sem a boa poesia e os jornais não deveriam existir sem bons redatores, sendo que os mesmos não são suficientes para atender a pseudo demanda e muito menos os ditos trinta jornais contratam redatores e corretores ortográficos para seus periódicos.

Músicos, Itabira tem muitos (amadores e profissionais), nenhum com o nome relevante no cenário estadual e muito menos no nacional e boa parte deles, como é sabido, estudou nas bandas de música ou em casa.

Poetas há muito mais e considerando a relevância mundial, em seu contexto, não há como fazermos um mínimo de comparação com os músicos, além do que a criatividade individual é muito mais fácil de ser apresentada do que a coletiva.

No que concerne à fotografia, são vários os itabiranos que dominam esta arte, muito deles com relevância estadual e mesmo nacional, sem contar a figura do próprio Brás Martins da Costa, que dá o nome à Casa, um dos primeiros fotógrafos a atuar no Brasil, com trabalho de alta qualidade, também ele redator e editor de jornais.

A imagem hoje não é um simples clique da máquina fotográfica, vai muito além disto e das muitas imagens capturadas por aparelhos de celulares que vêm sendo expostas nos periódicos e portais eletrônicos, patenteando a enorme carência de escolas vocacionadas para o ensino da imagem (fixa ou em movimento) e da escrita.

Existindo tantos outros locais mais apropriados para albergar mais uma escola de música em Itabira, parece-me que a Casa do Brás deveria fazer justiça à história de vida de quem buscou e encontrou uma nova tecnologia para apresentar a sua arte.

2 comentários:

  1. Trintas jornais em Itabira diz o Mauro Moura. Eu pergunto se tem algum que presta?

    Noé do Campim Cheiroso.

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  2. Noé, eu também gostaria de saber isto.

    Mas, tem um dado que seria muito interessante e o secretário de comunicação da prefeitura não aproveita (não foi por falta de falar com ele), é que como eles repartem aquela poupuda verba da publicidade com boa parte destes trinta jornais, além do Diário de Itabira eles conseguiriam ter pelo menos a cada dois dias um jornaleco destes a divulgar as desfaçatezes desta administração porca que teremos de aguentar até o ano que vem. Para isto bastava o Fernando, não o Martins mas o Silva, dizer qual o dia que cada jornal teria de sair nas ruas.

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