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segunda-feira, 25 de março de 2013

QUER APOSTAR?

A reunião de quinta-feira passada na Câmara Municipal de São Gonçalo do Rio Abaixo prometia e o clima era de tensão total. Segundo informações, o governo convocou os principais defensores (secretários municipais e assessores), que lá compareceram. Praticamente todos servidores da câmara também foram destacados. Mais dois 'jornais', sendo um de Monlevade e outro da cidade; familiares da "presidenta" de plantão e câmeras gravando o tempo todo. Os lábios estavam secos e tesos.

O zunzunzum era que a oposição faria um manifesto público contra as últimas arbitrariedades ocorridas na reunião anterior (14/3), quando aumentaram os salários dos servidores em 12%,  só que contendo uma cláusula absurda de só darem a gratificação de final de ano "pra quem for bonzinho e amigo do coronel", como  entenderam os indignados servidores da cidade. Sem falar da exoneração da assessora parlamentar do único vereador de oposição, feita pela "presidenta", por perseguição e intolerância à democracia, sem sequer consultar oficialmente o vereador, numa quebra de decoro ou de ética.

Pois então, começa pontualmente a sessão com a casa cheia, sendo a absoluta maioria de oposição. Todos tesos. Plenário silencioso, em total cumprimento do terrível regimento interno deles, que não permite manifestações e que só dá direito ao uso da tribuna popular mediante requerimento e aprovação prévia, como tentativa de cercear o direito das pessoas à livre manifestação do pensamento, tal como prevê a Carta Magna brasileira - A Constituição Federal - que situa-se bem acima do tacanho e mísero regimento interno deles, tanto em lastro de poder, quanto em evolução democrática.

Para a surpresa dos governistas, a população não gritou, não xingou e nem vaiou. Comportou-se, reforço, estranhamente super bem. Um senhor tapa de luvas, bem dado, na lata. Apenas uma faixa silenciosa, mas cabal, nocauteou aquele que tivesse o mínimo de dignidade e caráter. Estava lá no fundo, empunhada por dois solidários defensores do bem comum.


Ao contrário do que se imaginou, não houve articulação da oposição, que não combinou nada e com ninguém. Apenas se fez presente aquele que quis, de forma livre e espontânea. Só que mais que suficiente para lotar o plenário com perfeita e assombrosa organização.

Ao final, suspiros dos governistas, com um longo, mas provisório "ufa", permeados de sorrisos dúbios, como se perguntassem: -"Uai, não fizeram quase nada. Será que nossa presença intimidou eles?". Então, a "presidenta", sem o mínimo de constrangimento, fecha a sessão com a frase pronta, redigida sobre sua mesa, que foi gravada em perfeita sincronia com os seus súditos, alegando democracia: "...esta casa é a casa do povo e estará sempre aberta para a população... ".

Pode até ser que as últimas lições tenham lhe ensinado e a partir de então, a casa passe a respeitar os cidadãos, que pagam-lhes os polpudos salários com os suados impostos. Pelo sim, pelo não, vale a pena continuarmos a frequentar esta "casa do povo" e monitorarmos todos os passos, aprovações de projetos e fiscalizações que ainda não os vi fazer. Será que vão descobrir esta obrigação algum dia? Como podem ver, a luta precisa continuar.

Como os "jornais" que se vendem ainda pecam por trazer "notícias" atrasadas, sou capaz de apostar que chegarão, depois desta cobertura do nosso blogue, com manchetes mais ou menos assim:

"Câmara de São Gonçalo é exemplo de democracia".
Quer apostar?

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