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sábado, 30 de abril de 2011

Luta contra o despejo

Faz longos onze anos que os moradores do Bairro Drummond lutam bravamente pelo sagrado direito a moradia. Não venham chamá-los de sem terra, todas aquelas pessoas já a conquistaram e agora precisam ver garantido pelo poder público a manutenção da sua casa e a sua integração a cidade.

É verdade que por todo o Brasil o déficit habitacional coloca em situação difícil amplos setores da população que tem negado as condições para que possuam um local digno para morar. É uma ofensa em uma cidade como Itabira, detentora de uma arrecadação robusta, vejamos muitas famílias deixadas a margem dos direitos sociais.

No chamado aglomerado sem-terra, e nomeado orgulhosamente pelos moradores como Bairro Drummond, as mais de trezentas famílias que ali vivem, passam por maus lençóis. A ordem de despejo, desta vez sem muita margem para recurso judicial, decretou data para que as famílias retirem-se de suas casas.

Se faz urgente que toda a sociedade civil organizada, siga o exemplo dado pela Diocese de Itabira - Coronel Fabriciano, e cerquem de solidariedade todas essas pessoas que se encontram agora em um momento crítico. É necessário exigir da Prefeitura Municipal que declare de utilidade pública aquela área, e que a desaproprie, o que é possível pela legislação em caso de propriedades que não cumpram a sua função social.

Antes de tudo está a dignidade humana, princípio defendido pela nossa Constituição. Não podemos aceitar que famílias sejam despejadas e jogadas na rua. A PMI além de garantir a desapropriação do terreno e passar a posse as famílias, precisa trabalhar no sentido de construir toda a infra-estrutura urbana para que ali se possa viver com dignidade, como saneamento básico, ruas asfaltadas, iluminação pública e centro de lazer.

2 comentários:

  1. Fala Guilherme,

    Recebi duas notícias bombásticas ontem à noite, que precisam ser confirmadas, antes de qualquer festa.

    A primeira é que o processo do despejo foi revertido pela justiça, dando nova orientação: desapropriação do terreno para legalização das ocupações.

    A segunda é tão bombástica que prefiro só publicar depois de confirmar para ter certeza. Dou uma dica, afetará em cheio o futuro do grupão.

    Parabéns pelo texto. Começou com pé direito.

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  2. Tomara que esta boa notícia se confirme, o caso é grave e necessita de solução pra ontem... Quanto ao elogio, fico feliz que o texto foi bem aceito.

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