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sábado, 14 de maio de 2011

O 13 de maio


Para os desavisados, vai um lembrete importante, no dia 13 de maio comemora-se a Abolição da escravatura, assinada pela Princesa Isabel no longínquo 1888. De la para cá o Brasil se transformou profundamente, deixou de ser agrário para se tornar industrializado. Itabira é um exemplo disso.

E é aqui mesmo em nossa cidade que é preciso fazer nessa importante data uma reflexão profunda: depois de mais de um século da abolição, qual é o papel do negro em nossa sociedade? É bastante comum o discurso em defesa que vivemos nós em uma democracia racial. Seria o povo brasileiro produto de uma miscigenação e que por isso não existem diferenças raciais. Espera ai, será isso verdade?

Por aqui em meio as montanhas das Minas Gerais temos Itabira, cidade pequena, com violência e transito de capital. Temos um prefeito negro, inclusive um movimento negro na cidade. É necessário elogiar iniciativas como a do FIAN, Festival Itabirando de Artes Negras. Esse evento cumpre um papel importante. Proporciona a realização de uma série de shows, dentre outras atividades, que contribuem para aproximar a população da cultura negra.

Se por um lado é importante elogiar o que esta sendo feito, pelo outro não da pra esquecer que se pode fazer muito mais. Falta por exemplo a criação de fóruns permanentes para debater a exclusão do negro em uma cidade formada em grande parte por esse contingente. Ainda permanece pelo Brasil, e aqui não é diferente, a triste realidade que os piores empregos e salários são reservados para os de pele mais escura.

Vale reafirmar, a memória do importante líder do Quilombo de Palmares, Zumbi. A data em que comemoramos a lembrança desse destacado homem, é o 20 de novembro, mais sempre que vêm a tona o debate racial não se pode esquecer dele. Enquanto cada camburão tiver um pouco de navio negreiro, não vamos deixar de colocar o dedo na ferida e afirmar sem medo que ainda vivemos em um país não somente divido em classes mais também em raças.

4 comentários:

  1. Olá Guilherme. Concordo com vc, em parte. Sei que ainda existe o racismo velado, infelizmente. Porém não podemos generalizar. Quando diz "Enquanto CADA camburão tiver um pouco de navio negreiro...", você generaliza. Existem muitos policiais negros, inclusive oficiais e pelo que sei, são respeitados pelos colegas e pela sociedade. Outro exemplo: você já teve notícia que o Pelé foi discriminado, aqui no Brasil? E os cantores de pagode que são idolatrados principalmente por loiras? Então, penso que o preconceito e a discriminação são muito mais uma questão de classe social e status do que de cor da pele. Só para constar: Sou morena, do cabelo duro e filha de pai negro. E Isto nunca me incomodou ou atrapalhou, mesmo. Não sou rica, mas tive boa educação em casa, boas companhias fora dela e isto não tem nada a ver com raça, concorda? Abraço.

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  2. Oi guilherme, além de tudo voce sabe que zumbi foi uma baita donzela. né.

    A palavra Zumbi, ou Zambi, vem do termo "nzumbe", do idioma africano quimbundo, e significa, fantasma, espectro, alma de pessoa falecida. No Brasil colonial, Zumbi significava um fantasma que, segundo a crença popular afro-brasileira, vagava pelas casas a altas horas da noite.O Quilombo dos Palmares (localizado na atual região de União dos Palmares, Alagoas) era uma comunidade auto-sustentável, um reino (ou república na visão de alguns) formado por escravos negros que haviam escapado das fazendas, prisões e senzalas brasileiras. Ele ocupava uma área próxima ao tamanho de Portugal e situava-se onde era o interior da Bahia, hoje estado de Alagoas. Naquele momento sua população alcançava por volta de trinta mil pessoas.

    Zumbi nasceu em Palmares, Alagoas, livre, no ano de 1655, mas foi capturado e entregue a um missionário português quando tinha aproximadamente seis anos. Batizado 'Francisco', Zumbi recebeu os sacramentos, aprendeu português e latim, e ajudava diariamente na celebração da missa. Apesar destas tentativas de aculturá-lo, Zumbi escapou em 1670 e, com quinze anos, retornou ao seu local de origem. Zumbi se tornou conhecido pela sua destreza e astúcia na luta e já era um estrategista militar respeitável quando chegou aos vinte e poucos anos.

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  3. Olá. Deixei um comentário aqui, ontem. Por que não foi postado? Não ofendi ninguém...

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  4. O outro lado da História:
    Alguns autores levantam a possibilidade de que Zumbi não tenha sido o verdadeiro herói do Quilombo dos Palmares e sim Ganga-Zumba: "Os escravos que se recusavam a fugir das fazendas e ir para os quilombos eram capturados e convertidos em cativos dos quilombos. A luta de Palmares não era contra a iniquidade desumanizadora da escravidão. Era apenas recusa da escravidão própria, mas não da escravidão alheia.[...]"[2]

    De acordo com José Murilo de Carvalho, em "Cidadania no Brasil" (pag 48), "os quilombos mantinham relações com a sociedade que os cercavam, e esta sociedade era escravista. No próprio quilombo dos Palmares havia escravos. Não existiam linhas geográficas separando a escravidão da liberdade".

    Segundo alguns estudiosos Ganga Zumba teria sido assassinado, e os negros de Palmares elevaram Zumbi a categoria de chefe:

    "Depois de feitas as pazes em 1678, os negros mataram o rei Ganga-Zumba, envenenando-o, e Zumbi assumiu o governo e o comando-em-chefe do Quilombo"[3]

    Seu governo também teria sido caracterizado pelo despotismo:

    "Se algum escravo fugia dos Palmares, eram enviados negros no seu encalço e, se capturado, era executado pela ‘severa justiça’ do quilombo"

    Fonte: www.wikipédia.com.br

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