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sábado, 2 de março de 2013

DENÚNCIA SOBRE A FLUORETAÇÃO DA ÁGUA

VEREADOR ATUANTE
A semana fecha de forma muito proveitosa para o vereador Bernardo Mucida, após levantar a denúncia de que o Saae-Itabira havia interrompido com a fluoretação da água desde o ano passado.
Em todos os comentários e artigos que li, Bernardo se posicionou firme no propósito original de defender a qualidade de vida da população, de forma bem ponderada,  acometida e com os pés no chão, como deveria ser diante do tema fora do domínio dele e comum, por se tratar de tema complexo da área de saúde pública.

IMPRENSA POLEMIZA
Entretanto, na busca de queimar logo (aí não entendi bem se o alvo era o governo anterior, o atual ou a direção da autarquia que mantém o diretor do governo anterior), boa parte da imprensa tratou logo de inflamar o tema, botando pilha no assunto.

OPA... COMO ASSIM?
No primeiro momento, eu cheguei a elogiar a luta do meu amigo, entendendo que o flúor é indispensável no combate às cáries, até que vi um depoimento do respeitado engenheiro da autarquia, Jorge Borges, para o portal da Defato Online (clique aqui para ler), alegando que a interrupção ocorreu porque era desnecessária a aplicação dele, uma vez que vários produtos consumidos usualmente já vinham com este composto químico.
Esta colocação levantou a primeira lebre sobre a viabilidade de retornar com a aplicação.

BERNARDO E SEUS SIMPATIZANTES MARCAM CERRADO
Então, na quinta-feira, às 10:55 da manhã, Bernardo postou outra defesa: “...Pesquisando sobre o tema, percebo que a fluoretação não é imprescindível para tornar a água potável, contudo, é a principal política pública para prevenção de cáries. Considero fundamental reativar a fluoretação pois Itabira não pode prescindir desta importante política pública, especialmente porque a parcela da população mais prejudicada são as crianças de baixa renda”.
Tal postagem caiu imediatamente na graça dos internautas, chegando a mais de 230 cliques no tinindo do “curti”, do Facebook.

SERÁ QUE É ISSO MESMO?
Já na coletiva com a imprensa ocorrida na tarde da quinta-feira passada, o atual diretor do Saae, Jacir Primo, defendeu que há estudos que denunciam que o uso de fluoretos são nocivos à saúde, mas que se for comprovado que não faz mal à saúde, poderia retornar com a aplicação dele em 30 dias, não colocando qualquer empecilho em atender bem à população.
Ao ouvir, isso, Damon de Sena, prefeito de Itabira e respeitado médico na cidade, levantou-se e se opôs à proposta, defendendo que é apontado como cancerígeno e que trata-se de um veneno. 
Aí, hoje à tarde, ao dar uma rápida corrida nas dezenas de comentários sobre a polêmica, li um comentário do engenheiro Márcio M. Sampaio* pedindo que assistíssemos ao vídeo anexo à esta postagem. “Este documentário ajuda a esclarecer sobre o assunto” - pediu ele de forma discreta e respeitosa. Assistam e tirem suas próprias conclusões.
Em outro comentário, Márcio deu outra contribuição ao tema, ao postar uma série de países nos quais a fluoretação é proibida ou foi suspensa, dentre eles, Alemanha, Áustria, Bélgica, China, Dinamarca, Finlândia, França, Holanda, Hungria, Irlanda do Norte, Luxemburgo, Noruega, República Tcheca, Suécia e Japão. Fonte: O Arquivo (clique aqui para ler).

A FLUORETAÇÃO NA ÁGUA DE CONSUMO 

É APONTADO COMO ENVENENAMENTO EM MASSA!
Portanto, a questão do flúor combater cáries, não é bem assim e não há evidências comprovadas que possam atestar a prescrição científica dele na água para consumo humano, sem que seus efeitos colaterais tornem-se mais nocivos à saúde humana e ao meio ambiente.
Trata-se, segundo o documentário e diversos estudos disponíveis na internet, de uma prática perversa da indústria do fosfato, para dar destino à efluentes altamente tóxicos para a população ingerir deliberadamente, diferentes dos fluoretos presentes na natureza, produzidos à base de ácido hexafluorsílico e silicofluoreto de sódio.

MORAL DA ESTÓRIA
Contudo, não podemos acusar ou mesmo desprestigiar a atuação do vereador Bernardo Mucida, que apenas mostrou-se atento ao bom andamento dos serviços públicos e bastante comprometido com a população. Principalmente, por seu acometimento nas críticas, interpretadas erroneamente num oba-oba danado por um segmento da imprensa, que começa a se mostrar de oposição, provavelmente porque as tetas secaram e/ou porque a prefeitura encontra-se sem contrato com agência de propaganda, impedindo ela que distribua os usuais anúncios publicitários.
Com certeza, Bernardo fez o papel dele e, de certa forma, a imprensa também cumpriu com o papel de divulgar, só que errou ao colocar pilha, numa tentativa de criar um desgaste na relação entre o vereador, que pertence à base do Damon, e o governo.
Já por parte da população, dos duzentos e tantos cliques de “curti”, muito provavelmente apenas reagiu como deveria, diante do cenário dos inúmeros atos de desgoverno das gestões passadas, recentemente denunciados, somados à desconfiança natural da população com relação à equipe, pelo fato de parte dela ter sido mantida na autarquia. Imagino ser aquela estória do gato escaldado...

Agora, se depois de lerem todas estas informações e se for confirmado que trata-se de envenenamento em massa e ainda resistirem alguns defensores da fluoretação, vou acabar confirmando que tem gente agindo de má fé ou o consumo deste veneno fez mesmo mal à saúde deles. Uma coisa é criticarmos erroneamente o que não conhecemos. Já insistir num erro...

* Havia entendido que o comentário fosse do artista plástico e escritor Márcio Sampaio, ex-superintendente da FCCDA, depois que vi o nome (homônimo) e conferi a foto de perfil dele, na qual constava uma foto do Charles Chaplin, mas não era ele. Perdôem-me pelo equívoco. É um primo dele.

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