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sexta-feira, 3 de maio de 2013

TEM BELEZAS MINHA TERRA - V

 (Itabira)

Dia primeiro de maio, quarta-feira, feriado do dia do trabalhador, foi pesado para quem topou acompanhar o vice-prefeito e secretário de Desenvolvimento Econômico de Itabira, Reginaldo Calixto, na quinta Expedição Tem Belezas Minha Terra. Mas é claro que foi compensador.

Estão vendo este pico ao fundo? Pode parecer banal, mas esconde uma "escalaminhada"
de 2 quilômetros bem pesados. Haja fôlego para superar.

Mas vejam se não compensa...
É todo adornado por sempre-vivas e outras espécies de flores silvestres, de campos de altitude.

Opa... Esta aqui é estrangeira.
Uma muda de oliveira, que os sitiantes estão tentando cultivar.
O clima seco, quente durante o dia e frio à noite remete ao clima temperado,
necessário ao cultivo de azeitonas.

Este rapazinho aí é o colibri de gravata, espécie endêmica da região.
É bem mais belo do que esta foto tosca.
Também, tremendo que nem vara verde, com a língua arrastando e uma contra-luz danada,
fotógrafo sedentário nenhum conseguiria melhor tomada.
Como diria um vizinho de infância...
"Tem lugar que só burro de chuteira sobe".
Curioso: Esta lagoa lá embaixo
divide águas para 2 importantes bacias do país.
Para a esquerda, abastece o Rio Doce. Para a direita, o São Francisco.


Há seres vivos que pouco importamos, mas podem revelar interessantes instruções.
Esta mancha na rocha é um líquen, que é resultado de uma simbiose
entre dois seres vivos: um fungo e uma alga ou cianobactéria.
Há exemplares que crescem 1 milímetro ao ano.
Daí, se considerar que este espécime tem cerca de uns 150 milímetros de raio...
Vai que ele passa de 150 anos!? Hein?

Finalmente o grupo chegou (vivo) ao Pico do Bicudo.
1557 metros bem escalados.
Parece que este cogumelo resolveu imitar as conchas do fundo do mar.
Deve ser para lembrar-nos que esta área já esteve submersa
há muitos e muitos anos atrás.
Parada justa para um cafezinho e uma boa prosa.


Ronei pediu que tirássemos os calçados para atravessar o ribeirão Santana.
Está aí, bem abaixo dos nossos pés. Só que submerso no sumidouro.
Dele, só registramos os sons das águas debaixo das rochas.
Esta é uma bela gruta, chamada de Pedra da Igreja.
Há várias fendas próximas no penhasco.

Os olhares têm que estar atentos a tudo.
Veja que cisco de orquídea.
Ô gente tímida esse povo do mato, sô.
Chegou ficar vermelha de vergonha quando este fotógrafo
a viu e tocou nela...
Lembram do tal ribeirão Santana que ninguém via?
Olhem ele aí, convidando a gente pra se refrescar em suas águas.

Esta bela cachoeira dos Marques,
quase engoliu meu helicóptero RC no ano passado.
Fim do passeio do dia.
Hora de se deleitar com o canyon dos Marques.
Vista privilegiada para poucos!

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