
NÃO EXISTE NINGUÉM PARA RESOLVER A SITUAÇÃO DE VOCÊS, A NÃO SER JOÃO IZAEL!!
Eu sou o homem-fantasma
vejo tudo sem ser visto
eu sou um justiceiro
com um disfarce sinistro
eu meto medo aos que nos vêm
com falinhas falsas
e treme-lhes a dentadura
cai-lhes as calças
Eu sou o homem fantasma
e estou em toda a parte
voar para alguns é profissão
para mim é uma arte
mas para ver o meu bairro
eu não preciso de asas
muito prédio a crescer
e muita gente sem casas
Nunca descansa, o homem-fantasma
e a gente espanta-se e a gente pasma
quando respira fundo, o homem fantasma
nunca é de alívio
quando muito será de asma.
Eu sou o homem-fantasma
vejo tudo sem ser visto
e já espreitei para dentro
da carteira de um ministro
e vi fotografias
de um passado duvidoso
e outras mais recentes
dele todo vaidoso
Eu sou o homem-fantasma
justiceiro imortal
eu vou de norte a sul
da montanha ao litoral
e enquanto a luz e a água
vão para a vila e para a cidade
para aldeia vão jornais da tarde
e boa vontade
Nunca descansa, o homem-fantasma
e a gente espanta-se, e a gente pasma
quando respira fundo, o homem-fantasma
nunca é de alívio
quando muito será de asma
Eu sou o homem-fantasma
e estive num hospital
há lá quem morra
tanto da cura como do mal
e os donos da medicina
gritaram: Aí, o homem-fantasma!
Depressa, uma seringa,
um bisturi, um cataplasma!
Eu sou o homem-fantasma
e como vidro transparente
eu sento-me aos jantares
e ninguém me pressente
e dizem: tal e coisa
e coisa e tal e vice e versa
e o que lá fora era discurso
cá dentro é conversa
Nunca descansa, o homem-fantasma
e a gente espanta-se, e a gente pasma
quando respira fundo, o homem-fantasma
nunca é de alívio
quando muito será de asma
Eu sou o homem-fantasma
combatente infatigável
mas atenção que até eu
posso ser criticável
se depois do que eu digo
e denuncio e reclamo
eu voltar para casa
e em casa eu for um tirano
Nunca descansa, o homem-fantasma
e a gente espanta-se, e a gente pasma
quando respira fundo, o homem-fantasma
nunca é de alívio
quando muito será de asma
Recentemente a prefeitura foi multada por não manter farmacêutico nas unidades de PSF, local onde deveria ter uma boa e contínua assistência de saúde e onde se aviam receitas (cinco por dia para simples problemas de pele, conforme publicado no Diário de Itabira de hoje, 23/07/11...será?). O secretário afirma que não existe demanda para o profissional farmacêutico nestes locais, mas esqueceu que os estudantes de farmácia da Funcesi fazem estágio nos PSF. Fazem o quê lá, então?. O secretário afirma que gastaria R$1.248.000,00 anuais para pagamento da folha de 26 farmacêuticos, mas esquece que o custeio das ações de saúde são das três esferas da gestão do SUS (vide resolução da Portaria 698/06 de 30 de março de 2006 que indica o profissional na Atenção Básica, inclusive o PSF-Programa Saúde da Família).
Afinal das contas estou entendendo que nosso secretário de saúde municipal de Itabira desconhece as atribuições de um farmacêutico e da importância de uma boa orientação para o uso de medicamentos, mesmo que “apenas para simples problemas de pele” conforme publicado no jornal. Ele deveria saber que a instituição de um farmacêutico em cada PSF levará a reduções de perdas, poderá se evitar o uso de medicamentos mais caros quando há alternativas de baixo custo, porém, efetivas; reduziria os erros de medicação, incentivaria o uso racional de medicamentos; orientaria adequadamente os usuários em domicílio não só quanto ao uso, mas quanto ao armazenamento e sua interação com outros medicamentos e mesmo com alimentos.
Enfim, a assistência farmacêutica é atividade de saúde que poderia ser melhor aproveitada para desenvolver, qualificar e fortalecer os serviços prestados à população.
São 37 festivais de invernos, aproveitando as férias dos autóctones e também daqueles muitos que tiveram de ir a Belo Horizonte e outras cidades com universidades à continuarem os estudos que Itabira não tinha ou ainda não tem.
Houve momentos de grande programação e de boa participação do público, sendo que no início era mesmo para confraternização e reencontro dos itabiranos, hoje em dia fica por isto mesmo. Foram realizados grandes concertos, uns bons outros nem tanto.
Nos últimos anos tenho acompanhado os reclames e comentários a respeito de como tem sido elaborada a programação dos festivais de inverno e sinto que há muita nostalgia em face à grande queda da programação e falta de interação com a comunidade.
Tenho recebido reclamações diversas, de várias pessoas e algumas até o denominam festival de “inferno” de tão comum, para não dizer ruim mesmo, que se transformou o outrora grandioso Festival de Inverno de Itabira, com uma duração extensa durante os trinta e um dias de Julho e hoje mal dá conta de quinze dias, é a verdadeira mixórdia programada.
O que me dói é saber que quase todos só discutem a programação musical, se é boa ou péssima, se atendeu o seu anseio, mesmo que não tenha nada a ver com o tema do festival. Em 2009 houve uma oficina de redação que tiveram somente dois inscritos e como fui produzir um festival de teatro em Contagem não sei nem se deram sequência a ela.
Esse ano são várias oficinas, de “Cooperativa para montagem de show cênico/ musical” , “Áudio e equipamentos com ênfase em gravação”, “Circo Circuito”, “Nossa Terra”, “Vagonite”, “Workshop Modelagem em Massinha”, “Português Instrumental”, “Conhecendo para preservar – Astronomia e meio ambiente” e mais algumas de caráter especial; poderiam ser vinte ocupando todo o mês. Até o momento não li comentários sobre as tais oficinas, se tiveram interessados ou se atenderam à expectativa de quem está participando, mas é assim mesmo, oficina dá um trabalho danado para realizá-la, mobilizar as pessoas a participarem e apresentar os resultados alcançados.
O tema deste ano nem é citado no portal eletrônico da FCCDA, mas a curadoria do Festival não continua se atendo a ele, apresenta uma programação solta, totalmente sem foco, é um mero ajuntamento. Tem até o Cine Festival que continua apresentando filmes do circuito comercial pelas praças da cidade.
O local predileto dos citadinos é a Praça do Areão, aquela mesma que tem uma “Maria Fumaça” que até que enfim está sendo reformada, mas nesta atual administração da FCCDA não vem sendo utilizada para não perturbar o sossego da superintendente, é triste esta desocupação daquele espaço público.
Alguém perguntou quanto custa o Festival de Inverno. Anualmente, de acordo com o orçamento fiscal do Município, o valor é de R$700 mil acrescido de R$100 mil da grande mineradora, além de todo o pessoal e estrutura a serviço do mesmo durante vários meses, este festejo não sai por menos de R$1 milhão por ano, indiferente se as oficinas, palestras e debates têm participantes ou não, ou se a dita programação musical, efêmera, atendeu à grande maioria da pretensa plateia.
Ao findar o Festival de Inverno, logo em seguida temos a EXPOITA, que dura de uma Quarta-feira até um Domingo, custa aos cofres públicos municipal a bagatela de meio milhão de Reais anualmente, de uma efemeridade brutal, programação sempre tacanha e da mesma forma as pessoas somente discutem se a dupla brega prestou ou não, já que da exposição agropecuária e industrial nada interessa.
E assim vamos mastigando um pão velho e batendo “parmas de contentamento” a um circo de lonas furadas.