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sábado, 5 de novembro de 2011

O QUE É A IMPRENSA?

A verdadeira imprensa, seja ela falada, escrita ou televisiva tem como missão relatar os fatos e acontecimentos, tomando o cuidado de sempre ouvir as partes envolvidas.

A população necessita inteirar-se do que ocorre e como “ocorre” e por que “ocorrem” os fatos do cotidiano.

Os gestores públicos e personalidades públicas, quando abraçam essas atividades, sabem que estão expostos e que servem de modelos aos jovens em formação.

Quando a imprensa cumpre o seu papel, traz contribuições ao desenvolvimento do meio, mas quando se curva aos interesses imediatistas de grupos, oligarquias, etc. sempre atuará de forma tendenciosa e consequentemente duvidosa.

Parafraseando o Januário Carneiro, fundador da Rádio Itatiáia: “vendemos espaço publicitário, não vendemos nossa opinião”. Isso mostra uma visão à frente dos tempos, pois a imprensa para ter credibilidade; não pode fugir de sua missão.

No Brasil, em Minas Gerais e, especificamente, em Itabira, temos visto a imprensa desvirtuar-se de sua missão e compactuar-se com os desmandos, com as falcratuas, com a corrupção.

Quando se criticam ideias e ações tomam como afronta e desencadeiam uma avalanche de ataques, perseguições, tentando desmoralizar os “não coniventes” com suas práticas e atitudes.

Temos visto uma imprensa que, além de noticiar os fatos, toma descaradamente partido e, ainda, tenta de toda maneira influenciar a população, como se ela não tivesse condições para discernir entre o “certo” e o “errado”, o que “se pode” e que “não se pode”.

Isso ocorre porque são sustentadas e mantidas pelos poderes constituídos que a cada ano “gastam” fortunas em publicidades (para manterem-nas sobre controle ou por que estão vinculadas a “coronéis” e “cartéis” que só defendem seus escusos interesses).

A imprensa séria será aquela que conseguir manter-se sem as publicidades públicas e criar mecanismos outros de autossuficiência, preservando a “ética”, a “moral”, a “honestidade” e a “honrabilidade”.
Imprensa séria jamais se curva aos interesses públicos e imediatistas.

6 comentários:

  1. Descordo totalmente. Acho muita hiprocisia achar que a prefeitura não tem interesse em divulgar sua ações atraves de publicidades e releaes. É fingir de bobo ignorar que os orgaos publicos nao tem necessidades de comunicacao, não só com mídia, mas prefeituras precisam de criação e planejamento de material impresso, precisam de serviços de fotografos, etc.... Acontece que nenhuma empresa de comunicação será 100% isenta, é o mesmo que nascer um ser humano perfeito. Devemos acompanhar as mídias que não façam politicagem ou jogo sujo.... Basta olharmos pra monlevade e vermos que estamos muito bem em Itabira! Lembrando, ninguem é obrigado a nada e devemos zelar pela liberdade editorial. abraços Décio!

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  2. Caro Anônimo,

    É verdade que isenção total é utopia. Nenhum de nós é 100% isento. Temos opiniões e sentimentos. O que nos distingue é a boa ou má fé e sensos de bens individuais ou comuns, além dos pesos que damos para cada um destes dois lados, é claro.

    Como é também verdade que os órgãos oficiais têm que comunicar seus feitos. Aliás, é obrigação legal, sabia?

    Como parte do mercado de comunicação, sei o quanto é difícil sobreviver neste fio de navalha e reconheço que precisamos da publicidade, que é (ou deveria ser a única) mantenedora da área de jornalismo.

    A questão central, que sempre defendi, inclusive quando fui diretor da TV Cultura, é separarmos editorial, do espaço publicitário. O editorial deve ser o mais livre possível, com responsabilidade e total senso ético. As notícias devem primar, ao máximo, pela isenção. As opiniões, nem tanto, até porque, ao expô-las, tomamos algum partido. O único espaço para as notícias é no jornalismo. Já os espaços publicitários podem ser ocupados por quem se interessar em vender o que quiser. Na ocasião que dirigi a TV, fechei com o prefeito que não abriríamos mão do editorial dos programas da TV, mas que colocaríamos quantas propagandas (Vts) quisessem no ar. Tanto é que eram comuns
    matérias ouvindo todos os políticos e cidadãos de oposição.

    O que não cabe e não é legal é vermos veículos e agentes de comunicação venderem suas “opiniões”, de acordo com os “cachês” que recebem, negociando editoriais e “notícias”, em troca de grana suja, principalmente quando envolve assassinatos morais de cidadãos, tais como assistimos, há anos, bancados pelas assessorias de comunicação da prefeitura e da câmara de Itabira, por razões escusas e inconfessáveis, via programas de rádio, TV e “jornais”. Aliás, ética deve e tem que ser 100%, tanto no jornalismo, quanto na publicidade ou em qualquer outra profissão. Eu, por exemplo, me recuso a prestar serviços que agridam meus princípios morais.

    Há muito o que melhorar na imprensa itabirana, principalmente no que tange a banirmos o sensacionalismo por "ibope" e não darmos atenções para os canais apócrifos ou para os órgãos assinados, mas com pretensões escusas ou sacanas. Tal como entendo que devemos banir os políticos que se prestaram a “patrocinar” esse tipo de mídia irresponsável e imunda. Daí, na parte que me cabe, a minha ausência de isenção e reações.

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  3. Concordo plenamente com as colocações do querido Fernando Martins. Em Itabira, há verdadeiros criminosos que ganharam status de pessoas de imprensa. Eles acham que fazem jornalismo, mas na verdade o que fazem é enganar os bobos de plantão. Mais do que "vender" a opinião, eles inventam fatos e notícias - tudo em prol de interesses imundos. A culpa disso é, sem dúvida, das prefeituras que os sustentam (a de Itabira é a principal, mas há outras também). É uma pena não poder citar, mas é fácil discernir quem são eles. Basta abrir o jornal, entrar no site ou escutar o programa e ver a quantidade de patrocinadores/anunciantes. Não há empresas sérias e conhecidas anunciando: só órgãos públicos e um ou outro comercinho de meia tigela. Outro ponto que ajuda a identificar é a estrutura: há jornalistas na equipe? Alguém com formação superior na área ou pelo menos alguma experiência comprovada? Aliás, há mais alguém na equipe sem ser o autor das notícias e um ou outro familiar? Enfim, enquanto políticos tiverem "rabo preso", uns e outros vão existir.

    Já em relaçao ao texto do senhor Décio Mafra, gostaria de saber as suas credenciais para falar sobre o assunto. Ele conhece bem o mercado? de que forma? Porque essa colocação que ele faz é totalmente equivocada: "A imprensa séria será aquela que conseguir manter-se sem as publicidades públicas e criar mecanismos outros de autossuficiência". Isso não é e nunca foi critério para identificar seriedade. Para começo de conversa, os órgãos públicos são obrigados por lei a anunciar (se fazem de forma coerente ou não é outro assunto). Se excluirmos os veículos que recebem publicidade pública (Globo, Estadão, Folha, SBT, Record, Estado de Minas e todos os líderes de audiência), sobra quem??? Então, ele quer dizer que nenhum veículo desses é sério?? Além do mais, as pressões comercias também existem por parte do setor privado (montadoras, bancos, cervejas...). Ou ele não sabe disso? Sendo assim, no ponto de vista do colunista, a imprensa séria teria que viver sem publicidade nenhuma. Isso é possível? Gostaria de ouvir do sr. Délcio quais seriam os "mecanismos outros de autossuficiência" que ele propões. Poderíamos repassar suas ideias aos veículos locais, estaduais e nacionais. Quem sabe esse ele não pode dar essa grande contribuição para nossa democracia?

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  4. Sr. Anônimo, pena que não teve a coragem de se identificar, escondendo-se no anonimato, o que já denota pouca credibilidade e seriedade.
    Poço lhe esclarecer, uma situação, é você veincular notícias dos órgãos públicos (que inclusive é de conformidade com a legislação pertinente), outra é se manter e sobreviver SOMENTE a custas dessas publicações.
    Quando me refiro a criar mecanismos outros, é não ficar unicamente na dependência dos órgãos públicos, quando se tem compromissos com a seriedade os grandes anunciantes buscam esse órgãos, é o que não temos vistos nos órgãos de comunicação em nossa cidade, salvo algumas excessões.
    Muito simples, quem são os seus anunciantes? São empresas idôneas, ou somente àquelas ligadas aos mesmos interesses? Cada um faça a sua reflexão e chegue às devidas conclusões, sem imposição ou aliciamento. Ass. Délcio Fonsêca Mafra

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  5. Décio, qual os "mecanismos outros de autossuficiência" vc propõe para uma empresa de comunicaçao se manter?

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  6. Prezado Anônimo, gostaria de responder de forma autônoma sua pergunta ao Sr. Delcio.

    Sendo eu um profissional de comunicação, penso ter respaldo acadêmico inclusive, para poder lhe responder. Não sei qual sua relação com o mercado em Itabira mas posso lhe oferecer minha relação com mercados como Curitiba, Belo Horizonte, São Paulo, Miami, Toronto, New York, entre outros os quais já tratei.

    Acho que a proposta de outros mecanismos ao qual o Sr. Delcio faz referência cai justamente na questão da ética.

    O problema em si aqui comentado não é a limitação ou a restrição de anunciantes dentro de um canal de comunicação, mas sim o que você como professional (se o é), um formador de opinião aceita ser utilisado como ferramenta; ou seja, se você fará seus ganhos, seu lucro com base ética nos princípios morais inclusive os quais são regidos e estipulados pelo CONAR, ANJ e outros orgãos que regem a comunicação no país, ou fará como um mercenário que aceita expor informações mesmo sabendo que elas não sejam verdades.

    Afinal você é um professional ou um bandido? É simples assim.

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